quarta-feira, agosto 15, 2007

Circulação do Metro do Porto condicionada no domingo

Correio da Manhã


A circulação da rede do Metro do Porto vai estar condicionada no próximo domingo em diversas linhas, devido à realização de trabalhos em vários pontos do sistema.


Em comunicado, a empresa refere que, “a escolha desta data para a realização da intervenção prende-se com a circunstância de se tratar de um período, em concreto, de um dia de menor procura”.

As restrições, entre as 06h00 de domingo e a 01h30 de segunda-feira, são as seguintes: Linha Azul (A), Linha Vermelha (B), Linha Verde (C) e Linha Violeta (E) ficarão sem serviço entre a estação da Casa da Música e a do Estádio do Dragão. A Linha Amarela (D) estará inoperacional entre a Estação do Marquês e a Estação dos Aliados.

A mobilidade dos clientes será assegurada pelas linhas regulares da STCP, que servem as estações sem serviço comercial. Para tal, bastará a validação do título Andante correspondente ao percurso a efectuar.

terça-feira, junho 19, 2007

Metro reforça linha no S. João

Póvoa Semanário

Márcia Vara


A empresa Metro do Porto vai reforçar, na noitada de S. João, o serviço prestado por aquele meio de transporte, não só entre a Póvoa e Mindelo, mas também entre Vila do Conde até ao Porto. Entre as 20h00 (dia 23 Junho) e as 4h00 (dia 24) o metro, que faz a ligação da Póvoa de Varzim até Mindelo, vai passar de 10 em 10 minutos. A partir das 4h00 e até às 6h00, a frequência é de 15 em 15 minutos. Este reforço não se vai registar na linha violeta, que linha ao aeroporto.
Jorge Morgado, da empresa, explicou aos jornalistas que este reforço, que vai fazer com que a linha vermelha preste um "serviço urbano", visa tornar uma "noite dada a alguns excessos muito mais segura e cómoda, uma vez que as pessoas que queiram participar e festejar o S. João de Vila do Conde não têm que viajar de carro".

terça-feira, junho 05, 2007

Greve Geral: circulação no Metro do Porto já foi retomada

Diário Digital

Diário Digital / Lusa

30-05-2007 12:29:00



Depois de ter estado «muito condicionada» durante praticamente toda a manhã, foi já reposta, cerca das 11:00 horas, na totalidade, a circulação na rede do Metro do Porto, a qual havia sido afectada não pela greve, mas por supostos actos de sabotagem. Entretanto, em sectores como a Saúde, a adesão à greve geral oscila, segundo a CGTP, entre os 80 e os 100%.

Segundo os últimos dados da CGTP, a adesão dos trabalhadores no sector da saúde oscila entre os 80 e os 100 por cento durante o período da noite e início da madrugada.

Na área da Educação ainda não há dados sindicais ou oficiais disponíveis, mas Mário Nogueira, dirigente da Fenprof (Federação Nacional dos Professores) na área de Lisboa estão encerradas algumas das principais escolas, nomeadamente as secundárias Passos Manuel, Padre António Vieira e Pedro Nunes.

No Metro e na Transtejo os trabalhadores do Metro e Transtejo não estão a cumprir os serviços mínimos, paralisando a actividade naquelas empresas de transportes, mas CP, Carris e Soflusa estão a funcionar quase normalmente, segundo informações recolhidas pela Lusa junto daqueles operadores.

No Metropolitano, todas as operações estão suspensas desde as 00:00 de hoje.

Embora prevista como serviço mínimo, não há circulação até agora nas linhas Amarela (Odivelas-Rato) e Azul (Amadora-Baixa/Chiado).

Nas ligações fluviais asseguradas pela Soflusa estão a ser cumpridos os serviços mínimos, mas o mesmo não acontece na Transtejo (Belém e Cais do Sodré para Cacilhas, Trafaria e Seixal).

A CP, que durante a madrugada registou «perturbações», anunciou ao princípio da manhã a normalização da circulação nas linhas do Douro e do Vouga, continuando a efectuar-se as ligações previstas nas restantes linhas regionais, bem como os comboios de longo curso.

Na Carris a empresa anuncia níveis «muito baixos» de adesão à greve, com a quase totalidade dos autocarros e eléctricos nas ruas.

A circulação na rede do Metro do Porto, afectada por alegados actos de sabotagem ocorridos durante a madrugada, está «totalmente» normalizada desde as 11:00, revelou à Lusa o porta-voz da empresa, Jorge Morgado.

«Todos os veículos previstos para estarem a operar a esta hora já estão no sistema ou a entrar, está tudo operacional», assegurou o porta-voz da empresa, especificando que, em circunstâncias normais, o Metro do Porto conta com 72 composições em funcionamento.

Cinco voos da companhia low cost Ryanair foram hoje de manhã cancelados no aeroporto de Faro devido à greve geral, não se registando quaisquer problemas nos aeroportos de Lisboa e Porto, disse à Lusa fonte da ANA.

«Esta situação verifica-se porque os bombeiros no aeroporto de Faro aderiram à greve geral», explicou.

«Nos aeroportos de Lisboa e Porto a situação está normal mas no de Faro há problemas», adiantou o porta-voz da ANA- Aeroportos Portugueses, Rui Monteiro, referindo que cinco voos da Ryanair foram cancelados e outros seis voos divergiram para Lisboa.

Nos Açores, a SATA, que assegura os voos entre as nove ilhas do arquipélago, foi obrigada a cancelar seis voos devido à greve geral de hoje, segundo fonte da transportadora aérea.

A greve geral que se cumpre hoje em todo o pais deixou alguns serviços da área da grande Lisboa «anormalmente» calmos, com os próprios grevistas a aproveitarem o dia para tratar de assuntos pessoais.

Helena Lopes da Silva, dirigente do PSR e médica cirurgiã no Hospital Santa Maria, estava hoje cerca das 09:45 nos serviços da direcção-geral de impostos na Loja do Cidadão nas Laranjeiras à espera de ser atendida.

Perante uma Loja do Cidadão praticamente "às moscas", a médica mostrou-se surpreendida com a pouca afluência.

«Isto está vazio. Estou espantada porque julgava que as pessoas aproveitariam o dia da greve para tratar de assuntos como eu fiz», disse à agência Lusa.

A CGTP marcou a greve geral de hoje para exigir uma mudança de rumo para as políticas económicas e sociais de modo a garantir aos portugueses melhores condições de vida e de trabalho.

A última greve geral, também convocada pela CGTP, realizou-se em Dezembro de 2002 contra o Código de Trabalho, que entrou em vigor um ano mais tarde, depois de sofrer muitas alterações.


quarta-feira, maio 23, 2007

"Metro do Porto é dos projectos mais bem sucedidos do país"

Jornal de Notícias

Hugo Silva




O primeiro ministro, José Sócrates, considera que o Metro do Porto "é um dos projectos mais bem sucedidos do país", mas admite que, com o memorando de entendimento assinado ontem, entre o Ministério das Obras Públicas e a Junta Metropolitana do Porto, a segunda fase da empreitada arranca em "melhores condições" do que a primeira. "Com o protocolo, sabemos o que queremos fazer, como o vamos fazer e como será o governo da sociedade [Empresa do Metro]", afirmou José Sócrates, que "apadrinhou" a assinatura do memorando de entendimento, ontem à tarde, no Palácio do Freixo, no Porto.

Após muitos avanços, recuos, negociações e "crispações", como admitiu o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, o memorando de entendimento está assinado. Conforme o JN noticiou, o concurso para a linha de Gondomar até à Venda Nova avança até Setembro; o concurso para a linha de Gaia até Santo Ovídio avança até Janeiro de 2008. Na estrutura accionista, o Estado assume posição maioritária.

"Evoluímos para melhor", sentenciou José Sócrates, tratando de elogiar a "maturidade política" de Mário Lino e Rui Rio.

"Quando há acordo , ambas as partes ganharam", observou o presidente da Junta Metropolitana do Porto. "Foi um acordo difícil e muito mais difícil para a Junta Metropolitana. O Governo tem uma posição, a Junta tem 14. Conciliar posições é um exercício difícil, mas em todos os momentos formais de decisão obteve-se sempre a unanimidade", sublinhou Rio, acrescentando que, com o acordo de ontem, todos os municípios ganham.

"Fizemos um bom trabalho", congratulou-se Mário Lino, reiterando que se chegou a uma solução em que todos se sentem "confortáveis". "O desenvolvimento da segunda fase do Metro do Porto começa já este ano", fez questão de sublinhar o ministro, insistindo que o projecto "tem sido sempre muito acarinhado pelo Governo". "Vamos fazer cerca de 40 quilómetros de novas linhas e investir cerca de 500 milhões de euros", quantificou.

A assinatura do entendimento mereceu muitas palmas. Embora continue a causar desconforto, sobretudo entre autarcas e administradores da Metro, o facto de se mudar uma empresa que, conforme sublinhou José Sócrates, liderou um projecto "bem sucedido".

Já após as intervenções oficiais, Valentim Loureiro, presidente da Câmara de Gondomar e da Metro, tratou de alertar José Sócrates para o facto de ser preciso um despacho conjunto dos ministros das Obras Públicas e das Finanças para que os concursos previstos possam ser efectivamente lançados.

Além das linhas que vão avançar, o acordo prevê o desenvolvimento dos estudos para eventuais ligações futuras entre o Hospital de S. João e a Maia e para o desenvolvimento da rede a sul do Douro.



Linhas que avançam já

Concurso para Linha de Gondomar até à Venda Nova avança até Setembro; concurso para a extensão da Linha Amarela a Santo Ovídeo avança até Janeiro.



Concurso global

Em Janeiro de 2008 será lançado um concurso para a construção da segunda fasee para a exploração e manutenção de toda a rede, a partir de Abril de 2009. Caso não seja possível lançar o concurso no prazo indicado e se perspective um atraso superior a seis meses, deverão ser lançados concursos para a construção das linhas da Trofa e da Boavista.



Linha da Trofa

Os concorrentes à realização da empreitada devem optar por dois cenários via dupla ou em via simples (salvaguardando hipótese de duplicação).



Linha da Boavista

Está incluída no reforço das ligações entre Porto e Matosinhos, mas ainda dependente de estudos, tal como a ligação entre a Senhora da Hora e o Hospital de S. João (via S. Mamede de Infesta). Para evitar "atrasos" no calendário de execução previsto, a Metro deve avançar com os projectos das várias alternativas.



Ligação a Gondomar

Metro deve fazer "rapidamente" os estudos que permitam escolher qual a melhor ligação a Valbom Venda Nova/Gondomar ou Campanhã/Gondomar.



Estado assume maioria

O Estado passa a ter 60% do capital social da Metro. O Conselho de Administração terá sete membros, três dos quais executivos, incluindo o presidente, que será indicado pelo Estado. Os dois vogais executivos serão nomeados também pelo Estado, tal como um não executivo. A Junta Metropolitana do Porto nomeia três administradores não executivos.

quarta-feira, abril 11, 2007

Expansão da rede do Metro do Porto avança antes de 2009

Diário dos Açores

05/04/2007 09:04:9


O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações garantiu ontem, em comunicado, que quer iniciar a expansão da rede de metro do Porto antes de 2009 e "tão breve quanto possível".
O gabinete de Mário Lino desmente, desta forma, notícias hoje divulgadas que atribuíam ao Governo a intenção de não iniciar as obras antes de 2009.
Essa informação é "falsa", assegura o comunicado ministerial.
"A posição do Governo assenta no pressuposto de que a construção de novas linhas se deve iniciar tão breve quanto possível, com base num contrato de concessão para a construção, exploração e manutenção dessas linhas", a que se juntará, a partir de Abril de 2009, a exploração e manutenção das linhas actualmente existentes", precisa o comunicado.
Adianta que o modelo proposto pelo ministério à Junta Metropolitana do Porto "é perfeitamente compatível com o início das obras da segunda fase de expansão antes de 2009".
O comunicado foi emitido na sequência de reacções de dirigentes partidários do Porto, nomeadamente do líder do PSD/Porto, Agostinho Branquinho que acusou o ministro de "incompetência e má fé" na gestão do dossier Metro do Porto, reivindicando, por isso, a sua demissão.
Em declarações à Lusa, Branquinho considerou que Mário Lino, "deixou de ter condições políticas para o exercício das suas funções porque é incompetente e revela má fé na condução de um dossier que é determinante para a Área Metropolitana do Porto".
O líder do PSD/Porto comentava a resposta do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações à proposta da Junta Metropolitana do Porto relativamente ao calendário da expansão da rede de metro.
A JMP pretendia que a expansão da rede se fizesse de forma faseada, com início em Dezembro deste ano pela linha de Gondomar, mas segundo notícias publicadas em vários jornais, o Governo só quer novas obras no segundo semestre de 2009, defendendo a realização de mais estudos técnicos das linhas a avançar.
Contactado pela Lusa, o presidente da Distrital do PS/Porto, Renato Sampaio, considerou "ridículo" o pedido de demissão do ministro, formulado pelo seu homólogo social-democrata, e não quis adiantar mais comentários.
Renato Sampaio concordou com a decisão ministerial, considerando "irrealista" o calendário de obras proposto pela Junta Metropolitana do Porto que previa a execução faseada das novas linhas, a partir de Dezembro deste ano.
"Defendo o rigor e a transparência no processo e, nessa conformidade, não é possível avançar já. Não é possível elaborar projectos, estudos de impacte ambiental, concurso público internacional e lançamento da obra" nos prazos propostos pela JMP, afirmou.

Arquitectura do Metro do Porto em exposição no Museu dos Transportes

Público

09.04.2007 - 16h08  



A arquitectura do Metro do Porto é o tema da exposição organizada pela Ordem dos Arquitectos que está patente, a partir de hoje, no Museu dos Transportes e Comunicações, no edifício da Alfândega do Porto.

A mostra, denominada "Exposição Reunião de Obra 005 Infra-estruturas Urbanas — Metro do Porto 1994-2005", que se prolonga até 29 de Abril, é da autoria de Eduardo Souto Moura.

Organizada pela secção do norte da Ordem dos Arquitectos e patrocinada pelo Metro do Porto, a mostra procura retratar com rigor e fidelidade o ambiente de trabalho que, do ponto de vista da arquitectura, envolve um projecto da dimensão da concepção e construção de uma rede de metropolitano ligeiro.

A exposição mostra, além do trabalho da equipa de arquitectos liderada por Souto Moura, toda a actividade desenvolvida num atelier ao longo da construção do sistema do Metro do Porto.

Permite também avaliar a complexidade da tarefa de levar a cabo, em simultâneo, a execução de túneis, estações subterrâneas e um amplo movimento de requalificação urbana nos seis concelhos servidos pelas cinco linhas do Metro do Porto.

A mostra está patente entre as 10h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 18h00 (de terça a sexta-feira), e entre as 15h00 e as 19h00 (aos sábados e domingos).


terça-feira, abril 03, 2007

Metro do Porto: Impossível obras 2ª fase antes de meados 2008

Diário Digital

Diário Digital / Lusa

28-03-2007 18:52:00




A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, afirmou hoje, no Porto, que não será possível iniciar as obras de construção da segunda fase do Metro do Porto antes de meados 2008.

«Para iniciar obras temos que ter cadernos de encargos, projectos de execução, estudos de impacto ambiental, concursos lançados e obras adjudicadas e tudo isso, independentemente do modelo de gestão que for concretizado, levará o seu tempo», disse.

A secretária de Estado falava aos jornalistas à margem da cerimónia de apresentação dos novos autocarros a gás natural da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP).

Ana Paula Vitorino sublinhou que há que contar com os prazos mínimos dos concursos públicos internacionais, o que, mesmo que não se venha a verificar qualquer problema ou atraso, torna «impossível» iniciar qualquer obra antes de pelo menos seis meses depois da decisão política, que ainda não aconteceu.

Relativamente ao modelo de gestão do Metro do Porto, a secretária de Estado mostrou-se optimista quanto a uma solução breve.

«Iniciámos este processo com grandes diferenças que separavam o Governo dos actuais accionistas do Metro do Porto [as autarquias da Área Metropolitana do Porto], mas, neste momento, caminhamos rapidamente para um consenso quanto a todas as matérias«, disse.

A secretária de Estado afirmou que, «muito em breve, haverá uma resposta quanto às propostas apresentada pelos accionistas do Metro do Porto», acrescentando que tal acontecerá nos próximos dias.

No que respeita às autoridades metropolitanas de transportes (AMT) do Porto e de Lisboa, Ana Paula Vitorino referiu que já recebeu os pareceres das respectivas juntas metropolitanas.

«Está neste momento em curso a finalização do modelo das AMT, incorporando as sugestões das duas juntas metropolitanas, pelo que, dentro de pouco tempo e respeitando o calendário previsto, o processo avançará ainda dentro deste semestre», afirmou.

Relativamente à STCP, a secretária de Estado manifestou «todo o apoio» à respectiva Administração, chefiada por Fernanda Menezes, na implementação em curso da Nova Rede da transportadora pública urbana portuense, redesenhada para complementar os restantes operadores de transportes do Grande Porto.

«Cada vez que há mudanças, há naturalmente descontentes e, por isso, peço à Administração da STCP que proceda, como tem feito, aos acertos considerados justos face às reivindicações aos utentes e que façam sentido no que se refere à lógica de financiamento do sistema», afirmou Ana Paula Vitorino.

A STCP apresentou hoje a sua nova frota de autocarros movidos a gás natural, que conta com 80 novos veículos, sendo 30 articulados e 50 normais, todos equipados com piso rebaixado para acesso fácil, de forma a garantir a mobilidade para todos os cidadãos.

A aquisição foi efectuada através de um contrato de leasing por 13 anos (período de vida útil de um veículo deste tipo) com uma renda de 3,5 milhões de euros/ano, incluindo manutenção.

Com a incorporação destas 80 viaturas, a STCP passa a dispor de uma frota de 493 autocarros, com uma idade média de 6,8 anos, dos quais 255 são a gás natural, representando cerca de 52% do total da frota da empresa.

A STCP, que já era líder nacional em termos de operação de veículos a gás natural, acentua, com esta aquisição, a sua posição de liderança nesta área.

Com esta renovação de frota, a empresa vai também atenuar sensivelmente o peso das suas emissões de CO2, baixando para cerca de 50% num período de oito anos, além de descer também os seus custos operacionais em cerca de 30%.


Metro transporta noivos à igreja

O Primeiro de Janeiro

José Reis


Um jovem casal decidiu dar o nó ontem, na Azurara, Vila do Conde. Nada de novo, se não tivessem optado pelo Metro do Porto para se deslocarem para o local do enlace. O encontro foi na estação da Câmara de Gaia.


A tradição já não é (mesmo) o que era e, desta vez, foi Tiago Alves, o noivo, 25 anos, que se atrasou. Mais de meia hora. Em jeito de estrela de televisão, posou para a objectiva dos fotógrafos e explicou que a ideia surgira quando se dirigiu "ao local da cerimónia para marcar o serviço e vi que lá tinha uma paragem de metro". Dito e feito. "As condições eram óptimas e enviei um e-mail à empresa dando conta da minha intenção". A Metro do Porto não tardou a responder, cordialmente. "O departamento de Marketing achou uma ideia fantástica e deu autorização para esta viagem". Tempo para o embarque.
Em casamento que se preze, "o noivo não vê a noiva antes do casamento". Assim, Rute Nunes, a noiva, justifica a ida dos noivos em carruagens separadas. Uma hora depois.
"Os 60 Andantes (bilhetes genéricos do Metro do Porto) foram oferecidos pela empresa. Uma boa oportunidade para mostrarmos que o Metro é uma possibilidade para o transporte do dia a dia". Mesmo para o "dia mais importante" da vida de Rute.
A viagem durou cerca de 30 minutos, entre transbordo na estação da Trindade e entrada em nova composição. O regresso "foi feito em carros particulares, devido à hora avançada do fim da festa".

Metro ultrapassa os quatro milhões

O Primeiro de Janeiro


O Metro do Porto estabeleceu, no mês de Março, um novo recorde absoluto de clientes na sua rede, tendo atingido um registo total de 4.355.521 validações efectuadas, segundo revela a empresa em comunicado. "Trata-se", prossegue o texto, "da primeira ocasião em que o número de validações mensais ultrapassa os quatro milhões". De acordo com os dados divulgados, "também as validações em dia útil baterem um máximo histórico, com 168.762 de média diária"
Março de 2007 passa, assim, a constituir o mês com maior procura no conjunto das cinco linhas do Metro do Porto, depois de em Janeiro deste ano se terem registado 3.983.436 validações e em Fevereiro o número de clientes ter atingido os 3.529.519.
Comparativamente a 2006, o último mês de Março assinala um crescimento de 29 por cento, traduzido em mais um milhão e 280 mil validações. Em Março de 2007, as estações da rede com maior procura foram Trindade (836.518 validações, 20,3 por cento do total), Casa da Música (264.410 validações, 6,2 por cento do total), e João de Deus (212.749 validações, 4,9 por cento do total).

terça-feira, março 27, 2007

Metro levou poesia às carruagens e estações do Porto

 
[ 2007/03/21 | 18:32 ] EditorialLusa/RPV
 
O Metro do Porto e o British Council trouxeram esta quinta-feira a poesia às carruagens e estações do metro portuense, no Dia Internacional da Poesia, tomando como modelo os «Poems on the Underground», de Londres.
De acordo com a agência «Lusa», e tendo como tema genérico «The sea» (O mar), o conjunto de poemas seleccionados pelo British Council abrangeu, para além de Sophia Mello Breyner, o português Jorge Sousa, o inglês Lawrence Sail e a galesa Menna Elgyn.

Vários leitores, membros do Sindicato da Poesia, declamaram poemas no interior das composições em serviço em todas as linhas, enquanto Sousa, Sail e Elgyn leram, ao fim da tarde, versos de Sophia Breyner e excertos das suas obras, numa sessão final na Estação da Casa da Música, em versão original e na traduzida.

Durante todo o dia, alunos das universidades do Minho e de Aveiro distribuíram poesia ao longo de toda a rede do metro portuense, nesta edição do projecto «Poems on the Metro - Poemas no Metro», iniciado em 2003 numa parceria com o British Council.

Os poemas escolhidos estão expostos numa colecção de cartazes patente no interior dos veículos do Metro do Porto até ao início de Junho.

terça-feira, março 20, 2007

Metro do Porto pondera parar por falta de apoio do Estado

10-03-2007 10:05:35

 
A operação do metro do Porto nas cinco linhas que estão em funcionamento corre o risco de ser suspensa se não forem resolvidos, «com urgência, os problemas de financiamento do projecto», adianta o Jornal de Notícias indicando que «o alerta é da própria Empresa do Metro».

A Metro do Porto reitera a necessidade de reforço do investimento a fundo perdido e do estabelecimento de um regime para a atribuição de indemnizações compensatórias adequadas ao serviço, por parte do Estado.

Se estas questões continuarem sem resposta da Administração Central, «a empresa arrisca-se a esgotar a capacidade de endividamento, o que obrigaria à suspensão da circulação dos veículos, que servem 160 mil passageiros por dia», escreve o JN.

A proposta apresentada pelo Ministério das Obras Públicas e dos Transportes à Junta Metropolitana do Porto para a concretização da segunda fase da rede não faz referência às duas questões que mais preocupam os responsáveis da empresa e para as quais defendem um tratamento urgente e específico.

«O Metro é, hoje, um projecto insustentável», tinha já alertado, em Dezembro, o presidente da Comissão Executiva da empresa, Oliveira Marques.

O défice «avoluma-se», acrescenta o artigo. No início da construção da rede, o apoio do Estado a fundo perdido rondava os 42% do total do investimento (1,07 milhões de euros). Com o alargamento da primeira fase - destaque para a duplicação da Linha da Póvoa e do primeiro troço da Linha da Trofa, a extensão ao Dragão e a linha do aeroporto - os custos dispararam para os 2,37 mil milhões, fazendo cair o apoio a fundo perdido para cerca de 22%.

Por outro lado, continua sem ser estabelecido um contrato que defina as indemnizações compensatórias a receber pela Metro, referentes ao serviço público prestado. Resultado no primeiro ano de exploração (2003), a empresa não recebeu qualquer verba e, de 2004 a 2006, conforme sustenta o Relatório e Contas deste ano, só teve direito a «valores pouco mais do que simbólicos».

Em 2006, por exemplo, a Metro do Porto recebeu 2,4 milhões, 11% da soma atribuída ao Metro de Lisboa (22,7 milhões).

quarta-feira, março 14, 2007

Metro do Porto fechou exercício com prejuízo de 122 M€

Dinheiro Digital / Diário Digital

Diário Digital / Lusa

07-03-2007 16:56:00


A Metro do Porto encerrou o exercício de 2006 com um resultado líquido negativo de 122,15 milhões de euros, que passará para o ano seguinte na conta de resultados transitados, de acordo com o relatório e contas hoje divulgado.

Este resultado decorre do forte investimento realizado na construção da rede, da ordem dos 301,5 milhões de euros, elevando o total investido no projecto desde o seu arranque a 2.031 milhões de euros.

O resultado verifica-se quando a empresa concluiu a primeira fase da construção da rede, que tem agora 60 quilómetros de extensão e cerca de sete dezenas de estações.

Em 2006, o Metro do Porto transportou cerca de 40 milhões de clientes, o que representa um crescimento da ordem dos 100% relativamente ao ano anterior e corresponde a uma média diária global de 105.856 validações de bilhetes (128.547 em dias úteis).

Em resultado da maior taxa de ocupação média verificada, constata-se uma melhoria significativa da cobertura dos custos das vendas e prestações de serviços, que apresenta agora um rácio de 50%.

A empresa teve no exercício proveitos e ganhos da ordem dos 46,2 milhões de euros, dos quais 26,25 milhões directamente da prestação de serviços de transporte.

Durante o exercício, a empresa inaugurou duas novas linhas e troços, nomeadamente a Linha Vermelha (Pedras Rubras/Póvoa de Varzim), a 18 de Março, e a Linha Violeta (Pedras Rubras/Aeroporto).

Foram também inaugurados os segmentos entre as estações Fórum Maia e ISMAI (Linha Verde) e as estações Pólo Universitário e Hospital de S. João, na Linha Amarela.

Para a conclusão integral e definitiva da construção da rede adjudicada em 1998 fica apenas a faltar (embora já fora da primeira fase de construção) a ligação entre o ISMAI e a Trofa, que aguarda «luz verde» do Governo.


quarta-feira, março 07, 2007

Metro do Porto abre parque de estacionamento na Maia

Diário Digital
Diário Digital / Lusa

28-02-2007 12:27:05




Os habitantes da Maia dispõem, a partir de sábado, as suas deslocações no Grande Porto mais facilitadas a partir de sábado com a entrada em funcionamento de um parque de estacionamento integrado Metro do Porto, anunciou hoje fonte da empresa.

O Parque Central da Maia vai funcionar no sistema «Park & Ride» do Metro do Porto, no âmbito de uma parceria entre a empresa e a Câmara da Maia.

Os clientes portadores de «Assinatura Andante Park & Ride» podem aceder ao estacionamento mensal nesta infra-estrutura pelo valor mensal de 16,25 euros, para além da assinatura mensal de transporte.

O Parque Central da Maia situa-se ao lado da Estação Fórum Maia, da Linha Verde (C), constituindo um interface directo com esta estação.

Para aceder a este serviço, os clientes de assinatura mensal Andante devem proceder ao carregamento do seu cartão para esta modalidade, numa Loja Andante, após o que, apresentando o respectivo recibo, devem levantar no Posto de Controlo do Parque Central da Maia, o cartão de acesso ao parque.

Este é o segundo equipamento de estacionamento a integrar o sistema de «Park & Ride» do Metro do Porto, depois do Parque Metro da Estação Estádio do Dragão, em funcionamento desde Agosto último.

A assinatura mensal de estacionamento «Park & Ride» poderá ser utilizada em qualquer dos dois parques que integram o sistema.



PCP contra «governamentalização» do Metro do Porto

Diário Digital

Diário Digital / Lusa

27-02-2007 15:08:50



A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP (DORP/PCP) «está em profundo desacordo» com a «governamentalização da gestão do Metro do Porto», disse hoje à Lusa o dirigente daquela estrutura, Sérgio Teixeira.

«Sempre defendemos que as autarquias, através da Junta Metropolitana do Porto, devem ter voz activa e determinante na gestão do Metro do Porto», afirmou o responsável à Lusa no final de uma reunião com o administrador executivo da empresa, Oliveira Marques.

Sérgio Teixeira frisou que esta questão não fez parte dos assuntos tratados na reunião com Oliveira Marques, já que se trata de uma questão política, que está fora do âmbito técnico daquele cargo.

Sublinhou, no entanto, tratar-se de um assunto que está na ordem do dia, já que a modificação do modelo de gestão da empresa poderá vir a ter implicações na marcha do projecto de expansão da rede.

«Temos que ter sempre presente que este projecto mexe profundamente com os municípios, já que se trata de um metro de superfície, pelo que as câmaras devem ter uma voz determinante na sua implantação no terreno», frisou Sérgio Teixeira.

A rede do Metro do Porto é subterrânea no interior do Porto e à superfície nos concelhos limítrofes - Gaia, Matosinhos, Maia, Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

O dirigente comunista referiu que no encontro com Oliveira Marques ficou claro que «está tudo pronto para avançar com a construção da linha de Gondomar e a duplicação da linha da Trofa, assim como a linha da Boavista».

«O início das obras apenas depende da luz verde do Governo», disse, acrescentando que a DORP/PCP está «muito preocupada» com a falta de cumprimento dos compromissos já assumidos.

Para Sérgio Teixeira, «se o Governo não cumpre os seus compromissos, está a pôr em causa a dignidade do Estado».

A Junta Metropolitana do Porto (JMP) considerou sexta-feira que o actual modelo de gestão do Metro do Porto é o melhor, mas admitiu a sua alteração, caso o governo aceite assinar um contrato de investimento para expansão da rede.

«No limite, há um consenso entre os autarcas segundo o qual o modelo de gestão passa a ser discutível. O avanço da obra é que não», disse o presidente da JMP, Rui Rio.

O autarca considerou fundamental a construção célere das linhas de Gondomar e da Boavista, o prolongamento a Laborim (Gaia) e a duplicação da linha da Trofa.

Rui Rio revelou que a JMP vai apresentar ao governo, no espaço máximo de um mês, a sua contraproposta para o modelo de gestão, financiamento e cronograma das futuras obras do metro.

Em concreto, a JMP vai propor a celebração de um contrato de investimento com o Governo que defina, com rigor, todas as obrigações das partes.

A contraproposta dos autarcas surge na sequência de uma reunião, que mantiveram na semana passada com o ministro das Obras Públicas, durante a qual Mário Lino questionou o actual modelo de gestão e apresentou um novo calendário de obras.

Rui Rio confirmou que o Governo quer passar a controlar a empresa, actualmente detida em 60% pela JMP, mas não adiantou o calendário de obras proposto pelo ministro.

Já hoje, o vereador socialista na Câmara do Porto, Francisco Assis, manifestou uma «divergência de fundo» com o Governo do seu partido quanto à eventual retirada do controlo accionista da empresa Metro do Porto à Junta Metropolitana.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Obras no Metro do Porto no fim-de-semana

Jornal de Notícias



A circulação nas linhas Violeta (E), Vermelha (B ) e Verde (C) do Metro do Porto vai estar interrompida, entre as 23:00 de sábado e as 14:00 de domingo, devido à realização de trabalhos de sinalização.

Em comunicado, a Metro do Porto refere que na Linha Violeta a circulação será interrompida entre as estações da Senhora da Hora e do Aeroporto, na Linha Vermelha (B), entre as estações da Senhora da Hora e de Crestins, e na Linha Verde (C), entre as estações da Senhora da Hora e da Fonte do Cuco.

A empresa garante que serão disponibilizados transportes alternativos, em autocarro, para os clientes portadores de títulos Andante.

Estes autocarros têm paragem nas imediações das estações de Metro da Senhora da Hora, Fonte do Cuco, Custóias, Crestins, Botica e Aeroporto.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Transportes: Metro e comboio ganharam clientes até Setembro


Diário Digital


Diário Digital / Lusa

04-12-2006 13:07:00




O tráfego de passageiros cresceu 11% nos metropolitanos de Lisboa e Porto e 2,6% no modo ferroviário nos primeiros nove meses do ano, face a igual período de 2005, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística.

De Janeiro a Setembro deste ano, foram transportados nos Metropolitanos de Lisboa e do Porto cerca de 164,1 milhões de passageiros, mais 11% que no ano anterior, realçando o INE o facto de para estes resultados ter contribuído a entrada em funcionamento, entre Abril de 2005 e Maio deste ano, de três linhas no Metro do Porto (Verde, Amarela e Violeta).

Segundo o INE, cerca de 115,3 milhões de passageiros foram transportados no modo ferroviário pesado (mais 2,6% que no mesmo período de 2005), com o tráfego suburbano a pesar com um crescimento homólogo de 2,5%.

Pelo contrário, o transporte fluvial registou um decréscimo de 1,5% em termos de variação homóloga, com 24,6 milhões de passageiros transportados, para o que contribuiu essencialmente a travessia do Tejo (menos 3,5%).

Cerca de 21,4 milhões de passageiros fizeram a travessia do Tejo, ou seja, 87% do movimento nacional de passageiros fluviais, sendo as carreiras Cais do Sodré/Cacilhas e Terreiro do Paço/Barreiro as mais utilizadas (50,7% e 34,2% do movimento do rio Tejo, respectivamente).



terça-feira, novembro 28, 2006

Metro do Porto: Condutor entrou no túnel «por distracção»

Diário Digital

Diário Digital / Lusa

27-11-2006 13:09:47





O automobilista que entrou hoje de madrugada de carro num túnel do metropolitano do Porto, fê-lo por desconhecer completamente que havia metro na cidade, disse à agência Lusa fonte da PSP do Porto.

A fonte referiu que o condutor, residente fora do Grande Porto, alegou «desconhecer completamente» que havia metro entre o Porto e Gaia.

Segundo a fonte, ele não reparou na abundante sinalização vertical e horizontal existente ao longo de todo o canal na Avenida da República, em Gaia, proibindo o acesso ao mesmo.

«Isto só pode ter sucedido por absoluta distracção ou por grave negligência do condutor, uma vez que a proibição de acesso ao canal do metro está claramente evidenciada ao longo de toda a via» disse à Lusa, fonte do Metro do Porto.

Acrescentou que «estas situações podem suceder no Metro do Porto, tal como acontece condutores entrarem em auto-estradas na contramão, apesar da sinalização existente».

O automobilista, com cerca de 50 anos, entrou cerca das 06:50, no canal do Metro do Porto em Gaia, acedendo ao tabuleiro superior da Ponte D. Luís I, por uma via destinada à passagem de veículos de emergência.

Esta via, que foi criada para proporcionar um canal de acesso rápido para ambulâncias e veículos de bombeiros em caso de acidente catastrófico, tem como única saída, do lado do Porto, o túnel do metro.

«O objectivo é evitar que em caso de acidente, as ambulâncias ou os veículos de emergência tenham de fazer um grande desvio para atravessar o rio», explicou a fonte.

O canal do Metro à superfície está ao mesmo nível dos canais rodoviários, mas ao entrar nos túneis os carris passam a ficar salientes, assim como as travessas.

Este túnel começa à saída da ponte, para quem vem de Gaia, e desce para as na zona das estações de S. Bento e Aliados, na baixa do Porto.

«O mais incrível é que o condutor entrou no túnel e prosseguiu a sua marcha durante centenas de metros, aos solavancos, em cima dos carris e das travessas, só tendo parado 30 metros após passar a estação de S. Bento, já a caminho da estação dos Aliados», disse a fonte do Metro do Porto.

O metro do Porto circula em superfície em Gaia e na periferia da cidade e em túnel na zona da Baixa do Porto.

Devido ao incidente, a circulação do Metro do Porto esteve hoje de manhã condicionada entre as estações da Trindade e S. Bento, das 06:50 às 10:10, encontrando-se já restabelecida.

A fonte recordou que um já outro automobilista fez exactamente o mesmo percurso porque estava embriagado, o que não se verificou neste caso, de acordo com a PSP, que se limitou a levantar um auto sobre o sucedido, não tendo detido o condutor.

«Além das contra-ordenações previstas no Código da Estrada por ter desrespeitado toda a sinalização que impede o acesso ao canal do metro, o condutor deverá ser objecto de um processo de indemnização cível, pelos prejuízos decorrentes da paragem provocada no serviço do Metro do Porto, que não são tão poucos como isso, dado tratar-se de uma hora de ponta», disse a fonte da empresa.


terça-feira, novembro 14, 2006

Metro colheu homem na marginal de Leixões

Jornal de Notícias


Carla Sofia Luz

Alguns minutos de distracção bastaram para que o acidente acontecesse. Um homem de 38 anos foi colhido, anteontem à noite, pelo metro na marginal do Porto de Leixões, em Matosinhos. As consequências do sinistro acabaram por ser menores do que o susto. Ainda assim, a vítima tem várias fracturas e lesões na bacia e na perna direita, mas não corre risco de vida.

É o primeiro atropelamento da história do metro do Porto. Desde a inauguração da Linha Azul em 2002 tem-se registado pequenos acidentes, em particular colisões sem gravidade com outras viaturas. Este sinistro ocorreu às 23.50 horas, a poucos metros do témino da Linha Azul, na Avenida do Engenheiro Duarte Pacheco, entre as estações do Mercado e da Senhora da Hora. De acordo com informações fornecidas por fonte da Empresa do Metro, o peão estava a caminhar na área relvada, junto aos carris, enquanto falava ao telemóvel.

"O agente de condução buzinou muitas vezes para o avisar, mas, quando se aproximou dele, o peão fez um movimento para o lado dos carris", acrescenta a mesma fonte. Admite-se que a vítima se tenha assustado com a proximidade do metro e fugido para o lado errado. O condutor parou a composição, mas o homem ficou com parte do corpo debaixo do veículo.

Apesar do impacto e dos ferimentos, não perdeu consciência. Os Bombeiros Voluntários de Leixões foram os primeiros a prestar assistência no local, tendo solicitado a colaboração dos Sapadores do Porto para levantar a composição e retirar a vítima de 38 anos. A operação demorou cerca de 40 minutos.

O ferido foi conduzido ao Hospital de São João, no Porto, e encontra-se estável. Ontem à tarde, permanecia hospitalizado.

sábado, outubro 07, 2006

Cegos guiados por telemóvel de casa até à estação de metro


02.08.2006
Artur Machado Reis Pinto
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Fotografia: Francisco Mourão
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A Empresa do Metro do Porto prepara-se para eliminar mais uma barreira à mobilidade dos seus clientes. Dentro de um ano, e através de um simples telemóvel, será possível aos invisuais e aos cidadãos com problemas de visão ter acesso às mesmas informações de um cidadão normal. Mais ainda, poderão saber, ainda antes de sair de casa, qual o tempo previsto até à chegada da próxima composição. Já no interior da estação, 'ouvirão' todas as indicações afixadas nos painéis de informação.Os projectos, inéditos a nível mundial, foram denominados de Infometro (Portal de voz interactivo do Metro do Porto para utentes com dificuldades visuais) e Navmetro (Sistema complementar de navegação pessoal na rede do Metro do Porto para pessoas com dificuldades visuais).Telemóveis normaisO serviço, que será gratuito, poderá ser acedido através de telemóveis disponíveis no circuito comercial. Para o Infometro, será suficiente um terminal normal e o cliente apenas terá de assinar um documento autorizando a sua localização.A partir do momento em que é efectuada a chamada para o serviço, o utilizador é localizado (como se estivesse a usar um GPS) e é-lhe explicado, por exemplo, o trajecto mais curto para a próxima estação do Metro, quanto tempo falta para a próxima composição, ou qualquer outra informação que seja considerada relevante.O Infometro será um sistema universal, uma vez que poderá ser utilizado por todos os clientes do Metro, ou seja, não está fora de hipótese a sua disponibilização, por exemplo, como instrumento de apoio para os turistas estrangeiros. Para "navegar" no interior das estações é obrigatório ter um telemóvel com tecnologia "bluetooth", que possa 'comunicar' com os painéis informativos.Ao serviço das pessoasEstes inovadores projectos começaram a ser imaginados, não muito longe da sede da Metro, por Diamantino Freitas, do Departamento de Electrotecnia da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto."Já há alguns anos que estudava a melhor forma de colocar a tecnologia ao serviço das pessoas com necessidades especiais e a empresa mostrou-se muito receptiva às minhas propostas", referiu Diamantino Freitas.O principal objectivo do trabalho que será agora desenvolvido durante um ano, pela FEUP e a Metro do Porto, com a colaboração da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), é "transmitir eficazmente a informação". "Ou seja, com fidelidade, em tempo útil e com conforto para o utilizador. Queremos que seja tão fácil como ter uma pessoa ao lado", diz Diamantino Freitas.Para a Metro do Porto, este projecto surge como prolongamento natural da sua política de universalidade."Queremos prestar o mesmo serviço a todos os passageiros. Isso está conseguido, por exemplo, a nível arquitectónico, com todas as estações acessíveis. Ainda antes da entrada em exploração comercial, tivemos a ajuda da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) no 'desenho' das estações", referiu Manuel Paulo Teixeira, responsável pelo gabinete de projectos da Metro do Porto.Diana Santos, técnica de Orientação e Mobilidade da ACAPO, destacou o conforto de utilização do Metro."Tenho uma utente de Valongo que usa o autocarro e tem de contar as curvas para saber em que paragem sair. O metro é mais 'amigável' e este projecto irá permitir maior independência a pessoas com deficiência visual ou baixa visão", referiu Diana Santos.Estado comparticipa na compra de telemóveisUma das vantagens deste projecto é que os telemóveis são considerados como "ajuda técnica" para os cegos e amblíopes e, como tal, a sua compra é subsidiada. Considerado de "interesse público"O Infomtero e o Navmetro foram considerados projectos de "interesse público" e contemplados com o financiamento máximo previsto no programa de Inclusão Digital. Agora, será uma corrida contra o tempo, pois os projectos têm de estar concluídos e funcionais em Outubro do próximo ano.

sábado, setembro 30, 2006

Metro do Porto custa metade e rende o dobro do de Lisboa

Jornal de Notícias

Margarida Fonseca

metro do Porto, ainda em construção, custou, até 2005, 24,4 milhões de euros por quilómetro. O de Lisboa, que começou a funcionar há 36 anos, não tem números certos, mas sabe-se que ultrapassa os 60 milhões, dado que o investimento elegível para o Fundo de Coesão, nos últimos três projectos, é de 59, 2 milhões. O metro do Porto teve, no ano passado, como receita, por passageiros e por quilómetro, 10,6 cêntimos . O de Lisboa,em 2004, teve metade 5,6 cêntimos, embora com uma taxa de ocupação superior (16,6% contra 13,2%).

Os números foram ontem revelados, no final da reunião da Junta Metropolitana do Porto, e surgem numa altura em que se desconhece, ainda, a data certa das mexidas no modelo de gestão da empresa portuense, prometidas pelo Governo. O que se sabe é que no próximo encontro de autarcas, marcado para 10 de Outubro, o metro voltrá a ser tema de agenda reunir-se-ão técnicos responsáveis por dois estudos e tomar-se-á uma posição. Álvaro Costa, que coordenou o estudo pedido pelo Governo, e Paulo Pinho, que integra a equipa que fez idêntico trabalho para a Junta, serão os especialistas presentes.

"Se tínhamos alguma ideia das disparidades que há entre os dois metros - e não quero dizer que os 14 municípios ficaram escandalizados com os valores - nem todos pensávamos que a diferença fosse tão grande", afirmou Rui Rio, presidente da Junta e da Câmara do Porto, referindo-se a "alguns indicadores fundamentais" conhecidos ontem sobre os metros das duas regiões.

Tais valores, que já em Julho tinham sido reclamados pela Junta, que representa os 14 municípios da Grande Área Metropolitana do Porto e é a maior acionista da Metro do Porto, dizem respeito, porém, a anos diferentes, pois a Metro de Lisboa "ainda não disponibilizou o balanço de 2005". Reportam-se, também, no caso dos fundos comunitários recebidos, ao período entre 1995 e 2005 em Lisboa, foram cerca de 343 milhões de euros, no Porto, mais de 310 milhões.

Disparidade nos apoios

Em termos de extensão, e ainda faltando definir as linhas de Gondomar, da extensão em Gaia e a linha da Boavista, no Porto, dizem os indicadores agora revelados que a Metro do Porto construiu 58,9 quilómetros, tem cinco linhas , 69 estações e entrou em funcionamento em 2002. Lisboa, que já anda de metropolitano desde 1959, tem uma extensão de 35,6 quilómetros, quatro linhas e 44 estações.

No entanto, olhando para o quadro comparativo que a Junta forneceu aos jornalistas, vê-se que as indemizações compensatórias atribuídas à Metro do Porto foram, apenas, de 2,2 milhões de euros, contra os 20,2 milhões à de Lisboa e, no capítulo dos financiamentos do Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), Lisboa recebeu três vezes mais do que o Porto 28 milhões contra 9,3 milhões.

No que respeita a resultados líquidos, a empresa portuense teve 71,3 milhões de euros negativos (e um passivo bancário de 1.265,5 milhões de euros) e a lisboeta 156,7 (com um passivo de 2.115,2).

"A Junta Metropolitana concluiu que são números para reflectir em termos de equidade do tratamento dado às diversas regiões ", acentuou Rui Rio.