quinta-feira, maio 18, 2006

Metro para o Aeroporto do Porto entra em funcionamento dia 27

Público

17.05.2006 - 22h35   Lusa




A Linha E (Violeta) do Metro do Porto, entre Pedras Rubras e o Aeroporto Sá Carneiro, é inaugurada no dia 27, anunciou hoje fonte da empresa.

Com esta linha, a rede fica ligada a todos os destinos com origem no Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro, estabelecendo, pela primeira vez em Portugal, uma verdadeira intermodalidade nos sistemas de transporte de articulação europeia.

O Sá Carneiro é o primeiro aeroporto português a fazer uma ligação directa com uma rede ferroviária ligeira (Metro) e com uma rede ferroviária pesada (Estações da CP de Campanhã, de S. Bento e de General Torres, acessíveis através da rede do Metro).

Este facto representa uma inovação significativa mesmo à escala europeia havendo na Península Ibérica apenas um outro aeroporto, o de Barajas, em Madrid.

A estação Aeroporto do Metro fica situada em frente à zona de chegadas daquela infra-estrutura aeroportuária, em paralelo com as duas vias rodoviárias existentes. A estação está totalmente coberta por uma estrutura de aço revestida a vidro, integrada no aeroporto.

Ao lado do Metro ficará localizada a futura estação para comboios de alta velocidade, prevendo a ligação Porto-Lisboa por este modo de transporte.

A Linha E (Violeta), com três novas estações (Aeroporto, Botica e Verdes), vem somar 1,6 quilómetros de extensão à rede do Metro do Porto, que passa agora a contar com um total de 60 quilómetros e 68 estações.

O serviço definido para a Linha E (Violeta), Estádio do Dragão - Aeroporto, prevê ligações directas e rápidas (tempos de percurso de cerca de 20 minutos) até ao centro do Porto.

A operação desta nova linha arranca numa base experimental até 30 de Junho, período em que o serviço estará disponível somente até à Estação de Campanhã.

Os clientes que pretendam seguir até ao Dragão devem tomar, na Estação Intermodal de Campanhã, um veículo das linhas Azul, Vermelha ou Verde.

A partir do Aeroporto e até Campanhã, o Metro pára em todas as estações, sucedendo o mesmo em sentido inverso, com o horário de funcionamento praticado em toda a rede, entre as 06h00 e as 01h30, todos os dias do ano.

Em termos de tempos de percurso, o Metro do Porto assegura uma ligação Aeroporto-Casa da Música em 23 minutos e o trajecto Trindade-Aeroporto em 28 minutos.

Incluída nesta nova linha está a obra de requalificação urbanística levada a cabo pelo Metro do Porto ao longo da Estrada Nacional 107 (a antiga via principal de acesso ao aeroporto).

O projecto do arquitecto José Bernardo Távora, transformou parte da Estrada Nacional nº107 na Avenida do Aeroporto, com 1,5 quilómetros de extensão e onze metros de largura.


domingo, maio 07, 2006

Acesso original às urgências do S. João é hoje reposto

O Primeiro de Janeiro


A Comissão ad hoc para o enterramento da linha do Metro junto ao Hospital de S. João anunciou ontem que o acesso original aos Serviços de Urgência daquela unidade está concluído. Em declarações ao JANEIRO, o porta-voz da comissão afirmou que a inauguração decorre hoje e que as obras acabaram por ser executadas pelo hospital e pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, apesar de serem "um compromisso da Metro do Porto a qual não se disponibilizou para as realizar". Castro Henriques especificou que a forma como até à data se procedia a entrada para as urgências era incomodativa, "em ziguezague e com uma rampa sem o mínimo de condições". Neste sentido, prosseguiu, o Hospital de S. João e a Faculdade de Medicina optaram por tomar as rédeas da empreitada, construindo um acesso em tudo idêntico ao existente antes das obras do Metro do Porto. "Basicamente foi tapado o túnel de dentro do hospital e a rua exterior foi arranjada, extinguindo-se o ziguezague e colocando-se uma entrada directa às urgências", especificou o responsável.
Entretanto, aproveitando a inauguração de hoje, a comissão ad hoc irá mais uma vez reclamar do facto das vias envolventes ao S. João se encontrarem em mau estado. Castro Henriques avançou que nomeadamente a Rua António Bernardino de Almeida, onde se localiza o Instituto Português de Oncologia, está "toda esburacada, uma autêntica desgraçada que obriga os automobilistas a circular a passo de caracol". O responsável critica que o Metro "apenas se preocupou com instalação dos trilhos" e que, desde que inaugurou o último troço da Linha Amarela entre o Pólo Universitário e o S. João, "nunca mais fez nada relativamente a arranjos dos arruamentos".

Metro anuncia reforço para a Queima

O Primeiro de Janeiro




A Metro do Porto anunciou ontem o reforço das quatro linhas em funcionamento durante a semana da Queima das Fitas, entre 6 a 14 de Maio, com o alargamento dos horários e o reforço da capacidade de transporte das carruagens. Com o prolongamento da rede, a empresa diz estar mais próxima dos locais onde decorrem os festejos, nomeadamente do Queimódromo a 400 metros da Estação Matosinhos Sul. Por isso, a entrada em funcionamento da Linha Azul vai ser antecipada das 6h00 para as 5h00 com uma frequência de 15 minutos. A partir das 6h00 a frequência passa a ser a cada 10 minutos. Para servir o cortejo académico que se realiza na Baixa na próxima terça-feira, próximo das estações da Trindade e Avenida dos Aliados, a Metro do Porto vai reforçar a Linha Amarela a partir das 15h00 com mais 600 lugares por hora do que é costume. Um reforço idêntico será feito na noite da Serenata com a frequência de 10 minutos das carruagens que circulam na Linha Amarela entre a meia-noite e a 1h00 de domingo. Para assegurar a deslocação entre a Serenata, na Cadeia da Relação, e o Queimódromo a Linha Azul funciona até às 2h00 com uma frequência de 10 minutos. Já na manhã de domingo a Metro do Porto serve o Estádio do Dragão, onde decorrerá a Missa de Bênção das Pastas às 11h00, com as Linhas Azul, Vermelha e Verde. Com a chegada do metro à Póvoa do Varzim, este pode ser o meio escolhido para chegar ao Chá Dançante a 13 de Maio, no Casino da Póvoa, e à Garraiada na Praça de Touros da Póvoa, marcada para domingo, 14 de Maio, às 14h30.

Para servir quem vai ao Estádio do Dragão

O Primeiro de Janeiro


Metro do Porto com serviço especial


O Metro do Porto associa-se às comemorações da conquista do 21º campeonato nacional dos «azuis e brancos», com uma operação especial de grande envergadura.

Nas duas horas anteriores ao início do jogo de hoje – a partir das 16h30 horas, portanto –, é reforçada a oferta de transporte através da entrada em funcionamento de diversos veículos duplos adicionais. Assim sucede na Linha Azul, com três veículos duplos e três veículos simples por hora, na Linha Vermelha, dois duplos e dois simples por hora, e na Linha Verde, com três veículos duplos por hora. Acresce a este reforço de serviço, a colocação de mais dois veículos duplos por hora em circulação entre a Senhora da Hora e o Estádio do Dragão.
Na Linha Amarela, mantém-se a oferta de seis veículos simples por hora/sentido.
Por junto, entre as 16h30 e as 18h30, o Metro do Porto disponibiliza uma capacidade de transporte de 7250 lugares/hora/sentido. O que significa que, neste período, poderão ser transportados até cerca de 15 mil clientes com destino à Estação Estádio do Dragão.

Reforço da oferta
Após o final do jogo e depois de feita a festa do campeão, o Metro do Porto está preparado para transportar 8 mil clientes nos primeiros 40 minutos. Este reforço da oferta passa pela disponibilização de 16 veículos duplos com partida do Estádio do Dragão, após o FC Porto/Guimarães.

quinta-feira, abril 27, 2006

Arquivado caso Metro

Correio da Manhã

Joaquim Gomes, Porto


O DIAP do Ministério Público do Porto arquivou o caso das suspeitas sobre a Metro do Porto, nascidas no processo 'Apito Dourado'. Em causa estava uma das certidões remetidas no final de Janeiro pelo procurador Carlos Teixeira, do Ministério Público de Gondomar, ao DIAP do Porto, que teria de decidir se acusava ou não, dado que os factos se tinham passado em comarca diferente.


Este processo referia-se a um alegado favorecimento a empreiteiros para as obras envolventes da Casa da Música, no Porto. Joaquim Camilo Nunes da Silva, dono da J. Camilo, empresa de construção civil sem alvará de obras públicas, teria apresentado em 2004 a Valentim Loureiro, presidente da Metro, outro empreiteiro, Alberto Couto Alves, dono da empresa de obras públicas de Famalicão responsável por parte daquela obra.

Nas escutas levadas a cabo pela PJ, Valentim Loureiro refere um cheque que os investigadores interpretaram como sendo de Joaquim Camilo para o Major, de forma a conseguir obras para Couto Alves, de quem era amigo. Para a defesa, o cheque era do próprio Major e destinava-se a garantir um empréstimo daquele empreiteiro ao Boavista, clube ao qual Valentim está muito ligado. O cheque pertencia de facto ao ex-líder do Boavista e servia como garantia do empréstimo.

Na sequência deste processo Valentim esteve suspenso durante um ano da presidência da Metro por decisão da juíza Ana Cláudia Nogueira.

Prejuízo continua a subir no elevador dos Guindais

Jornal de Notícias

Hugo Silva, Fernando Timóteo





Funicular dos Guindais, que liga as zonas da Ribeira e da Batalha, no Porto, soma prejuízos. Durante o ano passado, a situação do equipamento, da responsabilidade da Empresa do Metro, agravou-se a receita por cada lugar/quilómetro oferecido foi de 27,81 cêntimos, mas a despesa foi de 71,78 cêntimos (mais 44% do que em 2004); a receita por cada passageiro quilómetro foi de 2,20 cêntimos, mas a despesa foi de 5,22 cêntimos (mais 35% do que em 2004).

E só os turistas - os picos de validações registam-se nos meses de Verão e aos fins-de-semana e feriados - servem para equilibrar, um pouco, as contas.

Na maior parte das viagens - e durante 2005 foram efectuadas 35425 - os veículos seguem com pouco gente. Ou mesmo vazios.

Ainda assim, o elevador continua a ser um meio de transporte privilegiado para quem mora ou trabalha nas imediações. "Uso-o todos os dias. Como moro em Faria Guimarães, venho de metro e, depois, apanho o elevador para a Ribeira, onde trabalho como cozinheira", explicou Fátima Gomes, lamentando, apenas, que o serviço não funcione até mais tarde. "Quando saímos mais tarde, à noite, temos de ir a pé... Ainda é um pedaço", desabafou.

"Quando não havia elevador, tinha que usar as escadas dos Guindais", recordou, por sua vez, Margarida Barros. Entrou no funicular na Batalha e foi a única passageira a efectuar a viagem descendente. Foi ao banco e, como demorou menos de uma hora, ainda pôde utilizar o mesmo andante que usou na viagem de ida. "Para fazer estas coisas rápidas vale a pena. Caso contrário, é um bocado caro", sustentou a moradora dos Guindais, admitindo que são principalmente os turistas a usar o funicular. Mas não só. "Faz muito jeito para vir ao centro de saúde, sobretudo para os idosos ou para quem, como eu, tem crianças pequenas", acrescentou Margarida Barros, de 23 anos, e com três filhos um com cinco anos, outro com dois e o terceiro com um.

"Moro na Ribeira, mas é raro usar o elevador, porque o meu emprego fica a 15 ou 20 minutos a pé. Só utilizo quando está a chover", referiu Lúcia Arruda, açoreana, mas a viver há alguns meses no Porto, depois de seis anos a trabalhar em Lisboa.

quarta-feira, abril 19, 2006

Obra do Metro "estacionada" no ISMAI

Maia Hoje




Opiniões dividem-se. Para alguns clientes, a nova extensão da Linha Verde deveria ter esperado pela conclusão dos parques de estacionamento na estação do instituto superior, para outros é muito bem vinda a chegada do transporte, mesmo com "os buracos".

José Matos

Não houve qualquer cerimónia oficial de inauguração na chegada das composições do Metro à Estação do Ismai, no último dia do mês de Março.
O momento ficou, apenas, marcado por uma viagem surpresa - que acabou por não ser tão surpresa assim - de alguns autarcas e directores da empresa Metro. O edil maiato, Bragança Fernandes, acompanhado por vários autarcas locais, assim como Valentim Loureiro, presidente do Conselho de Administração da Empresa Metro, e Oliveira Marques, presidente da Comissão Executiva do Metro do Porto, saíram na Estação do Ismai, tendo oportunidade de cumprimentar os presentes.
Valentim Loureiro recusou fazer qualquer comentário aos jornalistas presentes. Já Bragança Fernandes congratulou-se com o novo avanço do metro, desvalorizando as obras que ainda decorrem no terreno; «Hoje é um dia muito feliz para mim, para os castelenses e para os maiatos em geral. São mais quatros quilómetros e meio de linha construída, que passa sob o viaduto IC 24 em 700 metros, com zona pedonal. Vai favorecer a mobilidade na Maia, as estradas vão ficar mais desanuviadas. Nos próximos seis meses as obras que faltam na Estação do Ismai vão ficar solucionadas, ou seja os quatro parques de estacionamento».
O edil maiato, após a primeira viagem no novo troço, destacou também os ganhos que o Ismai vai passar a ter; «O nome desta estação vai dar notoriedade ao Instituto Superior da Maia em toda a Área Metropolitana do Porto. Por outro lado, os alunos da faculdade - cerca de três mil - passam a contar com melhores condições para se deslocarem».
Bragança Fernandes notou, ainda, que o mais importante agora é trabalhar para que o metro avance em direcção à Trofa.
Oliveira Marques, relativamente às obras no terreno, notou que o interessa é levar o metro às localidades carentes; «Obras por concluir existirão sempre, visto que damos prioridade ao transporte de passageiros. O resto faz-se com calma».
No que concerne a este tema, o MaiaHoje teve oportunidade de falar com alguns clientes do novo troço e as opiniões divergiram. Gonçalo Monteiro comentou que o metro «já devia ter chegado há mais tempo». João Nogueira garante não estar contra o metro, «mas contra uma inauguração apressada. Em dias de chuva ninguém se consegue aproximar da estação do Ismai». Faustino Pinto refere que «neste momento a Vila está emparedada pois cortaram algumas passagens viárias». Já Carlos Rocha discorda em parte destas opiniões; «Para mim é muito bom termos o metro a chegar ao Castêlo. É um avanço, pois não contávamos com outros transportes».
A extensão da Linha Verde (C) liga o Fórum da Maia ao ISMAI em aproximadamente 8 minutos. Desde o Estádio do Dragão são cerca de 43 minutos. Com o novo troço (4,45 quilómetros) inauguram-se quatro novas estações: Zona Industrial, Mandim, Castêlo da Maia e Ismai.
Assinale-se que durante os meses de Abril e Maio o novo troço não funcionará de forma regular. Isto porque estarão no terreno (diariamente das 20h00 à 1h30) trabalhos de sinalização.
A 31 de Março também se inaugurou a ligação do Pólo Universitário/IPO/Hospital de S. João da Linha Amarela.
A terminar refira-se, em jeito de curiosidade, que o mês de Março marcou um recorde em relação ao número de clientes da Metro, ultrapassando a fasquia dos três milhões (crescimento de 20 por cento face a Fevereiro).

sexta-feira, abril 14, 2006

Abaixo-assinado na Póvoa

O Primeiro de Janeiro


Metro até mais tarde


Um grupo de utentes da Linha da Póvoa está a preparar um abaixo-assinado no sentido de pedir a alteração do horário do último transporte que parte da estação final. Numa informação publicada pelo blogue da Comissão de Utentes da Linha da Póvoa (CULP) destaca-se
que esse grupo "usualmente toma o último transporte da Póvoa para o Porto" e pretende uma mudança do horário do mesmo. Segundo o texto do abaixo-assinado, "o último parte da Póvoa de Varzim às 00h15, o que dificulta a vida a todos e todas que, trabalhando por turnos, saem à meia noite dos seus trabalhos". Explica o grupo que "como a paragem da Póvoa fica a sul do concelho, é impossível para muitos chegarem a tempo de apanhar este transporte, aliás o único a estas horas". O grupo explica que como o Metro "é um serviço público e recebe comparticipação do Estado tem obrigação de fazer um serviço social" nomeadamente ir de encontro às necessidades dos cidadãos que o utilizam.
O que os firmantes pretendem é um atraso da partida do último percurso para as 00h45, como se explica no documento que foi entregue à Metro do Porto, sobretudo porque os viajantes a essa hora trabalham em turnos que terminam à meia-noite.
Associando-se aos subscritores daquele abaixo-assinado, a CULP escreve no seu blogue (em http://utentes-linhadapovoa.blogspot.com) que esse horário é também "limitativo" para a diversão e lazer nocturno da Póvoa, em especial no Verão, seja para clientes, seja para o recrutamento de mão-de-obra.


terça-feira, abril 11, 2006

Metro do Porto: Gaia sem circulação para instalar cobertura de estação

Diário Digital

Diário Digital / Lusa

11-04-2006 18:54:36



O troço final da Linha Amarela do Metro do Porto em Gaia vai estar cortado à circulação entre as 22:00 de hoje e a manhã de quarta-feira para a colocação da cobertura da Estação João de Deus, anunciou a empresa.

Aquela estação, que corresponde ao término sul da Linha Amarela, é a única de superfície de todo o Metro do Porto que dispõe apenas de cais central, o que impossibilita a instalação dos abrigos convencionais.

Daí que a empresa tenha optado pela colocação de uma estrutura de coberturas diferente, de instalação mais complexa, o que irá obrigar à interrupção, por várias horas, da circulação de carruagens.

Assim, a partir das 22:00 horas, as carruagens terminarão o seu circuito na estação anterior, a de General Torres, podendo o restante percurso, até à Estação de João de Deus, ser efectuado com recurso a autocarros destacados para o efeito.

Este serviço alternativo, disponível para todos os utentes com título de transporte validado, funcionará até às 01:30 horas da madrugada de quarta-feira, hora em que normalmente termina o serviço do Metro do Porto.

A instalação da cobertura obrigará ainda ao corte da circulação automóvel na Avenida da República, nas imediações da Estação João de Deus, entre as 22:00 horas de hoje e as 05:00 horas de quarta- feira.

Esta operação permitirá a instalação da primeira secção da pala que funcionará como cobertura, prevendo-se que os trabalhos continuem nas noites de 21 e 22 de Abril, assim como 5 e 11 de Maio, datas em que novamente haverá limitações na circulação do metro.


segunda-feira, abril 10, 2006

Metro do Porto com «forte probabilidade» de acidentes

Portugal Diário

2006/03/31 | 14:11



A Comissão Ad Hoc para o enterramento da linha do metro frente ao Hospital de S.João responsabilizou hoje os responsáveis pela empresa Metro do Porto e o Governo pelos eventuais acidentes que ocorram naquela zona.

«Estamos perante uma passagem de nível de 800 metros sem guarda. Esperamos que em caso de acidente haja o bom-senso de responsabilizar criminalmente os responsáveis», disse o presidente da comissão, citado pela agência Lusa.

Em declarações à Lusa, no final de uma viagem guiada pelos acessos à zona da Asprela com o objectivo de avaliar o impacto da chegada regular do metro ao hospital de S.João, Castro Henriques alertou para a «forte probabilidade de ocorrência de acidentes muito graves».

O Metro do Porto chegou hoje ao Hospital de S.João (término da Linha Amarela) e ao Instituto Superior da Maia (Ismai), término da Linha Verde, com a entrada em funcionamento de dois novos troços.

«Se já antes, a situação era muito complicada, em termos de circulação rodoviária e de peões, a passagem do metro vai inevitavelmente fazer aumentar o risco de acidentes viários», disse o responsável, apontando como uma das zonas mais complicadas, a das traseiras do hospital, no cruzamento com a Rua Roberto Frias.

Apontou ainda a dificuldade de acesso das ambulâncias ao serviço de urgência, devido às «lombas e buracos» que permanecem na ligação à unidade hospitalar.

«O metro devia facilitar o trânsito, mas o que hoje confirmamos foi que a circulação piorou muito», frisou, manifestando a intenção da comissão «continuar a defender o enterramento da linha em frente ao hospital de S.João».

Castro Henriques acredita que «quando começarem a registar-se acidentes muito graves, alguém com bom senso irá dar-nos ouvidos».

Para a Comissão, «não se compreende como é que uma linha [Linha Amarela] do Metro do Porto cujo traçado é todo ele enterrado, venha à superfície na zona mais povoada».



terça-feira, abril 04, 2006

Metro do Porto ultrapassa os 3 milhões de passageiros/mês

Agencia Financeira


[ 2006/04/03 | 20:35 ] EditorialLusa/SAS


O Metro do Porto ultrapassou em Março a fasquia dos três milhões de clientes/mês, estabelecendo um novo recorde mensal, anunciou hoje no Porto fonte da empresa.
Nos 31 dias de Março, as validações efectuadas na rede foram 3.067.311, o que representa um crescimento de 20% face a Fevereiro, de acordo com informações de fonte de empresa, no Porto, à agência «Lusa».

O anterior recorde mensal tinha sido batido em Janeiro, quando foram registadas 2.707.783 validações.

O valor atingido em Março quase duplica o verificado no mês anterior, o que se deve ao facto de integrar já os novos clientes servidos pela Linha Amarela e as estações do segmento Pedras Rubras, Póvoa de Varzim da Linha Vermelha, inaugurado há pouco mais de duas semanas.

A fonte referiu que os efeitos da abertura dos troços Fórum Maia, ISMAI da Linha Verde e Pólo Universitário, Hospital de São João da Linha Amarela não são ainda visíveis, dado que estes entraram em operação apenas sexta-feira, último dia de Março.

A data de maior procura em Março foi o dia 22, data em que se realizou um FC Porto/Sporting no Estádio do Dragão, com 141.096 validações.

Em termos médios, registaram-se 117.210 validações nos dias úteis e 46.434 validações aos sábados e domingos.

Já no que toca à distribuição dos clientes pelas quatro linhas em operação, mais de metade da procura centra-se no tronco comum Estádio do Dragão, Senhora da Hora (Azul, Vermelha e Verde), com 50,2% das validações do mês.

Segue-se da Linha Amarela (30,8%), da Linha Azul (8,8%), da Linha Vermelha (4,9%) e da Linha Verde (4,3%).

A velocidade comercial média da rede do Metro do Porto situa- se nos 25,1 km/hora e a taxa de disponibilidade da oferta está nos 99,7%.


quinta-feira, março 30, 2006

Faltam peças na conclusão do ‘puzzle’ do Metro

Póvoa Semanário


Miguel Pinto


No programa ‘Marés Vivas’ da Rádio Mar (89FM), David Santos e Paulo Costa saudaram a chegada do metropolitano de superfície à cidade da Póvoa de Varzim mas deixaram alertas quanto a lacunas evidentes nesse projecto. Em paralelo analisaram o contexto político local no executivo poveiro e as mudanças nos principais partidos do concelho

1- O metro de superfície já chegou à Póvoa, mas ainda é, a vários níveis, uma obra incompleta. Como é que perspectivam o epílogo desse projecto? Será possível a sua extensão até ao centro intermodal a localizar na zona de Barreiros?

2- Luís Diamantino (PSD) e Renato Matos (PS) assumiram a liderança das Comissões Políticas Concelhias dos dois principais partidos na Póvoa. O que é que podem representar estas alterações no figurino político poveiro?

3- Como é que caracterizam o relacionamento entre PS e PSD no executivo municipal?

David Santos
1- "Temos que estar satisfeitos pela inauguração do troço que faltava e que mais directamente nos dizia respeito. Para os utilizadores frequentes a conclusão da linha era fundamental, mesmo que nesta fase ainda se notem vários problemas. Não podemos esquecer que, durante quase quatro anos, essas pessoas enfrentaram grandes dificuldades nas deslocações para o Porto, o que agora deixará de se verificar. Ainda assim não deixa de ser estranho que as questões relacionadas com as novas carruagens 'Traim-Train' ainda não estejam completamente resolvidas, tal como não deixa de ser estranho que algumas obras de beneficiação urbana não tivessem também já resolvidas.

2- Em relação ao centro intermodal de Barreiros, penso que nada ainda está decidido. Foi o próprio ministro quem o referiu, para mal dos poveiros em geral, o que indicia que esse projecto poderá ficar nas calendas. Por isso, penso que a Câmara Municipal terá que adoptar uma posição de força junto do governo, fazendo ver que esse centro intermodal será fundamental para a Póvoa de Varzim como cidade e como concelho.

" Penso que ambas as personalidades foram duas boas escolhas: Luís Diamantino é alguém que, pelo facto de estar no poder autárquico há vários anos, tem grande visibilidade pública o que lhe facilita um maior reconhecimento por parte da população permitindo-lhe capitalizar, no bom sentido, alguns dividendos políticos. Ainda assim, continuo a achar que o PSD na Póvoa é um partido vazio e que vive exclusivamente à sombra da Câmara Municipal e em especial à sombra de Macedo Vieira.
Renato Matos é um jovem com ambição e que já demonstra uma assinalável experiência política. Teve um percurso sempre ligado aos órgãos locais, distritais e nacionais da Juventude Socialista, assumindo já há três mandatos o lugar de deputado municipal com intervenções assíduas e sempre bem estudadas e fundamentadas. É uma pessoa capaz, competente e que busca sempre soluções consensuais no interior do PS. Penso que está a tentar transmitir uma mensagem de disciplina no interior do partido e não uma mensagem de ruptura com o passado. "

3- "É natural que, de parte a parte, haja uma demarcação de terreno, até porque os vereadores do PS recusam, e bem, assumir um papel de meros observadores que já por algumas vezes lhes foi atribuído por Macedo Vieira. O PSD ganhou as eleições, é certo, mas o PS elegeu três vereadores que representam uma parcela significativa da população poveira. Isso tem que ser respeitado pelo presidente da Câmara que, dessa maneira, evitava um clima sistemático de crispação que, na minha opinião, não está a ser bem compreendido pela população e que, no futuro, poderá ser penalizador quer para Macedo Vieira, quer para Silva Garcia. A verdade é que os vereadores do PS têm feito os trabalhos de casa e apresentam-se bem preparados nas reuniões do executivo, onde têm apresentado ideias e propostas alternativas, demonstrando que quando o PS se apresentou às eleições fê-lo de uma forma sustentada e com um projecto alternativo."

Paulo Costa
1- "Penso que se trata de uma importante mais-valia para a cidade e para todo o concelho. Esta ainda é uma fase que tem várias arestas para limar e que, por isso, está a suscitar algumas queixas ao nível dos tempos de viagem, dos tarifários e das obras de requalificação paisagística nas imediações da linha. No futuro, penso que as novas carruagens vão diminuir claramente essas queixas e acredito também que a empresa do metro irá ter em conta os preços praticados, em especial para os estudantes e reformados. Quanto às obras de reinserção urbana, é algo que está a verificar-se e que levará o seu tempo. No essencial, penso que o pior já terá passado.
Quanto ao centro intermodal de Barreiros, não há dúvidas em relação à sua importância. É uma estrutura fundamental para ligar todas as freguesias do concelho e até para captar as populações de Esposende e de Viana do Castelo. Por tudo isso acredito que a Câmara Municipal, tal como o tem vindo a fazer, vai continuar a lutar por esse projecto mesmo que não seja fácil conseguir convencer o governo nesse sentido. Repare que agora não faltam exigências de quase todos os municípios envolvidos no projecto do metro."

2 - "Tratam-se de duas figuras bem conhecidas, mas com modos de actuação diferentes. No PSD, Luís Diamantino, que conhece muito bem os meandros da política local, deverá adoptar uma política de continuidade assente numa equipa renovada que se pretende implantar ainda mais nas freguesias do concelho. Ao contrário do que diz o David Santos, não penso que o PSD se esgote na actuação da Câmara Municipal, apesar de reconhecer que é a Câmara Municipal que tem dado maior visibilidade ao PSD. O trabalho que tem vindo a ser realizado na autarquia é o resultado da actuação das pessoas eleitas pelo PSD no projecto que o partido apresentou à população e que voltou a ser sufragado nas últimas autárquicas.

Por outro lado, Renato Matos é uma pessoa ainda jovem mas que revela já uma experiência política assinalável. Fez-se rodear de pessoas de qualidade e, com o sangue na guelra que também o caracteriza, pretende fazer crescer o PS, em especial nas freguesias que é onde se costumam ganhar as eleições autárquicas. Pelo seu discurso, acredito que Renato Matos quer deixar bem vincada a sua posição no interior do partido, e rentabilizar os resultados obtidos nas últimas autárquicas, nas quais o PS conquistou duas Juntas de Freguesia. Em suma, antevê-se um período interessante ao nível do combate político local."

3- "É um facto que a nova composição do executivo reforçou a presença do PS. Por outro lado, Silva Garcia é um elemento com outro peso, com outra visibilidade pública e que tem chocado sistematicamente com Macedo Vieira. Por isso, não me admira a turbulência que tem vindo a ser sistematicamente noticiada na comunicação social após as reuniões do executivo. Importante é que haja elevação e não crispação política apesar dessas sucessivas marcações de posição, quer de um lado, quer do outro, serem compreensíveis nestes primeiros meses de mandato.
Durante os oito anos em que estive na Câmara Municipal como vereador do PSD eu testemunho que o meu partido aprovou várias propostas da oposição. Por isso, o que eu acho importante é que se trabalhe: o PSD no trilho do seu programa eleitoral e o PS na apresentação das propostas que entenda serem convenientes para os munícipes. Depois logo se vê o resultado."

"Estado deve controlar Metro do Porto"

Diário de Notícias



O ministro das Obras Públicas assumiu ontem, no Parlamento, que o Estado deve ser maioritário no capital da empresa Metro do Porto (MP). Mário Lino, que se deslocou à Comissão parlamentar respectiva para debater questões relativas às derrapagens de custos e de prazos nas várias linhas de metropolitano do País, referiu que no caso do Porto está neste momento a funcionar uma comissão incumbida de estudar a sustentabilidade financeiras da extensão do projecto.

Apesar de não antecipar as conclusões desta comissão, o ministro frisou que será quase inevitável que a Metro do Porto tenha um aumento de capital, sendo nessa fase que, em seu entender, o Estado deve vir a ter a maioria, uma vez que já tem "a maioria das responsabilidades". Mário Lino deixou bem claro que se trata de "uma decisão política", que terá de ser alvo de negociações entre a Junta Metropolitana do Porto e o Executivo, e disse que a Comissão que está a estudar a sustentabilidade do projecto de prolongamento do metro do Porto terá o seu trabalho pronto dentro de pouco tempo.

Já sobre o Metropolitano de Lisboa, o governante considerou que o aumento de custos se situa em torno dos 10 %. Segundo Mário Lino, existe na verdade um relatório do Tribunal de Contas em que se fala num acréscimo de cerca de 60 % do custo da expansão do metropolitano, uma vez que aos 210 milhões do projecto inicial se somaram mais cerca de 128 milhões. Só que, frisa o ministro, se estas contas estão correctas, não contemplam os chamados preços constantes. Se o fizessem, ver-se-ia que o aumento de custos a preços constantes é da ordem dos 10 %.

Mário Lino fez questão de referir igualmente que a derrapagem de custos e de prazos é um problema de todas as grandes obras públicas, a que o Executivo está a prestar especial atenção, dada a mudança de enquadramento legal (ver caixa). Mas, disse, mesmo com as regras anteriores, o Executivo teve o cuidado de obrigar as empresas a um maior "rigor" numa série de matérias.

Questionado pelo deputado social-democrata Luís Rodrigues sobre a situação do Metro Sul do Tejo, a secretária de Estado dos Transportes afirmou que está neste momento a ser desenvolvido um trabalho de negociação entre a empresa concessionária e o Executivo para avaliação dos sobrecustos provocados pelos atrasos no processo, em boa medida originados por entraves colocados pela Câmara de Almada.

Ana Paula Vitorino referiu que a empresa concessionária e o próprio Estado têm já ideias concretas sobre os sobrecustos originados pela posição da autarquia, considerando não se poder "revelar os números em concreto, por se estar em fase de negociação". A secretária de Estado e o ministro das Obras Públicas lembraram todo o processo, designadamente o protocolo inicial assinado por várias autarquias, incluindo a de Almada.

Ana Paula Vitorino deixou bem claro que o Executivo não deixará de avaliar quem tem responsabilidades pelo aumento de custos nas obras, referindo que, se todos concordam que é da máxima utilidade que existam parques para automóveis, as autarquias não podem exigir que seja o Estado ou as empresas concessionárias a custearem a sua construção, quando tal não estava previsto no protocolo inicialmente aprovado. C

terça-feira, março 28, 2006

Metro do Porto quer descontos para desempregados

Jornal de Notícias




Hugo Silva

Opresidente da Comissão Executiva do Metro do Porto, Oliveira Marques, defendeu a necessidade de implementar descontos nos bilhetes para desempregados. O tarifário social do título andante deverá entrar em vigor até ao início de Maio, mas só prevê reduções para estudantes, reformados e crianças. "Vamos sentir a necessidade de incluir o segmento dos desempregados. Não sei qual será a solução, mas temos de a encontrar, ou o metro tornar-se-á num factor de exclusão social e isso não pode acontecer", subinhou Oliveira Marques, na sessão de apresentação de um estudo sobre o perfil do utente, no qual foi revelado que a maioria dos clientes são mesmo pessoas das classes mais elevadas (média, média alta e alta).

O presidente da Comissão Executiva da Metro do Porto revelou, ainda, a necessidade de alterações ao tarifário, nomeadamente com a criação de mais títulos e a adopção de maior flexibilidade. No fundo, fazer com que os clientes "só paguem aquilo que, de facto, utilizam". Exemplo disso é a assinatura mensal, conforme explicou OliveiraMarques mesmo que o cliente não use o metro durante alguns dias, paga como se efectuasse as viagens.

Ainda assim, o responsável lembrou os dados do inquérito (elaborado pelo Instituto para o Desenvolvimento e Investigação em Marketing), que indicam a economia de dinheiro como um dos principais factores que levam as pessoas a optarem pela utilização do metro (logo a seguir à rapidez). Mas se a rapidez, a pontualidade e a frequência de passagem dos veículos são os pontos fortes do serviço apontados pelos utentes, somaram-se as queixas relativas às condições das estações de superfície.

"São desconfortáveis"

"A solução não é feliz. As estações de superfície podem ser muito bonitas, mas não são funcionais. São desconfortáveis e, num caso, as máquinas de validação estão escondidas", concordou Oliveira Marques. "É o perigo de nos submetermos à ditadura dos arquitectos", sustentou, referindo que os projectistas deverão ter maior "flexibilidade" para conjugar a estética com a funcionalidade.

"Alguma coisa tem de ser feita", continuou, admitindo que será necessária uma rectificação ao projecto original das estações.

E em vias de conclusão estão os trabalhos de rectificação (recuo) do muro da Escola Superior de Enfermagem do Porto, tendo em vista a abertura da Linha Amarela até ao S. João.

Segundo Oliveira Marques, a operação comercial até ao hospital deve avançar já na próxima sexta-feira. O dia em que os veículos também começarão a tranportar passageiros entre o Fórum da Maia e o ISMAI. A Linha Verde, por agora, fica completa, uma vez que ainda não há autorização do Governo para a duplicação da via até ao concelho da Trofa. "A operação na Linha Verde, até ao ISMAI, deverá arrancar às 16 horas, sem cerimónia oficial de inauguração", esclareceu Oliveira Marques, sublinhando, porém, que a Câmara da Maia pretende assinalar o momento.

Com a primeira fase da rede quase terminada, Oliveira Marques aproveitou a opinião favorável dos clientes (o índice global de satisfação com o serviço é de 79,3%, subindo 1,5% face ao ano passado) para deixar o desabafo em tom de desafio "Com estas conclusões, o metro sabe a pouco. É natural que as pessoas digam que devia haver mais rede".

segunda-feira, março 27, 2006

Metro do Porto chega ao Hospital de S. João

Portugal Diário


2006/03/27 | 20:05


O troço da Linha Amarela do Metro do Porto entre o Pólo Universitário e o Hospital de S. João entra sexta-feira em funcionamento, anunciou esta segunda-feira o presidente da Comissão Executiva da empresa, Oliveira Marques.

Aquele responsável referiu que tudo está a ser feito para que a entrada em funcionamento deste troço ocorra em simultâneo com a do último troço da Linh a Verde, entre o Fórum da Maia e o ISMAI-Instituto Superior da Maia, que está marcada para as 16:00 de sezta-feira.

Oliveira Marques referiu que a entrada em funcionamento se efectuará «sem qualquer cerimónia especial».

A entrada em funcionamento do troço da Linha Amarela entre o Pólo Unive rsitário e o Hospital de S. João vem completar a Linha Amarela no concelho do Po rto, ficando ainda por concluir, em Gaia, o último troço desta via, entre a Câmara de Gaia e a estação João de Deus.

Aquele responsável anunciou ainda a inauguração da Linha do Aeroporto (ramal que ligará a estação Pedras Rubras, na Linha Vermelha, ao Aeroporto Sá Carneiro) para finais de Maio.

Oliveira Marques falava durante a apresentação dos resultados do Inquérito sobre o Perfil e Grau de Satisfação dos Clientes do Metro do Porto, que revela uma melhoria relativamente ao ano anterior.

O inquérito, realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento da Investi gação em Marketing (IDIM), apresenta um grau de satisfação dos clientes do Metro do Porto de 79,3 por cento, apresentando uma melhoria de 1,5 pontos percentuais relativamente ao ano anterior.

Metro do Porto teve resultado negativo de 71,33M€ em 2005

Diário Económico


2006-03-23 20:30


DE com Lusa


A Metro do Porto teve em 2005 um resultado negativo de 71,33 milhões de euros, atribuível ao elevado investimento realizado na construção da rede, revela o relatório de contas da empresa, hoje publicado.

Do relatório destaca-se o reforço da componente operacional da actividade da empresa, devido ao crescimento da rede em operação comercial.

O elevado investimento da construção da rede é, por sua vez, responsável pelo crescimento do activo imobilizado, que relativamente a Dezembro de 2004 apresenta um acréscimo de 29,9%.

O capital próprio cresceu 21,3% em resultado das comparticipações recebidas do Estado e dos fundos comunitários.

Quanto à conta de exploração do Sistema de Metro Ligeiro, evidencia uma margem bruta negativa de 11,5 milhões de euros e uma margem líquida deficitária de 41,1 milhões de euros, o que representa, respectivamente, agravamentos de 19,2% e de 47,6%.

O relatório revela ainda que o Sistema de Metro Ligeiro apresenta um custo operacional de 2,97 cêntimos por lugar/quilómetro oferecido (o que representa uma melhoria de 16,4% relativo ao período homólogo anterior) e de 22,52 cêntimos por passageiro/quilómetro (menos 29,6% que em igual período de 2004).

Onde o Metro do Porto perde mais dinheiro é no Funicular dos Guindais (que liga as zonas da Ribeira e da Batalha), que representa um custo operacional de 71,78 cêntimos por lugar/quilómetro oferecido e de 5,22 euros por passageiro/quilómetro transportado, o que reflecte agravamentos da ordem dos 44% e dos 35%, respectivamente.

As contas das Metro do Porto integram, pelo método de consolidação proporcional, as contas dos Transportes Intermodais do Porto, Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) que é a entidade responsável pela gestão do sistema Andante, bilhete único dos transportes colectivos do Porto.

O capital dos TIP é detido, em partes iguais pela Metro do Porto, pela Sociedade de Transportes Colectivos do Porto e pela CP.

domingo, março 26, 2006

Opiniões sobre o metro

Póvoa Semanário


João Costa 18 anos Estudante
"Moro na Póvoa e utilizo diariamente o Metro para me deslocar até ao Instituto Superior de Engenharia – ISEP – local onde estudo - e considero que a situação está bem melhor. Ainda não utilizei o Expresso, que apenas pára em Vila do Conde e Pedras Rubras, e, por isso, penso que a viagem é, um tanto ou quanto, demorada, dado o excessivo número de estações em que o veículo pára. Além disso, parece-me que existe uma distância muito curta entre todas as paragens, o que não se justifica. Mas analisando os prós e os contras, este é, sem dúvida, um meio de transporte bem melhor do que os autocarros que faziam os chamados 'percursos alternativos'. Só lamento que, agora, demore mais 20 minutos do que anteriormente para chegar ao pólo universitário. Mesmo assim, defendo que este meio de transporte é melhor,e, acredito que melhore quando vierem as novas carruagens".

C. Pereira 31 anos Restauração
"Sou um utilizador habitual da linha vermelha da Metro do Porto. Não tenho razões de queixa dos transportes alternativos, pareciam-me uma excelente solução, agora que a linha da Póvoa entrou em funcionamento regular, saio prejudicado pois a paragem das camionetas ficava perto de minha casa, algo que não acontece actualmente. Existe mais um ponto em que os alternativos saíam claramente a ganhar em relação às carruagens actuais, eram, sem qualquer dúvida, mais rápidos a chegar aos seu destino. Essa maior demora deve-se ao excesso de estações, uma decisão que não consigo compreender. Sempre que o veículo arranca já está a parar outra vez o que torna a viagem extremamente cansativa. Para além disso, não considero que o veículo actual seja confortável. Já tentei encontrar uma alternativa que me permita evitar esta viagem de cerca de uma hora mas, até ao momento, não foi possível".

Tiago Oliveira 18 anos Estudante
"Venho para a Póvoa todos os dias da semana porque sou aluno da escola secundária Eça de Queirós e por essa razão, a abertura da linha não fez grande diferença. Já utilizava os transportes alternativos tanto para vir para cá como para ir até ao Porto mas ainda só andei no Metro propriamente dito uma vez, desde que a linha vermelha abriu ao público. É bem mais rápido do que a solução anterior mas, para mim, é um pouco pior, pois a paragem de camioneta ficava bem mais perto de minha casa.
Agora tenho que andar um pouco mais até à estação, mas o tempo que demoro é compensado pela viagem mais rápida que a composição faz. O autocarro apanhava sempre algum trânsito, o que atrasava alguns minutos a chegada. As carruagens são muito confortáveis e têm mais espaço do que os transportes alternativos"

Daniel Ramos 19 anos Estudante
"A minha residência é em Vilar e por essa razão escolhi o Metro como meio de transporte para a Póvoa de Varzim, pois é aqui que estudo. Não é difícil apontar grandes diferenças entre os transportes alternativos e as carruagens que agora estão ao serviço do público. Não tenho dúvidas em dizer que é bem melhor, visto que tem mais espaço e existem lugares sentados para toda a gente, enquanto que nas camionetas isso não acontecia e muitas vezes tínhamos, mesmo, que aguardar pela chegada do veículo seguinte para fazer a nossa viagem pois aquele em que queríamos seguir ia completamente cheio.
A frequência é bem maior (o máximo que esperamos é 20 minutos) e temos sempre a informação de quanto tempo falta até à próxima composição atingir a estação. Resumindo, trata-se de uma solução mais prática e, sem dúvida, bem melhor".


quarta-feira, março 22, 2006

Simular para prevenir

Póvoa Semanário

Pedro Ferreira e Silva

Um simulacro de acidente na ponte sobre o rio Ave foi a forma encontrada pela Metro da Porto para testar a capacidade de resposta das forças de segurança e emergência, na semana anterior à abertura da linha da Póvoa

A empresa Metro do Porto decidiu aproveitar os últimos dias antes da abertura oficial da Linha Vermelha que liga a Póvoa de Varzim ao estádio do Dragão para fazer um simulacro de acidente em Vila do Conde. O cenário escolhido foi o do descarrilamento de uma composição com duas carruagens, mesmo em cima da ponte sobre o rio Ave, entre as estações de Santa Clara e Azurara.

Tudo aconteceu por volta das 10h20 da manhã e o primeiro a chegar ao local foi o Gestor Local de Emergência, sete minutos depois. Este operativo da Metro do Porto fez a primeira análise da situação. Às 10h30, a GNR chega ao local e estabelece um perímetro de segurança. Os Bombeiros Voluntários de Vila do Conde fazem o primeiro reconhecimento da zona de impacto às 10h45 e a equipa de Desencarceramento da corporação entra em acção um minuto depois. Os elementos do INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica – começam a intervir às 10h51 minutos e a primeira ambulância atinge o local do acidente seis minutos depois, precisamente quando a equipa de Resgate e Salvamento em Grande Ângulo da corporação vila-condense faz a sua primeira busca nas imediações.

Às 11h10 chega a embarcação de resgate dos Bombeiros da Póvoa de Varzim, com mergulhadores, para pesquisar no rio Ave e junto à margem. Este é o filme da primeira hora de operações no local, que continuou com o transporte, prestação de cuidados médicos e encaminhamento de todas as vítimas e finalizou com a colocação do veículo acidentado nos carris, bem perto das 12h50. Para tal foi necessária a utilização de uma viatura de carrilamento especializada.

Foram dez, as vítimas resultantes do acidente de entre os 20 passageiros que estavam na corporação que se deslocava na direcção do Estádio do Dragão. Dois feridos, foram considerados pelos médicos do INEM, muito graves, três graves foram considerados graves e cinco ligeiros. A estes ainda é necessário acrescentar um muito grave, electrocutado, que resultou de uma situação de contacto com tensão quando estava a cortar a corrente na sub-estação 7 situada na zona da Varziela, outra situação prevista no simulacro. As duas vítimas muito graves foram transportadas para os hospitais de S. João e Santo António, no Porto, as três em estado grave para o hospital Pedro Hispano, em Matosinhos e para o S. João e os ligeiros dividiram-se entre o Santo António e o centro hospitalar Póvoa de Varzim/ Vila do Conde. O acidentado da sub-estação, dado que se tratava de um homem com queimaduras graves, foi enviado para o hospital da Prelada no Porto.

Um dos factores de destaque deste simulacro prende-se com o facto de ter contado com a presença de uma psicóloga do INEM. O médico Luís Eiras explicou que o Instituto tem "a capacidade de disponibilizar apoio psicológico que neste caso se justificava pois era um acidente de grandes proporções. Mesmo as vítimas que não necessitavam de tratamento a qualquer traumatismo físico tiveram uma consulta para avaliar o seu estado psicológico".

Exercício com resultado positivo
Foram muitas as entidades que participaram no simulacro organizado pela Metro do Porto. No local estiveram 16 agentes da PSP, 12 da GNR, 55 homens dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, 3 da Cruz Vermelha de Vilar, para além de vários técnicos do INEM e elementos da Protecção Civil Distrital. Os elementos das corporações locais foram separados em cinco divisões. Uma de desencarceramento e estabilização do veículo acidentado, uma que serviu de elo de ligação com o Instituto Nacional de Emergência Médica, outra que efectuou trabalho de busca, salvamento e resgate – que incluía uma equipa de meio aquático – e mais duas de concentração e reserva que coordenavam a entrada e saída de meios para que não houvesse entupimento da via de acesso ao local e asseguravam prevenção e apoio para outro tipo de situações ocorridas durante o salvamento.

Joaquim Moreira, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde, disse ao Póvoa Semanário que o exercício serviu para provar que as entidades locais têm capacidade de resposta a uma situação de acidente num local de difícil acesso. O coordenador da equipa de socorro classifica como "importante" o facto de "já ter sido criado um plano específico para uma intervenção na zona do rio" mas salienta que "em qualquer situação que ocorra fora desta área, não temos necessidade de tantos meios". A oportunidade foi aproveitada para "fazer algumas correcções, melhorar o plano que tínhamos estabelecido" revelou Joaquim Moreira. Quanto aos acessos à linha em todo o seu percurso, o comandante garante que "os nossos elementos já frequentaram formação para intervenção em situações no percurso e conhecem os acessos, mas para além dos estabelecidos pela Metro, temos conhecimento de vários acessos secundários".

Já António Pinto, responsável de segurança da Transdev, que faz parte da sociedade Metro do Porto, afirmou que o simulacro foi "um sucesso". O exercício veio "na sequência da política da empresa, de fazer, sempre que vai inaugurar um novo troço, uma simulação de acidente em que envolve as entidades de protecção civil para que haja uma interligação, de forma a que todas as forças estejam bem apetrechadas para responder a qualquer situação" explicou António Pinto. A escolha de uma das zonas da linha, no município de Vila do Conde, em que o aceso é mais difícil é facilmente explicável, revelou o responsável de segurança da Transdev, pois a empresa "escolhe situações mais desfavoráveis para testar os meios", dado que "se soubermos responder a essas, conseguimos controlar facilmente as restantes".

terça-feira, março 21, 2006

«Novo» Metro até Junho

O Primeiro de Janeiro

Eduarda Vasconcelos


Até ao final do corrente semestre, o Governo vai anunciar decisões sobre a segunda fase do Metro do Porto, sendo certo que será para avançar. Na inauguração da linha para a Póvoa de Varzim, o ministro Mário Lino garantiu ainda para breve descontos nos preços.




O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações garantiu ontem que o Governo “quer que o projecto do Metro do Porto continue em desenvolvimento”. Na inauguração de uma das linhas mais polémicas da rede, a ligação entre o Estádio do Dragão e a Póvoa de Varzim, Mário Lino assumiu de forma tácita que haverá uma segunda fase. O governante esclareceu que os problemas do passado com a administração da Metro estão “ultrapassados”, apesar de ter voltado a lembrar que “um projecto desta natureza só pode avançar se for desenvolvido com rigor nomeadamente financeiro”. Neste sentido, o Governo está de momento a promover um amplo estudo que visa apurar sustentabilidades de custo de uma segunda fase de obra. Deste trabalho deverão ainda resultar alterações ao modelo de gestão. Mário Lino adiantou que até ao final do presente semestre surgirão novidades neste âmbito. “Está decidido o caminho”, sintetizou. O presidente do Conselho de Administração da empresa confirmou, à margem da cerimónia, a total sintonia e as tréguas actuais. Valentim Loureiro frisou que existe serenidade na Metro quanto às expectativas para a segunda fase e mostrou concordância com Mário Lino de que “tudo tem de ser bem planeado, com uma estrutura financeira garantida e sem quaisquer dúvidas”. Estima-se que na nova fase do projecto seja englobada a construção das linhas de Gondomar, Boavista - Matosinhos e Hospital de S. João - Maia. O términos da Linha Verde até à Trofa também deverá ter cabimento no plano de obras.
Entretanto, se dúvidas existiam quanto à actual primeira fase e a possíveis transtornos financeiros na conclusão de determinadas empreitadas, elas foram ontem dissipadas. O governante afiançou que a empresa “tem luz verde para prosseguir para que a incomodidade colocada às pessoas tenha o seu fim”. Em causa estão especificamente as designadas obras de inserção urbanística nas quais se inserem situações como a reposição ou a criação de acessos rodoviários.
A primeira fase do projecto do Metro deverá terminar em meados de Junho. Até lá resta concluir a ligação entre Pedras Rubras e o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, o troço da linha de Gaia até Laborim e o troço entre o Pólo Universitário e o Hospital de S. João.

Preços sociais
A Linha Vermelha entre o Estádio do Dragão e a Póvoa de Varzim iniciou ontem a operação comercial às 15 horas. Tem 33 quilómetros com 34 estações e percorre os concelhos do Porto, Maia, Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa. A nova linha vem introduzir um novo sistema na rede de serviço Expresso que fará uma ligação semi-directa do total do percurso, demorando 53 minutos. No regime normal a viagem dura mais 12 minutos sendo as frequências de 20 minutos. A expectativa da Metro é a redução dos tempos de viagem, o que está previsto ocorrer em meados de 2008 com a entrada em funcionamento dos veículos tram-train. O ministro das Obras Públicas afirmou que a adjudicação da proposta está a ser apreciada em conjunto pelo Ministério que tutela e pelo das Finanças.

Custos atenuados
Na abertura da nova linha do Metro, adivinhavam-se alguns protestos por parte dos utentes que acabaram por decorrer mas de forma quase despercebida. Entre Vila do Conde e a Póvoa de Varzim, um grupo de contestatários empunhava cartazes reivindicativos à passagem do Metro que não parou na estação onde se encontravam. Porém, a comissão acabou por entregar uma carta a Mário Lino, reivindicando melhor tarifário, conforto nas composições e viaturas mais rápidas. A Junta de Freguesia de Mindelo também voltou ontem a contestar a insegurança no canal na passagem de nível da Estação de Mindelo.
A propósito dos protestos, Mário Lino defendeu que por exemplo os preços “não são comparáveis”, acrescentando que “o Andante permite que as pessoas utilizem várias linhas e também a rede da STCP”. Os custos praticados pela Metro do Porto são, aliás, das críticas que mais se têm ouvido, havendo quem os compare com o praticado em Lisboa. A propósito deste tema, o governante anunciou estar já aprovado pelo Governo a introdução de descontos no Andante de 47 por cento para idosos e de 25 por cento para estudantes e crianças, o que entrará brevemente em vigor. “É uma medida justa que se aplica noutros sectores de transportes do País, não havendo razão nenhuma para não se aplicar aqui no Porto”.

Póvoa e Porto mais próximos

Correio da Manhã