terça-feira, novembro 28, 2006

Metro do Porto: Condutor entrou no túnel «por distracção»

Diário Digital

Diário Digital / Lusa

27-11-2006 13:09:47





O automobilista que entrou hoje de madrugada de carro num túnel do metropolitano do Porto, fê-lo por desconhecer completamente que havia metro na cidade, disse à agência Lusa fonte da PSP do Porto.

A fonte referiu que o condutor, residente fora do Grande Porto, alegou «desconhecer completamente» que havia metro entre o Porto e Gaia.

Segundo a fonte, ele não reparou na abundante sinalização vertical e horizontal existente ao longo de todo o canal na Avenida da República, em Gaia, proibindo o acesso ao mesmo.

«Isto só pode ter sucedido por absoluta distracção ou por grave negligência do condutor, uma vez que a proibição de acesso ao canal do metro está claramente evidenciada ao longo de toda a via» disse à Lusa, fonte do Metro do Porto.

Acrescentou que «estas situações podem suceder no Metro do Porto, tal como acontece condutores entrarem em auto-estradas na contramão, apesar da sinalização existente».

O automobilista, com cerca de 50 anos, entrou cerca das 06:50, no canal do Metro do Porto em Gaia, acedendo ao tabuleiro superior da Ponte D. Luís I, por uma via destinada à passagem de veículos de emergência.

Esta via, que foi criada para proporcionar um canal de acesso rápido para ambulâncias e veículos de bombeiros em caso de acidente catastrófico, tem como única saída, do lado do Porto, o túnel do metro.

«O objectivo é evitar que em caso de acidente, as ambulâncias ou os veículos de emergência tenham de fazer um grande desvio para atravessar o rio», explicou a fonte.

O canal do Metro à superfície está ao mesmo nível dos canais rodoviários, mas ao entrar nos túneis os carris passam a ficar salientes, assim como as travessas.

Este túnel começa à saída da ponte, para quem vem de Gaia, e desce para as na zona das estações de S. Bento e Aliados, na baixa do Porto.

«O mais incrível é que o condutor entrou no túnel e prosseguiu a sua marcha durante centenas de metros, aos solavancos, em cima dos carris e das travessas, só tendo parado 30 metros após passar a estação de S. Bento, já a caminho da estação dos Aliados», disse a fonte do Metro do Porto.

O metro do Porto circula em superfície em Gaia e na periferia da cidade e em túnel na zona da Baixa do Porto.

Devido ao incidente, a circulação do Metro do Porto esteve hoje de manhã condicionada entre as estações da Trindade e S. Bento, das 06:50 às 10:10, encontrando-se já restabelecida.

A fonte recordou que um já outro automobilista fez exactamente o mesmo percurso porque estava embriagado, o que não se verificou neste caso, de acordo com a PSP, que se limitou a levantar um auto sobre o sucedido, não tendo detido o condutor.

«Além das contra-ordenações previstas no Código da Estrada por ter desrespeitado toda a sinalização que impede o acesso ao canal do metro, o condutor deverá ser objecto de um processo de indemnização cível, pelos prejuízos decorrentes da paragem provocada no serviço do Metro do Porto, que não são tão poucos como isso, dado tratar-se de uma hora de ponta», disse a fonte da empresa.


terça-feira, novembro 14, 2006

Metro colheu homem na marginal de Leixões

Jornal de Notícias


Carla Sofia Luz

Alguns minutos de distracção bastaram para que o acidente acontecesse. Um homem de 38 anos foi colhido, anteontem à noite, pelo metro na marginal do Porto de Leixões, em Matosinhos. As consequências do sinistro acabaram por ser menores do que o susto. Ainda assim, a vítima tem várias fracturas e lesões na bacia e na perna direita, mas não corre risco de vida.

É o primeiro atropelamento da história do metro do Porto. Desde a inauguração da Linha Azul em 2002 tem-se registado pequenos acidentes, em particular colisões sem gravidade com outras viaturas. Este sinistro ocorreu às 23.50 horas, a poucos metros do témino da Linha Azul, na Avenida do Engenheiro Duarte Pacheco, entre as estações do Mercado e da Senhora da Hora. De acordo com informações fornecidas por fonte da Empresa do Metro, o peão estava a caminhar na área relvada, junto aos carris, enquanto falava ao telemóvel.

"O agente de condução buzinou muitas vezes para o avisar, mas, quando se aproximou dele, o peão fez um movimento para o lado dos carris", acrescenta a mesma fonte. Admite-se que a vítima se tenha assustado com a proximidade do metro e fugido para o lado errado. O condutor parou a composição, mas o homem ficou com parte do corpo debaixo do veículo.

Apesar do impacto e dos ferimentos, não perdeu consciência. Os Bombeiros Voluntários de Leixões foram os primeiros a prestar assistência no local, tendo solicitado a colaboração dos Sapadores do Porto para levantar a composição e retirar a vítima de 38 anos. A operação demorou cerca de 40 minutos.

O ferido foi conduzido ao Hospital de São João, no Porto, e encontra-se estável. Ontem à tarde, permanecia hospitalizado.

sábado, outubro 07, 2006

Cegos guiados por telemóvel de casa até à estação de metro


02.08.2006
Artur Machado Reis Pinto
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Fotografia: Francisco Mourão
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A Empresa do Metro do Porto prepara-se para eliminar mais uma barreira à mobilidade dos seus clientes. Dentro de um ano, e através de um simples telemóvel, será possível aos invisuais e aos cidadãos com problemas de visão ter acesso às mesmas informações de um cidadão normal. Mais ainda, poderão saber, ainda antes de sair de casa, qual o tempo previsto até à chegada da próxima composição. Já no interior da estação, 'ouvirão' todas as indicações afixadas nos painéis de informação.Os projectos, inéditos a nível mundial, foram denominados de Infometro (Portal de voz interactivo do Metro do Porto para utentes com dificuldades visuais) e Navmetro (Sistema complementar de navegação pessoal na rede do Metro do Porto para pessoas com dificuldades visuais).Telemóveis normaisO serviço, que será gratuito, poderá ser acedido através de telemóveis disponíveis no circuito comercial. Para o Infometro, será suficiente um terminal normal e o cliente apenas terá de assinar um documento autorizando a sua localização.A partir do momento em que é efectuada a chamada para o serviço, o utilizador é localizado (como se estivesse a usar um GPS) e é-lhe explicado, por exemplo, o trajecto mais curto para a próxima estação do Metro, quanto tempo falta para a próxima composição, ou qualquer outra informação que seja considerada relevante.O Infometro será um sistema universal, uma vez que poderá ser utilizado por todos os clientes do Metro, ou seja, não está fora de hipótese a sua disponibilização, por exemplo, como instrumento de apoio para os turistas estrangeiros. Para "navegar" no interior das estações é obrigatório ter um telemóvel com tecnologia "bluetooth", que possa 'comunicar' com os painéis informativos.Ao serviço das pessoasEstes inovadores projectos começaram a ser imaginados, não muito longe da sede da Metro, por Diamantino Freitas, do Departamento de Electrotecnia da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto."Já há alguns anos que estudava a melhor forma de colocar a tecnologia ao serviço das pessoas com necessidades especiais e a empresa mostrou-se muito receptiva às minhas propostas", referiu Diamantino Freitas.O principal objectivo do trabalho que será agora desenvolvido durante um ano, pela FEUP e a Metro do Porto, com a colaboração da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), é "transmitir eficazmente a informação". "Ou seja, com fidelidade, em tempo útil e com conforto para o utilizador. Queremos que seja tão fácil como ter uma pessoa ao lado", diz Diamantino Freitas.Para a Metro do Porto, este projecto surge como prolongamento natural da sua política de universalidade."Queremos prestar o mesmo serviço a todos os passageiros. Isso está conseguido, por exemplo, a nível arquitectónico, com todas as estações acessíveis. Ainda antes da entrada em exploração comercial, tivemos a ajuda da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) no 'desenho' das estações", referiu Manuel Paulo Teixeira, responsável pelo gabinete de projectos da Metro do Porto.Diana Santos, técnica de Orientação e Mobilidade da ACAPO, destacou o conforto de utilização do Metro."Tenho uma utente de Valongo que usa o autocarro e tem de contar as curvas para saber em que paragem sair. O metro é mais 'amigável' e este projecto irá permitir maior independência a pessoas com deficiência visual ou baixa visão", referiu Diana Santos.Estado comparticipa na compra de telemóveisUma das vantagens deste projecto é que os telemóveis são considerados como "ajuda técnica" para os cegos e amblíopes e, como tal, a sua compra é subsidiada. Considerado de "interesse público"O Infomtero e o Navmetro foram considerados projectos de "interesse público" e contemplados com o financiamento máximo previsto no programa de Inclusão Digital. Agora, será uma corrida contra o tempo, pois os projectos têm de estar concluídos e funcionais em Outubro do próximo ano.

sábado, setembro 30, 2006

Metro do Porto custa metade e rende o dobro do de Lisboa

Jornal de Notícias

Margarida Fonseca

metro do Porto, ainda em construção, custou, até 2005, 24,4 milhões de euros por quilómetro. O de Lisboa, que começou a funcionar há 36 anos, não tem números certos, mas sabe-se que ultrapassa os 60 milhões, dado que o investimento elegível para o Fundo de Coesão, nos últimos três projectos, é de 59, 2 milhões. O metro do Porto teve, no ano passado, como receita, por passageiros e por quilómetro, 10,6 cêntimos . O de Lisboa,em 2004, teve metade 5,6 cêntimos, embora com uma taxa de ocupação superior (16,6% contra 13,2%).

Os números foram ontem revelados, no final da reunião da Junta Metropolitana do Porto, e surgem numa altura em que se desconhece, ainda, a data certa das mexidas no modelo de gestão da empresa portuense, prometidas pelo Governo. O que se sabe é que no próximo encontro de autarcas, marcado para 10 de Outubro, o metro voltrá a ser tema de agenda reunir-se-ão técnicos responsáveis por dois estudos e tomar-se-á uma posição. Álvaro Costa, que coordenou o estudo pedido pelo Governo, e Paulo Pinho, que integra a equipa que fez idêntico trabalho para a Junta, serão os especialistas presentes.

"Se tínhamos alguma ideia das disparidades que há entre os dois metros - e não quero dizer que os 14 municípios ficaram escandalizados com os valores - nem todos pensávamos que a diferença fosse tão grande", afirmou Rui Rio, presidente da Junta e da Câmara do Porto, referindo-se a "alguns indicadores fundamentais" conhecidos ontem sobre os metros das duas regiões.

Tais valores, que já em Julho tinham sido reclamados pela Junta, que representa os 14 municípios da Grande Área Metropolitana do Porto e é a maior acionista da Metro do Porto, dizem respeito, porém, a anos diferentes, pois a Metro de Lisboa "ainda não disponibilizou o balanço de 2005". Reportam-se, também, no caso dos fundos comunitários recebidos, ao período entre 1995 e 2005 em Lisboa, foram cerca de 343 milhões de euros, no Porto, mais de 310 milhões.

Disparidade nos apoios

Em termos de extensão, e ainda faltando definir as linhas de Gondomar, da extensão em Gaia e a linha da Boavista, no Porto, dizem os indicadores agora revelados que a Metro do Porto construiu 58,9 quilómetros, tem cinco linhas , 69 estações e entrou em funcionamento em 2002. Lisboa, que já anda de metropolitano desde 1959, tem uma extensão de 35,6 quilómetros, quatro linhas e 44 estações.

No entanto, olhando para o quadro comparativo que a Junta forneceu aos jornalistas, vê-se que as indemizações compensatórias atribuídas à Metro do Porto foram, apenas, de 2,2 milhões de euros, contra os 20,2 milhões à de Lisboa e, no capítulo dos financiamentos do Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), Lisboa recebeu três vezes mais do que o Porto 28 milhões contra 9,3 milhões.

No que respeita a resultados líquidos, a empresa portuense teve 71,3 milhões de euros negativos (e um passivo bancário de 1.265,5 milhões de euros) e a lisboeta 156,7 (com um passivo de 2.115,2).

"A Junta Metropolitana concluiu que são números para reflectir em termos de equidade do tratamento dado às diversas regiões ", acentuou Rui Rio.

terça-feira, setembro 26, 2006

Bicicletas foram utentes do metro

“Metro sobre duas rodas” com adesão inesperada


O Comércio do Porto
Joana Soares - 25.09.2006

A iniciativa lançada ontem pela Metro do Porto venceu a chuva, chamou muitos participantes a estacionarem as suas bicicletas no interior do metro, e a fazerem a ligação entre cinco estações do metro. Luz verde para as bicicletas validarem o Andante para o metro.


A manhã semeava chuva e o ar era cinzento, mas nem por isso a iniciativa da Metro do Porto, “Metro sobre duas rodas”, teve menos aderência. Antes pelo contrário, ainda os ponteiros não chegavam perto das 10h de ontem, e já cerca de 20 pessoas ladeavam Eduarda, Bruno e Diogo – os responsáveis no posto da estação da Trindade para o fornecimento de material e informação aos cicloturistas. O número ia aumentando à medida que a manhã ia avançando e a chuva ia ganhando força. Do outro lado da cidade, na estação Matosinhos Sul, outras dezenas de cicloturistas aderiam à iniciativa da Metro, que pretende incentivar os portuenses a transportar as suas bicicletas no interior do metro, dentro do regulamento elaborado. Trindade, S. Bento, Museu do Carro Eléctrico, Avenida Brasil, Calçadão Matosinhos. Tudo a postos. Vamos pedalar.“Somos três amigos do grupo BTTX de Matosinhos, que existe há três anos e gostamos muito de bicicletas, participamos em outras iniciativas. A chuva não faz mal, é boa. Não havia necessidade, mas não faz mal”, diz ao JANEIRO Alfredo Moreira, enquanto termina os últimos ajustes ao capacete. De calção justo e camisola apertada, monta a bicicleta-montanha e arranca entre os pingos violentos. Fernando Gomes, mãos à cinta, todo de azul, enaltece a actividade da Metro, “é útil à sociedade estas iniciativas, porque também chama a fazer desporto”. Por entre os cicloturistas, Bruno e Carlos, dois miúdos, parecem dois atletas em miniatura. “Estão preparados?”. “Então não estamos!”. Mas quem ganha visibilidade é a pequena Mafalda, de 11 anos. De entre a multidão distingue-se por ser a única menina, de uma participação marcadamente masculina. “Gosto muito de andar de bicicleta”, atira sem timidez, mesmo estando acompanhada só com os primos, pai e tio. “O pai falou-me, porque já vinha com o irmão, e eu achei giro e quis participar”. “Venha de bicicleta até ao metro!”“Os cicloturistas têm de carimbar em cinco sítios – estações - da cidade do Porto o cartão da iniciativa (um desdobrável com espaço para carimbar as cinco zonas e com as cores de todas as linhas do metro e uma bicicleta desenhada, onde se lê: Metro sobre duas rodas). Têm a obrigatoriedade de carimbar e parar nesses sítios”, explicam Diogo e Bruno, que estiveram ontem no posto da Trindade a dar apoio à actividade. Os dois amigos vestem a t-shirt da Metro, esta mais especial, azul-marinha, com o símbolo da Metro à frente e atrás uma bicicleta desenhada, que diz “eu viajo”. É a t-shirt- prémio da iniciativa, mais um cartão Andante, que todos os participantes levaram para casa. “Está a ter mais afluência do que o esperado, mesmo até com chuva”, confessa Diogo, sentado numa mesa improvisada na estação, decorada com cartões para os cicloturistas e um autocolante com letras impressas: “Venha de bicicleta até ao metro”. Todos os participantes colaram o dorsal ou nas costas, ou no tronco, ou na própria bicicleta.Escadas rolantes dificultamA base do trajecto era a Trindade. Portanto, findo o percurso, os cicloturistas, validaram o Andante com zona Z3 e viajaram na última carruagem do metro, onde é permitido estacionar as bicicletas. E da última carruagem iam saindo de sete em sete minutos – a frequência do metro, bicicletas de vários tamanhos, cores e marcas, com um único ponto em comum, as gotas do temporal. “O percurso foi relativamente calmo”, conta João Lopes, de 24 anos, olhos atentos aos olhos de uma série de jornalistas, “mas o ponto mais fraco é talvez as escadas rolantes, não é prático para a mobilidade das bicicletas, e os elevadores são pequenos”. O João demorou cerca de 1h11m para percorrer as cinco estações propostas. “As pessoas têm olhares curiosos, mas não se queixam”, acrescenta descansadamente. Mobilidade, e o prémio Metro em duas rodas foi uma iniciativa da Metro do Porto no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, que no Porto terminou ontem. Para além disso, e como realça Nuno Ortigão, director de comunicação da Metro, “o Prémio Nacional Mobilidade em Bicicleta ganho esta semana deu impulso à iniciativa”. Todas as pessoas fora das horas de ponta – sensivelmente das 8h às 10h, e das 17h às 20h – podem viajar de metro acompanhadas das suas bicicletas ou veículos de duas rodas, na última carruagem do metro. “É preciso acompanhar as últimas tendências”, reclama.

terça-feira, setembro 19, 2006

Metro do Porto: Linha Amarela faz um ano

O Primeiro de Janeiro



Mais de 10 milhões de clientes utilizaram a Linha Amarela (D) do Metro do Porto no seu primeiro ano de funcionamento, que se cumpriu domingo, anunciou ontemfonte da empresa.
Um ano após a inauguração, a "linha das linhas", que circula entre o Hospital de S. João e a estação Câmara Gaia, passando pela baixa do Porto, é já responsável por quase um terço das validações totais na rede do Metro. Nos primeiros 365 dias, foram 10.672.501 as validações registadas no conjunto das 14 estações que compõem a Linha Amarela, o que corresponde a uma média de 30 mil clientes por dia. No mesmo período, as 68 estações que compõem as cinco linhas da rede do Metro do Porto registaram um valor global de 34,4 milhões de validações.
Em termos de escalonamento da procura na Linha Amarela, a Estação da Trindade (onde aquela faz interface com a linhas Azul, Vermelha, Verde e Violeta) lidera claramente, com 3,145 milhões de validações nos últimos doze meses. Seguem-se as estações S. Bento (1,169 milhões de validações), João de Deus (1,113 milhões), Câmara Gaia (912 mil), Marquês (762 mil), e Aliados (723 mil). O mês completo de maior procura foi Maio de 2006 (mais de 712 mil validações) e o menos movimentado foi Outubro de 2005 (cerca de 412 mil validações).

sexta-feira, setembro 15, 2006

Obras condicionam circulação do Metro do Porto entre a Trindade e a Senhora da Hora

Público

14.09.2006 - 19h12   Lusa

As obras de conclusão do sistema de sinalização do Metro do Porto vão provocar condicionamentos entre as estações da Trindade e da Senhora da Hora, anunciou hoje fonte da empresa.

Os condicionamentos verificar-se-ão entre os dias 17 de Setembro e 15 de Outubro, afectando o serviço habitual das Linhas Azul, Vermelha, Verde e Violeta.

As intervenções agendadas obrigam à circulação pontual em via única, no segmento Senhora da Hora - Casa da Música, o que leva a uma redução de frequências de passagem e à interrupção circunstancial da operação comercial regular entre a Senhora da Hora e a Trindade.

No troço Senhora da Hora/Trindade não haverá circulação a partir de domingo até dia 22, entre as 22h00 e as 01h30 horas, enquanto o segmento Casa da Música/Estádio do Dragão não terá serviço nos dias 1 e 2 de Outubro, durante todo o dia.

De 8 a 13 de Outubro, o mesmo acontece entre as 22h00 e as 01h30 horas no troço Senhora da Hora/Trindade, voltando a não haver circulação no dia 15, entre as 06h00 e as 18h00 horas.

Nos restantes troços destas linhas, mantém-se o serviço normal, com eventual ligeira redução de frequências entre a Estação Casa da Música e a Estação Estádio do Dragão.

As obras que obrigam apenas à circulação em via única afectarão o troço Senhora da Hora/Casa da Música entre os dias 24 e 27 entre as 22h00 e as 01h30 e de 1 a 6 de Outubro, no mesmo horário.

Os mesmos condicionalismos acontecerão entre os dias 27 e 28, das 22h00 às 01h30, no troço Senhora da Hora/Francos.

Esta é a última intervenção programada na rede do Metro do Porto, ficando o sistema de sinalização totalmente concluído.

Para minorar os problemas decorrentes desta intervenção, o Metro do Porto disponibiliza um serviço de transportes alternativos em autocarro com paragem em todas estações afectadas pelos condicionamentos.

A utilização deste serviço é aberta a todos os clientes portadores de títulos Andante válidos.



Obras condicionam circulação do Metro do Porto entre a Trindade e a Senhora da Hora

Público

14.09.2006 - 19h12   Lusa

As obras de conclusão do sistema de sinalização do Metro do Porto vão provocar condicionamentos entre as estações da Trindade e da Senhora da Hora, anunciou hoje fonte da empresa.

Os condicionamentos verificar-se-ão entre os dias 17 de Setembro e 15 de Outubro, afectando o serviço habitual das Linhas Azul, Vermelha, Verde e Violeta.

As intervenções agendadas obrigam à circulação pontual em via única, no segmento Senhora da Hora - Casa da Música, o que leva a uma redução de frequências de passagem e à interrupção circunstancial da operação comercial regular entre a Senhora da Hora e a Trindade.

No troço Senhora da Hora/Trindade não haverá circulação a partir de domingo até dia 22, entre as 22h00 e as 01h30 horas, enquanto o segmento Casa da Música/Estádio do Dragão não terá serviço nos dias 1 e 2 de Outubro, durante todo o dia.

De 8 a 13 de Outubro, o mesmo acontece entre as 22h00 e as 01h30 horas no troço Senhora da Hora/Trindade, voltando a não haver circulação no dia 15, entre as 06h00 e as 18h00 horas.

Nos restantes troços destas linhas, mantém-se o serviço normal, com eventual ligeira redução de frequências entre a Estação Casa da Música e a Estação Estádio do Dragão.

As obras que obrigam apenas à circulação em via única afectarão o troço Senhora da Hora/Casa da Música entre os dias 24 e 27 entre as 22h00 e as 01h30 e de 1 a 6 de Outubro, no mesmo horário.

Os mesmos condicionalismos acontecerão entre os dias 27 e 28, das 22h00 às 01h30, no troço Senhora da Hora/Francos.

Esta é a última intervenção programada na rede do Metro do Porto, ficando o sistema de sinalização totalmente concluído.

Para minorar os problemas decorrentes desta intervenção, o Metro do Porto disponibiliza um serviço de transportes alternativos em autocarro com paragem em todas estações afectadas pelos condicionamentos.

A utilização deste serviço é aberta a todos os clientes portadores de títulos Andante válidos.



quinta-feira, setembro 14, 2006

Nova equipa da Metro lança em breve linha de Gondomar

Jornal de Notícias

Carla Soares


O Governo está decidido a mudar, até ao final deste mês, a estrutura accionista da empresa Metro do Porto e respectiva administração, elegendo como primeira medida imediata o lançamento da linha de Gondomar até Rio Tinro e, logo depois, a ligação de Gaia até Laborim. O compromisso de avançar já com as alterações, apurou o JN, foi assumido por membros do Executivo, no fim-de-semana.

Ontem, a actual equipa da Metro reuniu-se mas os trabalhos foram pouco além de um balanço económico-financeiro. Alguns membros da administração, disse fonte da estrutura ao JN, manifestaram a sua "grande expectativa face às promessas do Governo" de que, no mês de Setembro, tomaria uma decisão definitiva sobre as linhas em falta, nomeadamente Boavista e Gondomar, bem como sobre o novo modelo de gestão. Ou seja, a Metro está agora à espera do Governo.

Recorde-se que a intenção do Executivo é alterar a composição da empresa e modelo de financiamento, de forma a ficar com a maioria do capital. O argumento, já defendido por socialistas do distrito, é o de que quem paga deve ter o controlo da empresa. As restantes alterações dependem desta primeira. É também até final do mês que o Executivo quer anunciar uma nova administração para ser esta a lançar as novas linhas.

Conforme foi dito ao JN por fontes conhecedoras do projecto, "o objectivo é, até final de Setembro, alterar a estrutura accionista da empresa e anunciar nova administração". E, "mal tome posse a administração", o primeiro passo será avançar com a linha de Gondomar até Rio Tinto. Uma linha que passa junto àiIgreja de Rio Tinto após o centro comercial Parque Nascente e vai depois da zona da estação até à urbanização Cidade Jovem sem passar pelo leito do rio. Assim, entre final de Setembro e princípio de Outubro, os gondomarenses deverão ter boas notícias, havendo o objectivo de anunciar, logo a seguir , a ligação a Laborim.

Os prazos foram indicados na passada semana por membros do Executivo a políticos da região, dependendo agora da aplicação prática do novo modelo de gestão e financiamento. Contudo, confrontado pelo JN, Renato Sampaio, líder do PS/Porto, garantiu "não saber de nada".


Narciso em silêncio

Narciso Miranda foi, recorde-se, o nome apontado pelo Governo para uma nova administração da Metro, em que teria maioria do capital. Falou-se de um modelo semelhante ao das empresas das Águas de Portugal e, dentro deste, do nome de Narciso para um lugar de chefia. Admitindo-se uma administração onde convivam os dois patamares actualmente existentes, a administração poderia ser liderada por um técnico e ter como vice-presidente Narciso Miranda. O ex-autarca de Matosinhos tem se mantido em silêncio no que respeita ao seu futuro profissional. Ausente da reunião de ontem da Metro, tal como o socialista Mário de Almeida, Narciso nada tem dito sobre uma nomeação para a empresa que gere os destinos do metropolitano. Mas, numa entrevista ao JN aquando das eleições para o PS/Porto, justificou a não participação no acto com a perspectiva de ocupar um cargo de "grande visibilidade pública".

segunda-feira, agosto 21, 2006

Estacionamento à borla acaba nos parques do metro

Conceito "Park&Ride" introduzido nos parques da rede do Metro do Porto

Jornal de Notícias

Nuno Silva
17.08.2006



Oestacionamento vai passar a ser pago em todos os parques da rede do metro de superfície do Porto. O sistema Park & Ride - permite a "compra" de um lugar para a viatura e a viagem em transportes intermodais com o título Andante - entrou esta semana em vigor, na estação do Estádio do Dragão e será futuramente implementado nas restantes 16 infra-estruturas do género existentes nos concelhos de Matosinhos, Maia e Vila do Conde.De acordo com a Metro do Porto, a calendarização ainda não está definida, sendo apenas certo que as alterações serão introduzidas de forma progressiva. "Todos os parques foram concebidos e projectados numa base de Park & Ride, visando a promoção do transporte público em detrimento do uso do automóvel", argumenta fonte da empresa. Azurara, Árvore, Varziela, Mindelo, Modivas Centro, Modivas Sul, Vilar do Pinheiro (concelho de Vila do Conde); Lidador e Crestins (Maia); Esposade, Custóias, Botica, Custió, Araújo, Pias e Senhora da Hora (Matosinhos) serão as estações abrangidas. No total, e contando com o parque do Dragão, estão em causa 2002 lugares de estacionamento, que deixarão de ser gratuitos. A Metro ressalva que ainda há alguns parques em construção, que também integrarão este sistema.Solução alternativaNo que diz respeito à experiência do Parque Metro (estação do Estádio do Dragão), a empresa destaca que a actual taxa de ocupação é semelhante à verificada no mesmo período do ano passado, não se notando, portanto, quebra pelo facto de o estacionamento ser pago. Desde terça-feira até ao meio-dia de ontem, tinham dado entrada 600 viaturas. Os responsáveis pela segurança do espaço ressalvaram, ontem, ao JN, quemuita gente ainda está de férias e que é esperada maior afluência em Setembro. "Os clientes habituais continuam a vir", sublinhou um dos responsáveis, reiterando as vantagens para os utilizadores do parque, em especial os que usam também o metro "Apenas pagam 65 cêntimos por 12 horas e têm o carro guardado".Mais pesado é o custo para os que não usam o transporte público pagam 20 cêntimos por cada 15 minutos e ainda têm de adquirir o Andante. Não será por acaso que dois descampados nas imediações do estádio e da VCI estejam convertidos em "parque" alternativo. Ao meio-dia de ontem, contava-se cerca de uma centena de veículos.

Roubo de cobre no metro do Porto

O Primeiro de Janeiro
09.08.2006


A Polícia Judiciária foi chamada a investigar o roubo de material de sinalização do metro do Porto, em cobre, ocorrido na noite de terça-feira no concelho de Matosinhos, disse ontem fonte da GNR de Custóias. O caso ocorreu entre as estações de Esposande e Custóias e os autores do roubo fugiram antes de uma patrulha da GNR chegar ao local. Segundo a fonte, o cobre tem grande procura por parte de alguns receptadores, tornando-se uma “aliciante” forma de “fazer” dinheiro rapidamente.

Metro até Santo Ovídio no próximo ano

Empresa lançou concurso público esta semana

O Primeiro de Janeiro
09.08.2006

Fotografia: Francisco Mourão

A empresa Metro do Porto lançou esta semana o concurso público para a construção da extensão da linha Amarela até Santo Ovídio. Num investimento de 4,75 milhões de euros, a obra deverá estar concluída no próximo ano. A abertura das propostas será no final de Outubro.A Linha Amarela terá, no próximo ano, mais uma estação em Vila Nova de Gaia. A empresa Metro do Porto lançou esta semana o concurso público de concepção e de execução para a construção do novo términus de Santo Ovídio. A extensão da linha até Laborim, conforme já anunciado pelo Governo como obra prioritária para a construção de um interface de transportes, fica assim ainda a aguardar por decisão. A obra desta pequena extensão que tem ainda incluída a requalificação da Avenida da República no troço entre a estação de João de Deus e o cruzamento da Estrada Nacional 222 significará um investimento de 4,75 milhões de euros e terá um prazo de execução de 270 dias, a contar da data de consignação da obra ao construtor vencedor do concurso público. Segundo o anúncio publicado na imprensa, as propostas deverão ser enviadas para a sede da empresa Metro do Porto, na Avenida Fernão Magalhães, no Porto e serão abertas no dia 24 de Outubro, pelas 10h00, um dia depois do fim do prazo de entrega das propostas que deverão, obviamente, estar de acordo com o respectivo caderno de encargos. Em finais de Maio deste ano, no dia da inauguração da linha violeta (extensão até ao aeroporto), José Sócrates deixou o aviso de que a segunda fase de implementação do metro só seria autorizada quando houvesse “a certeza absoluta de que os investimentos serão focados nas linhas essenciais”. No mesmo dia, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações acabou por admitir que a extensão da Linha de Gaia desde a Estação João de Deus até Santo Ovídio e depois até Laborim é “prioritária”, acrescentando que “importa que Governo e parceiros privados se associem na sua concretização”. Mário Lino destacou assim que a relevância deste projecto reside no facto de permitir um interface naquele concelho.

Metro do Porto reforçado para concerto dos Rolling Stones

Público

Estela Silva/Lusa
09.08.2006 - 15h41

Fotografia : Francisco Mourão

A empresa Metro do Porto anunciou hoje o reforço da capacidade de todas as linhas no próximo sábado, para garantir "as melhores condições de acessibilidade" ao concerto dos Rolling Stones, no Estádio do Dragão.


De acordo com uma nota distribuída pela Metro do Porto, todas as linhas serão reforçadas durante a tarde e a noite de sábado, com o incremento das frequências e dos lugares disponíveis.Segundo a empresa, além do reforço de frequências nas três horas anteriores ao início do concerto (entre as 17h00 e as 20h00, sobretudo nas linhas azul, vermelha, verde e violeta), no final do espectáculo a capacidade do metro será de novo reforçada através de um serviço "que permitirá o rápido escoamento do público".

As partidas da estação Estádio do Dragão serão asseguradas por veículos duplos, que farão a ligação com os comboios especiais da CP na Estação de Campanha."A linha amarela [Hospital de S. João, Porto - João de Deus, Gaia] prolongará o seu horário de operação, se tal se revelar necessário, estando garantidos os transbordos na estação da Trindade, com as restantes linhas da rede", refere ainda a empresa.

A administração da Metro do Porto recomenda ainda aos seus utentes a compra ou ocarregamento antecipado de títulos Andante com pelo menos duas viagens (ida e volta), "de forma a evitar aglomerações excessivas e perdas de tempo desnecessárias".As portas do Estádio do Dragão abrem às 17h00, estando o início do concerto dos Rolling Stones programado para as 20h00.

Linha do metro esteve “condicionada”

Circulação numa só via provocou atrasos e confusão em estações

O Primeiro de Janeiro
Ana Magalhães
3.08.2006

Fotografia: Francisco Mourão


Uma avaria numa catenária da Metro do Porto fez com que a circulação ficasse reduzida a uma só via até ao início da manhã de ontem. O imprevisto causou a confusão nas estações, sobretudo na Trindade aonde acorre um maior fluxo de passageiros.Fonte da empresa Metro do Porto explicou que o condicionamento abrangeu começou no final da tarde de quarta-feira e abrangeu o troço de todas as linhas entre as estações Estádio do Dragão e Trindade. Em declarações ao JANEIRO justificou a situação com “uma peça da catenária que partiu” e acrescentou que a anomalia não podia ter sido rectificada mais cedo. Apesar das muitas queixas que se ouviram nas estações abrangidas, onde se acumularam muitos passageiros que não tinham informação sobre o funcionamento das linhas que pretendiam utilizar, a empresa diz que não recebeu nenhuma queixa por escrito.“Vou apresentar queixa porque fiquei parvamente à espera na estação Campo 24 de Agosto de um metro com destino Senhor de Matosinhos durante mais de duas horas”, disse ao JANEIRO Isabel Soares, descontente por saber a partir de outro passageiro que tinha de entrar numa carruagem qualquer que a encaminhasse até à estação da Trindade e aí mudar de veículo. “É claro que estou revoltada”, continuou, acrescentando contudo que “este foi um dia de excepção no metro do Porto”.Nas estações só se viam passageiros confusos por não terem informação sobre as plataformas para onde se deviam dirigir. Como alternativa uns optaram por recorrer a táxis e outros comentavamque se fossem a pé, chegavam primeiro que o metro.Um elemento da empresa que percorreu algumas estações testemunhou que a maior confusão verificou-se na Trindade, onde “não cabiam todos os passageiros”. Apesar de haver uma Loja Andante que podia informar sobre o que se estava a passar, reconheceu que a dificuldade foi orientar muitas pessoas.

Porto quer conhecer custos do metropolitano de Lisboa

Diário de Notícias

Alfredo Teixeira
Lisboa, 29.07.06

A Junta Metropolitana do Porto (JMP) vai "pedir contas" ao Governo sobre o metro de Lisboa. Os autarcas do Norte querem saber quais foram os investimentos efectuados e quais os critérios da sua expansão. Esta decisão da JMP tem como objectivo comparar os custos da infra-estrutura no Porto com a sua congénere da capital.

Esta é a resposta da JMP às hesitações do Governo face à construção da segunda fase do metro. Ontem, após a reunião mensal do organismo, Rui Rio, presidente da JMP, afirmou que haverá uma reunião com a empresa do Metro e com os técnicos que elaboraram os dois estudos de viabilidade relativos à segunda fase da rede, entretanto suspensa. O objectivo é, de acordo com o presidente Rui Rio, "questionar para depois se avançar com uma solução política".

Depois, disse Rio, "queremos números relativos ao que tem sido investido. Como o metro de Lisboa tem sido construído, como foi pago e como está a ser feita a sua expansão". É que, segundo o autarca, "nos últimos anos, não há contas publicadas e às vezes fala-se do Metro do Porto como um grande volume de investimento, mas esquece-se o que foi gasto na construção da Ponte Vasco da Gama".

Rui Rio recusa entrar numa guerra de críticas Norte-Sul até porque o metro na Capital "tem de ser maior que o do Porto, já que a cidade é maior e tem mais habitantes", mas considera ser "correcto e justo" que, numa situação análoga, a atenção por parte da administração central seja também idêntica.


O presidente da JMP chama ainda a atenção do poder central para o problema das indemnizações compensatórias que "devem ser feitas no Porto como em Lisboa" - ainda que também aí o apoio social do Estado deva ser maior - para não pôr em causa a viabilidade financeira das empresas.

Rui Rio recorda que, até ao momento, o financiamento do Estado ao metro do Porto com verbas a fundo perdido "foi quase nada". Do Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional (FEDER) "veio muito pouco e o resto é o empréstimo bancário conseguido através do Governo". Recorde-se que o Ministério das Obras Públicas comprometeu-se a dar uma resposta em Setembro quanto aos projectos da segunda fase. Os estudos, um encomendado pelo Governo e outro pela empresa, são praticamente coincidentes quanto às prioridades dos projectos, surgindo a ligação a Gondomar à frente, embora ainda com traçado por definir.

Para 2007/2013, a JM do Porto tem ainda como prioridades atrair novas actividades e empresários, reforçar a mobilidade, assegurar a sustentabilidade energética e ambiental, promover a requalificação urbana e a coesão social.

Estação Brito Capelo - "a estação mais provisória do Metro"

Matosinhos Hoje

26-07-2006
Carla Festas



Fotografia: Pedro Gomes

Quarta-feira. 15 horas. Um dia escolhido ao acaso para irmos, ao terreno, ver aquela que muitos chamam de “estação mais provisória do metro”. E ela lá está. Na Rua Brito Capelo, uma das estações do metro continua associada a duas pedras enormes, já familiares de quem ali há muito se senta para esperar que o próximo metro passe. Um provisório que mais parece definitivo e que desagrada, quer aos comerciantes, quer a quem por ali passa ou ali tem de estar à espera do metro.
Até porque, ali estar, significa lembrar-se de um outro projecto que temem que não passe daquilo mesmo – a tão ambicionada e falada “pala”.Chegam. E sentam-se. Nas duas pedras enormes que ali continuam colocadas, junto à estação do metro em frente à Caixa Geral de Depósitos. Esperam que o metro passe. E, numa das tardes quentes daquelas que têm estado, aproveitam para ficarem mais à sombra. Isto porque aquela pequena zona continua a albergar um protótipo da tão desejada “pala” que iria transformar – diziam os responsáveis – a rua Brito Capelo num centro comercial ao ar livre.
Na altura, uma situação provisória, que serviria de teste a um projecto que todos afirmam ser “revolucionário”. Um teste que, pelos vistos, está ainda para durar...Muitos dos que por ali passam ou mesmo dos que ali param nem sequer têm consciência de que este “provisório” já se arrasta há algum tempo... muito tempo, defendem alguns... “Eu apanho quase todos os dias aqui o metro e realmente dá para ver que isto não está assim muito pronto. Mas já está assim há tanto tempo...”. Isabel Ribeiro é, no entanto, assumidamente, uma das defensoras da existência da “pala”: “Acho que seria realmente uma forma de chamar mais pessoas aqui para a Rua Brito Capelo, uma rua tão antiga e tão conhecida de Matosinhos e que merecia que olhassem mais para ela”.~
Na altura da colocação do protótipo da estrutura, o principal objectivo era – recorde-se – ter uma primeira fase de avaliação, não só da recepção das pessoas, mas também do aspecto geral da rua caso a empreitada avançasse com um carácter definitivo. E, a julgar pelas respostas, a opinião é, “definitivamente”, favorável. “Um dos problemas do comércio, por exemplo, desta rua, é a concorrência dos centros comerciais e isso poderia ser uma ajuda”, lembra Luísa Santos. A forma como a estrutura continua é que já não recebe os mesmos elogios: “O que acho é que deveriam decidir, de uma vez por todas, o que fazer, se sim ou se não. Porque continuar assim é que fica estranho”.À espera de uma decisãoUma vez mais descontentes estão os comerciantes da rua.
Recorde-se que a ideia da cobertura da Rua Brito Capelo já tem alguns anos. Na altura da sua transformação em zona pedonal, já se pensava na construção de uma protecção para quem por ali circulasse a pé, só que a meio da rua. Com a requalificação provocada pelas obras do metro, o projecto viu, finalmente, luz verde para avançar. E o que é certo é que avançou. Mas muito pouco para o desejado. Construída em ferro, a estrutura é constituída por uma pala feita de material extensível e translúcido, uma película que os técnicos explicam semelhante às normalmente utilizadas para a cobertura de pavilhões e piscinas e era para estar ali até que os responsáveis da Metro do Porto e da Câmara Municipal de Matosinhos tomassem uma decisão. A decisão que é, agora, reclamada, quer pelos comerciantes, quer pela população. E que esperam não demore a chegar.O “Matosinhos hoje” contactou, entretanto, a autarquia no sentido de conhecer uma reacção e algumas informações acerca do andamento do projecto. Mas, até à hora do fecho desta edição, não nos foi possível obter qualquer resposta.

Linha Violeta (E) inaugurada - Serviço comercial em operação



Metro do Porto

3 de Julho de 2006

Fotografia: Metro do Porto


A Linha E (Violeta) está em exploração comercial desde 27 de Maio de 2006. A Linha E (Violeta) liga a Estação Aeroporto à Estação Estádio do Dragão, partilhando o canal da Linha Vermelha desde a Estação Verdes até à Senhora da Hora e, daí em diante, circulando também em paralelo com as Linhas Azul e Verde. Com a abertura desta linha, ficam disponíveis três novas estações: Aeroporto, Botica e Verdes. Esta última tem a particularidade de se situar ao centro do canal da Linha Vermelha, entre Crestins e Pedras Rubras, permitindo o rápido transbordo de clientes entre vários destinos.

A Linha E (Violeta) vem somar 1,6 quilómetros de extensão à rede do Metro do Porto, que passa agora a contar com um total de 60 quilómetros e 68 estações. Nesta nova linha, cerca de 1 quilómetro desenvolve-se em trincheira e em túnel, sendo os restantes 600 metros percorridos à superfície, em canais relvados, nomeadamente antes, durante e após as estações Botica e Aeroporto.

O serviço definido para a Linha E (Violeta), Estádio do Dragão – Aeroporto, preconiza ligações directas (sem qualquer transbordo) e muito rápidas (tempos de percurso na casa dos 20 minutos) até ao centro do Porto.

A Linha Violeta disponibiliza uma frequência de passagem de 20 minutos, o que equivale a uma média próxima das três passagens/hora/sentido. As composições em circulação nesta linha são simples, salvo em serviços especiais. A partir do Aeroporto e até o Estádio do Dragão o Metro pára em todas as estações. O mesmo sucede, naturalmente, no sentido inverso. Os horários de funcionamento integram-se nos praticados em toda a rede: 6H00/1H30, todos os dias do ano.

Em termos de tempos de percurso, o Metro do Porto assegura uma ligação Aeroporto – Casa da Música em 23 minutos e o trajecto Trindade – Aeroporto em 28 minutos. A totalidade da Linha Violeta é percorrida em 33 minutos, até Campanhã, ou em 35 minutos, até à Estação Estádio do Dragão.

Agora o Porto está ainda mais ligado ao mundo. Com a abertura da Linha E (Violeta), entre a Estação Estádio do Dragão e a Estação Aeroporto, passa a ser possível iniciar uma viagem de avião com origem no Metro do Porto. A rede fica ligada, com absoluta operacionalidade, a todos os destinos com origem no Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro.

Através da obra de ligação do Aeroporto à rede do Metro, proposta pelo Conselho de Administração da empresa e aprovada pelo Governo, está estabelecida, pela primeira vez em Portugal, uma verdadeira intermodalidade nos sistemas de transporte de articulação europeia. O Sá Carneiro é o primeiro aeroporto português a fazer interface directo com uma rede ferroviária ligeira (o Metro), e interface com uma rede ferroviária pesada (as Estações da CP de Campanhã, de S. Bento e de General Torres, acessíveis através da rede do Metro). Aliás, trata-se de uma inovação significativa mesmo à escala europeia: basta referir que, em toda a Península Ibérica, apenas o Metro de Madrid serve o principal aeroporto, Barajas, da cidade, através da sua recente Linha 8.

O Metro do Porto reforça, com a ligação ao totalmente remodelado Aeroporto Francisco Sá Carneiro, o potencial para o desenvolvimento económico e social do Norte de Portugal no contexto europeu. Os utilizadores, nacionais e estrangeiros, desta equipamento gerido pela ANA passam a dispor de uma ligação ao centro do Porto e a todos os restantes concelhos abrangidos pela rede através de um meio de transporte rápido, seguro e eficaz.

A Estação Aeroporto do Metro fica situada precisamente em frente à zona de chegadas daquela infra-estrutura aeroportuária, em paralelo com a duas vias rodoviárias existentes. Em todo o caso, a circulação pedonal entre ambos os equipamentos é servida por um canal subterrâneo próprio, que dá também acesso aos parques de estacionamento enterrados do Aeroporto.

Assim, ao chegar à Estação Aeroporto, o cliente apenas necessitam de descer um piso – através de escadas rolantes, elevadores ou escadas fixas -, até ao corredor que passa sob a frente do Aeroporto. Em pouco menos de 50 metros, estão dentro do Aeroporto e, subindo agora um piso, situam-se em plena zona de chegadas.

De igual modo, o acesso à Estação a partir do interior do Aeroporto é extremamente simples e prático, estando devidamente sinalizado. A Estação Aeroporto dispõe de todas as comodidades e equipamentos habituais nas estações da rede do Metro do Porto, com a particularidade de se encontrar totalmente sob uma cobertura – uma estrutura de aço revestida a vidro. Também em termos estéticos, trata-se de uma importante qualificação do já de si altamente modernizado Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro.
Acrescenta-se que, sendo construída a ligação Porto/Lisboa do Comboio de Alta Velocidade, está já reservada e preparada no Aeroporto a localização da futura Estação deste meio de transporte, precisamente ao lado da Estação do Metro, também em paralelo com a zona de chegadas.

quinta-feira, maio 18, 2006

Metro para o Aeroporto do Porto entra em funcionamento dia 27

Público

17.05.2006 - 22h35   Lusa




A Linha E (Violeta) do Metro do Porto, entre Pedras Rubras e o Aeroporto Sá Carneiro, é inaugurada no dia 27, anunciou hoje fonte da empresa.

Com esta linha, a rede fica ligada a todos os destinos com origem no Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro, estabelecendo, pela primeira vez em Portugal, uma verdadeira intermodalidade nos sistemas de transporte de articulação europeia.

O Sá Carneiro é o primeiro aeroporto português a fazer uma ligação directa com uma rede ferroviária ligeira (Metro) e com uma rede ferroviária pesada (Estações da CP de Campanhã, de S. Bento e de General Torres, acessíveis através da rede do Metro).

Este facto representa uma inovação significativa mesmo à escala europeia havendo na Península Ibérica apenas um outro aeroporto, o de Barajas, em Madrid.

A estação Aeroporto do Metro fica situada em frente à zona de chegadas daquela infra-estrutura aeroportuária, em paralelo com as duas vias rodoviárias existentes. A estação está totalmente coberta por uma estrutura de aço revestida a vidro, integrada no aeroporto.

Ao lado do Metro ficará localizada a futura estação para comboios de alta velocidade, prevendo a ligação Porto-Lisboa por este modo de transporte.

A Linha E (Violeta), com três novas estações (Aeroporto, Botica e Verdes), vem somar 1,6 quilómetros de extensão à rede do Metro do Porto, que passa agora a contar com um total de 60 quilómetros e 68 estações.

O serviço definido para a Linha E (Violeta), Estádio do Dragão - Aeroporto, prevê ligações directas e rápidas (tempos de percurso de cerca de 20 minutos) até ao centro do Porto.

A operação desta nova linha arranca numa base experimental até 30 de Junho, período em que o serviço estará disponível somente até à Estação de Campanhã.

Os clientes que pretendam seguir até ao Dragão devem tomar, na Estação Intermodal de Campanhã, um veículo das linhas Azul, Vermelha ou Verde.

A partir do Aeroporto e até Campanhã, o Metro pára em todas as estações, sucedendo o mesmo em sentido inverso, com o horário de funcionamento praticado em toda a rede, entre as 06h00 e as 01h30, todos os dias do ano.

Em termos de tempos de percurso, o Metro do Porto assegura uma ligação Aeroporto-Casa da Música em 23 minutos e o trajecto Trindade-Aeroporto em 28 minutos.

Incluída nesta nova linha está a obra de requalificação urbanística levada a cabo pelo Metro do Porto ao longo da Estrada Nacional 107 (a antiga via principal de acesso ao aeroporto).

O projecto do arquitecto José Bernardo Távora, transformou parte da Estrada Nacional nº107 na Avenida do Aeroporto, com 1,5 quilómetros de extensão e onze metros de largura.


domingo, maio 07, 2006

Acesso original às urgências do S. João é hoje reposto

O Primeiro de Janeiro


A Comissão ad hoc para o enterramento da linha do Metro junto ao Hospital de S. João anunciou ontem que o acesso original aos Serviços de Urgência daquela unidade está concluído. Em declarações ao JANEIRO, o porta-voz da comissão afirmou que a inauguração decorre hoje e que as obras acabaram por ser executadas pelo hospital e pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, apesar de serem "um compromisso da Metro do Porto a qual não se disponibilizou para as realizar". Castro Henriques especificou que a forma como até à data se procedia a entrada para as urgências era incomodativa, "em ziguezague e com uma rampa sem o mínimo de condições". Neste sentido, prosseguiu, o Hospital de S. João e a Faculdade de Medicina optaram por tomar as rédeas da empreitada, construindo um acesso em tudo idêntico ao existente antes das obras do Metro do Porto. "Basicamente foi tapado o túnel de dentro do hospital e a rua exterior foi arranjada, extinguindo-se o ziguezague e colocando-se uma entrada directa às urgências", especificou o responsável.
Entretanto, aproveitando a inauguração de hoje, a comissão ad hoc irá mais uma vez reclamar do facto das vias envolventes ao S. João se encontrarem em mau estado. Castro Henriques avançou que nomeadamente a Rua António Bernardino de Almeida, onde se localiza o Instituto Português de Oncologia, está "toda esburacada, uma autêntica desgraçada que obriga os automobilistas a circular a passo de caracol". O responsável critica que o Metro "apenas se preocupou com instalação dos trilhos" e que, desde que inaugurou o último troço da Linha Amarela entre o Pólo Universitário e o S. João, "nunca mais fez nada relativamente a arranjos dos arruamentos".

Metro anuncia reforço para a Queima

O Primeiro de Janeiro




A Metro do Porto anunciou ontem o reforço das quatro linhas em funcionamento durante a semana da Queima das Fitas, entre 6 a 14 de Maio, com o alargamento dos horários e o reforço da capacidade de transporte das carruagens. Com o prolongamento da rede, a empresa diz estar mais próxima dos locais onde decorrem os festejos, nomeadamente do Queimódromo a 400 metros da Estação Matosinhos Sul. Por isso, a entrada em funcionamento da Linha Azul vai ser antecipada das 6h00 para as 5h00 com uma frequência de 15 minutos. A partir das 6h00 a frequência passa a ser a cada 10 minutos. Para servir o cortejo académico que se realiza na Baixa na próxima terça-feira, próximo das estações da Trindade e Avenida dos Aliados, a Metro do Porto vai reforçar a Linha Amarela a partir das 15h00 com mais 600 lugares por hora do que é costume. Um reforço idêntico será feito na noite da Serenata com a frequência de 10 minutos das carruagens que circulam na Linha Amarela entre a meia-noite e a 1h00 de domingo. Para assegurar a deslocação entre a Serenata, na Cadeia da Relação, e o Queimódromo a Linha Azul funciona até às 2h00 com uma frequência de 10 minutos. Já na manhã de domingo a Metro do Porto serve o Estádio do Dragão, onde decorrerá a Missa de Bênção das Pastas às 11h00, com as Linhas Azul, Vermelha e Verde. Com a chegada do metro à Póvoa do Varzim, este pode ser o meio escolhido para chegar ao Chá Dançante a 13 de Maio, no Casino da Póvoa, e à Garraiada na Praça de Touros da Póvoa, marcada para domingo, 14 de Maio, às 14h30.