terça-feira, outubro 25, 2011

Metro Porto: Petição apela à conclusão da linha até à Trofa

Dinheiro Digital

Uma petição assinada por mais de oito mil pessoas a solicitar a “conclusão da Linha de Metro até à Trofa” foi hoje entregue no Parlamento, com o objetivo de originar o debate sobre uma obra que é “urgente” fazer.                                                                          

A petição do grupo de cidadãos pela ligação do Metro do Porto até à Trofa foi também entregue nos gabinetes do Presidente da República, Cavaco Silva, do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho e do ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira.

O autor da petição, Henrique Coyolla, disse à Agência Lusa que o documento hoje entregue, “Petição Metro para a Trofa”, solicita a “conclusão da Linha do Metro do Porto até à Trofa, com a efectivação do troço em falta, ISMAI– Trofa”.

Esta petição - que para os signatários “é uma questão de justiça” - está disponível para subscrição desde 2010 com o objetivo de “levar à discussão em plenário da questão do Metro da Trofa” e reuniu 8178 assinaturas, “mais do que suficientes para o que era pretendido”.

Segundo o autor do texto, “apesar dos constrangimentos económicos que o país atravessa, se há obra, dentro das pequenas obras, que seja urgente fazer é esta”.

“Há quase dez anos tiraram o comboio para a Trofa, para ser substituído pelo Metro”, lê-se no documento, o que, defendem, “fez com que a Trofa e os trofenses estejam a ser muito prejudicados”.

Coyolla explicou ainda à Lusa que “só falta adjudicar a obra” uma vez que “está tudo pronto para avançar com a obra, desde estudos aos trabalhos prévios”.

É ainda sublinhado que “esta obra é da primeira fase das linhas do Metro do Porto, sendo a única que não foi executada”.

“Há várias soluções para esta ligação se efetuar, assim estejam dispostos a estudá-las os membros do Parlamento, apresentando essas soluções ao Governo, e este a acolher esses pareceres, estudar os projetos e tomar decisões”, enfatizam.

A ligação do Metro do Porto até à Trofa - definida no início da década de 90 e tendo-se decidido pela supressão da linha de comboio – foi contemplada no concurso da primeira fase de obra do metro.

Em 27 de Maio de 2006, durante a inauguração da linha do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, José Sócrates anunciou que a primeira fase do Metro do Porto acabava de encerrar. Faltava a linha da Trofa.

Em 2007, e como resultado de um processo negocial da Junta Metropolitana do Porto com o Governo, é acordado que a Linha da Trofa passaria a integrar a segunda fase sendo que, em caso de atraso, avançaria sozinha.

Em Dezembro de 2009 é lançado o concurso público internacional para a linha da Trofa que acaba por ser suspenso em Setembro de 2010.

Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011 | 19:10

Diário Digital / Lusa


quinta-feira, outubro 20, 2011

STCP quer ver estrutura da Metro do Porto adaptada até à fusão

Porto 24

O Conselho de Quadros da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) alertou, esta quinta-feira, para a necessidade de adaptar a estrutura da Metro do Porto (MP) antes de se promover a fusão entre as empresas.

“Nos últimos 10 anos, a STCP bloqueou a entrada de pessoal não operacional, enquanto a MP expandiu a sua estrutura, num plano que incluía 3 fases de construção, actualmente suspenso”, observa o Conselho de Quadros da STCP, num comunicado enviado às redacções.

Esta estrutura considera essencial “ajustar a estrutura da Metro do Porto à realidade pós-obra, à semelhança do que a STCP tem vindo a fazer”.

Só então deve promover-se a fusão das empresas, “sob pena de se passar a mensagem que o esforço de rendibilidade não é politicamente reconhecido”.

O Conselho de Quadros da STCP lembra que “a partilha de serviços entre as empresas foi uma realidade no passado”, destinando-se “a impedir o crescimento desnecessário de uma nova estrutura, como era o caso da Metro do Porto”.

Para além disso, o desenho da nova rede da STCP, concluído em 2007, foi já “feito numa lógica de complementaridade à rede da MP e não de concorrência”.

Assim, 80% da rede da STCP “desenvolve-se a mais de 300 metros de distância da rede do metro, representando os restantes 20% os necessários rebatimentos para existência de inter-modalidade”.

O comunicado do Conselho de Quadros sobre a reestruturação do Sector Empresarial do Estado manifesta “preocupação” de que o plano em curso para a Área Metropolitana do Porto implique “um agravamento do custo de transporte”, bem como “uma diminuição da oferta”, com “a extinção da rede madrugada e a redução do serviço nocturno”.

A estrutura da STCP lembra também que o Plano Estratégico de Transportes aponta um caminho “que esta empresa tem vindo a seguir desde há mais de uma década” e que a coloca como “a empresa pública de transporte rodoviário nacional mais competitiva”.

O ponto de partida da STCP “será eventualmente o ponto de chegada de outras empresas”, pelo que “as medidas a aplicar para cada uma das empresas devem ser diferentes e de acordo com rácios de produtividade demonstrados para cada uma delas”.

A STCP desde há muito tempo que “vem fazendo o seu trabalho de casa, em termos de reestruturação, infelizmente sem obter o mesmo nível de resposta da tutela”, critica.

“Foram apresentadas propostas de contratualização de serviço público em 2009, de reestruturação da dívida em 2009 e de reestruturação de pessoal em 2010, este último com parecer favorável de todos os parceiros sociais. Até hoje, a única resposta da tutela foi o silêncio”, afirmam.

O Conselho de Quadros sublinha igualmente que “o valor divulgado do custo médio anual de 25 mil euros por trabalhador relativamente à STCP transmite uma imagem errónea”, já que “o valor apresentado não é o valor que cada trabalhador leva para casa”, mas o “valor bruto acrescido dos encargos da entidade patronal com Segurança Social de 23,75%”.

A comparação de custos de pessoal com a função pública e com a média nacional serve, no entender do Conselho de Quadros, “um propósito estratégico”, gerando “uma divisão dentro da sociedade que é útil para marginalizar os trabalhadores do sector”.

16:49 - 20.10.2011

Por Redacção , com Lusa


Refer vai gerir linhas dos metros de Lisboa e Porto

Económico

Medida do Plano Estratégico dos Transportes associa-se à fusão dos metros com a Carris e STCP.

A Refer será a empresa responsável pela gestão das redes dos metropolitanos de Lisboa e do Porto, de acordo com as novas directivas do Plano Estratégico dos Transporte (PET) 2011-2015.

Sem dar pormenores sobre o assunto, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, avançou que "haverá fusão das operações [do Metro de Lisboa com a Carris e do Metro do Porto com a STCP] e as infra-estruturas passarão para a Refer", no passado dia 7 de Outubro, na Comissão de Economia e Obras Públicas para apresentação das linhas gerais do PET.

De fora fica a interferência da Refer em qualquer área rodoviária, até porque sairia da esfera de competências e do âmbito dos estatutos da empresa.

Na prática, esta medida reproduz o que já foi feito no passado em relação à rede ferroviária nacional, e que resultou na cisão da antiga CP em duas empresas: a CP, gestora de comboios; e a Refer, gestora da infra-estrutura.

Nuno Miguel Silva  

20/10/11 00:05


quarta-feira, outubro 19, 2011

Código de cores para daltónicos ColorAdd chega ao metro do Porto

Porto24

O ColorAdd, um código de cores universal para daltónicos inventado pelo designer portuense Miguel Neiva, vai ser implementado pela primeira vez na rede de metro do Porto.

O código será testado na estação de Santo Ovídio, em Gaia, que será inaugurada sábado, mas a intenção é alargar a todas as linhas do metropolitano.

O projecto-piloto “é de grande importância, pois vai permitir a centenas de pessoas daltónicas identificarem mais facilmente as linhas que pretendem utilizar”, explica Miguel Neiva, em comunicado.

Miguel Neiva, o criador do ColorAdd. Foto: Pedro Rios

Segundo a Metro do Porto, o ColorAdd vai ser implantado na estação de metro de Santo Ovídio (Linha Amarela), mas as intenções são de alargar a todas as estações do metropolitano do Porto.

“No futuro, confirmando-se o alargamento a toda a rede do Metro do Porto, serão milhares aqueles que beneficiarão da aplicação do ColorAdd”, conta Miguel Neiva.

A estação de metro escolhida, a de Santo Ovídio, tem a particularidade de ser a primeira subterrânea da cidade de Vila Nova de Gaia e vai ser também a primeira a ter um mapa em formato ColorAdd ao lado do mapa habitual.

O alargamento do projecto só será executado após a Metro do Porto realizar um inquérito aos utilizadores daltónicos, com o objectivo de conhecer as mais-valias da aplicação daquele código de cores.

O daltonismo, normalmente de origem genética, é uma perturbação da percepção visual caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores, manifestando-se muitas vezes pela dificuldade em distinguir o verde do vermelho.

21:53 - 12.10.2011

Por Redacção , com Lusa


terça-feira, outubro 18, 2011

Subway Life: Desenhar a vida que há numa carruagem de metro

Porto24

Alguns dos 500 desenhos que o designer e ilustrador António Jorge Gonçalves fez nas viagens de metro em todo o mundo estão expostos na Casa-Museu Teixeira Lopes, em Gaia. É a exposição “Subway Life“, que ficará em Gaia até 13 de Novembro.

António Jorge Gonçalves passou centenas de horas a viajar de metro em todo o mundo, para desenhar passageiros anónimos.

Os primeiros desenhos foram feitos em finais dos anos 1990, quando o ilustrador vivia em Londres e, a partir daí, definido esse “jogo do mecanismo do acaso”, traçou um mapa por outras 9 cidades, que abrangessem todos os continentes, para se perceber – ou não – as diferenças sociais e culturais.

Além de Londres, o autor registou passageiros em Lisboa, Tóquio, Estocolmo, São Paulo, Berlim, Atenas, Nova Iorque, Moscovo e Cairo.

Segunda-feira, 17.10.2011

Por Redacção , com Lusa


domingo, outubro 16, 2011

Menezes critica "má gestão" da Metro do Porto e diz que está "de mãos lavadas"

Lusa/European Press Photo Agency

Gaia, 15 out (Lusa) -- O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, criticou hoje a "má gestão" da Metro do Porto, afirmando que é o único autarca que está "de mãos lavadas", porque nunca pertenceu à administração da empresa.

Nunca pertenci à administração do Metro. Sou o único autarca da Área Metropolitana do Porto que tem as mãos lavadas nos custos do Metro. Agora, houve lá muitos que estiveram como presidentes, como gestores, que têm fama de grandes gestores, e os resultados estão à vista", afirmou Menezes, numa visita à nova estação de metro de Santo Ovídio, Gaia.

Na opinião do autarca, a Metro do Porto teve "quase uma década de muito pouca responsabilidade, de má gestão, de obras sumptuárias, de estações enterradas onde deviam ser desenterradas, de mármore onde devia ser granito, de um custo de 33 milhões de euros por quilómetro de um equipamento que deveria ter custado sete ou oito milhões por quilómetro".

Monica Freilão (LUSA)

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.


sábado, outubro 15, 2011

Metro em Santo Ovídio

A partir de 15 de Outubro
A Estação de Santo Ovídio entra em funcionamento a 15 de Outubro, passando a integrar a operação regular da Linha Amarela (D) do Metro do Porto. A nova Estação - agora o término Sul da Linha Amarela -, é primeira subterrânea de Vila Nova de Gaia é a 81ª Estação da rede do Metro - a 15ª enterrada -, localizando-se sob a rotunda de Santo Ovídio.
Com acessos facilitados pelos 4 elevadores, 8 escadas rolantes e 4 rampas de acesso - garantindo o acesso às urbanizações na envolvência -, a nova Estação da Linha D conta com dois cais de embarque, em ambos os sentidos da operação. O primeiro Metro do dia sai de Santo Ovídio às 6h00 e o último à 1h03, tendo um horário de funcionamento entre as 6h e a 1h. A frequência de passagem no período de maior movimento (7h às 20h) ronda os 6 minutos e nos restantes períodos do dia o tempo médio de espera é de 12 minutos.
Em termos de bilhética e tarifário, a nova Estação está integrada na zona S8 (em Gaia, desde o Jardim do Morro até Santo Ovídio), o que significa que não haverá acréscimo de custos de tarifário para as pessoas que circulam diariamente nesta zona. Para os novos clientes, convém referir que toda a Linha Amarela pode ser feita com um título de transporte Z2 (1,10€) ou com uma assinatura mensal Z3 (36,5€). 10 minutos é tempo o necessário para chegar de Santo Ovídio até à baixa da cidade do Porto (São Bento). Já a ligação entre a nova Estação e a Estação central de toda a rede do Metro do Porto, a Trindade, pode ser feita em 13 minutos. Quem percorrer toda a Linha Amarela (Santo Ovídio - Hospital de São João), pode contar com uma viagem de 25 minutos.

Estação de Santo Ovídio abre às 06:00 de sábado

O Metro do Porto anunciou que, às 06:00 de sábado, entra em funcionamento comercial regular o serviço de metro até à nova estação de Santo Ovídio, em Gaia.                         
                                 
                        
A abertura desta estação, a 81.º da rede e a 1.ª subterrânea em Gaia, assinala a conclusão da extensão e requalificação da Linha Amarela.
Em comunicado, a empresa refere que «o primeiro metro do dia sairá de Santo Ovídio às 06:00 e o último às 01:03», acrescentando que «a frequência de passagem no período de maior movimento (horas de ponta) ronda os seis minutos e nos restantes períodos do dia o tempo médio de espera é de 12 minutos».
Esta nova estação está integrada na zona G8, o que significa «que não haverá acréscimo de custos de tarifário para as pessoas que circulam diariamente nesta zona», sublinha a empresa.
Através desta extensão da linha, de cerca de 600 metros, os utentes fazem o percurso Santo Ovídio/São Bento (baixa do Porto) em 10 minutos.
A extensão desta linha representa um investimento total de 36.711 milhões de euros, tendo a obra sido iniciada em 16 de Novembro de 2009.
14.OUT.2011  16:48 / Vida
                         

sexta-feira, outubro 14, 2011

Governo obriga Metro do Porto a cancelar cerimónia de inauguração de Santo Ovídio

A cerimónia de inauguração da Estação de Santo Ovídio da Linha Amarela (D) do Metro do Porto, que estava marcada para sábado, acaba de ser cancelada. A empresa "perde desculpas pelo incómodo".
Amanhã começa a funcionar a última estação da rede
 (PÚBLICO (Arquivo))
A cerimónia prevista passava por um encontro com início na Estação da Trindade, com partida às 10h30, para uma viagem de abertura do novo troço até Santo Ovídio. O evento contava com a presença do conselho de Administração da Metro do Porto, e tinha previsto discursos de Ricardo Fonseca, o presidente da empresa, e também os dos autarcas do Porto, Rui Rio, e de Gaia, Luís Filipe Menezes.
Num comunicado agora divulgado, a empresa diz que "por motivos que são totalmente alheios à Metro do Porto, e na sequência de indicações expressas nesse sentido por parte da Secretaria de Estado dos Transportes, é cancelada a Cerimónia de Inauguração". No mesmo comunicado, pede desculpas "a todas as entidades públicas e privadas convidadas para o evento pelo súbito e imprevisto cancelamento do mesmo". Estavam convidadas cerca de 300 pessoas, apurou o PÚBLICO, para uma cerimónia que seria "necessariamente sóbria".
A ordem veio do gabinete do secretário de Estado, Sérgio Monteiro, que impôs que por "inauguração" se entendesse apenas a abertura ao público e o arranque da operação comercial regular naquela linha. Fonte do gabinete confirmou ao PÚBLICO que depois do anúncio ontem do primeiro-ministro, e da apresentação pública das linhas gerais do duríssimo Orçamento de Estado com que o país se vai governar em 2012, todos deverão perceber que não há margem para fazer grandes inaugurações.
Esta "proibição" enviada na véspera do evento, apanhou muita gente de surpresa. Da câmara de Gaia, ainda chegaram convocatórias, às 12h00, para o evento onde Luís Filipe Menezes entraria às 10h30 da manhã na estação "Câmara de Gaia" para receber os convidados com destino à estação de Santo Ovídeo. Mas a notícia do cancelamento surgia vinte minutos depois.
Já durante a tarde, o presidente da câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, envia uma nota onde dá conta da sua concordância com a decisão do governo, e que considera "adequada à época de austeridade em que vivemos, nomeadamente quando estão em causa investimentos cuja conceptualização foi marcada por excessos despesistas".
Mas não resiste a, de algum modo, assinalar a data, e anuncia a pretensão de visitar, acompanhado dos vereadores, não a Estação de Metro, mas a Rotunda de Santo Ovídio, "o ponto nevrálgico da obra" para o qual a autarquia deu "um importante contributo para a sua concepção e construção".
14.10.2011 - 11:53 Por Luísa Pinto

segunda-feira, outubro 10, 2011

Fusão do Metro do Porto arrisca compensação à Barraqueiro

Uma futura fusão entre as operações do Metro do Porto e da STCP pode colocar problemas à empresa que gere o sistema de metropolitano ligeiro da cidade. Isto porque pode ser necessário alterar os pressupostos do contrato de concessão, implicando que a empresa tenha que compensar a Via Porto (grupo Barraqueiro) pela alteração.
Por outro lado, esta questão pode dar mais fôlego ao processo que a Transdev interpôs contra a Via Porto a pedir a "caducidade" da adjudicação. Recorde-se que até 2010 foi a Transdev a concessionária do sistema de metro da cidade do Porto, mas quando o prazo da concessão chegou ao fim, o anterior Governo lançou um novo concurso que adjudicou ao grupo Barraqueiro. Esse contrato foi adjudicado tendo por base uma organização da empresa Metro do Porto que pode vir a ficar muito diferente e que, por isso, deverá dar lugar à renegociação do contrato. Neste caso, o Estado terá que ter em atenção os níveis de tráfego do metro, visto que, mesmo que desçam bastante, terá sempre que pagar ao consórcio.
10 Outubro 2011 | 07:49
Alexandra  Noronha - anoronha@negocios.pt

sexta-feira, outubro 07, 2011

Reacção dos sindicatos à fusão

O Metro do Porto e a STCP vão passar a ser uma só empresa. A medida, anunciada esta sexta-feira pelo Governo, só vem «juntar mais problemas», na opinião do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos (STRUN). Já outro sindicato admite que a fusão é vai ser «benéfica».
Do lado da STURN, «não sabemos bem o que vai acontecer, mas achamos que é uma desresponsabilização do Governo porque são duas empresa que nada têm em comum», referiu o presidente daquele sindicato, Fernando Oliveira, em declarações à agência Lusa.
«A STCP é uma empresa com preocupações sociais» e faz parte do setor empresarial do Estado, ao passo que a Metro do Porto é «uma empresa semiprivada cujo objectivo é ter lucro», visto que a sua operação e manutenção foi entretanto subconcessionada ao consórcio ViaPorto.
«Para nós é ponto assente que a fusão não dá qualquer garantia de que vai melhorar a mobilidade da população da região do Porto, que por isso não vai ter benefício nenhum» com a medida, acrescentou Fernando Oliveira, frisando, porém, ser a favor de uma «gestão rigorosa» das duas empresas.
STCP «totalmente contra»
A Comissão de Trabalhadores da STCP declarou-se «totalmente contra» a fusão, por serem duas empresas com «realidades diferentes».
«A Metro do Porto já se orienta por linhas de privatização e a STCP não, é uma empresa do sector empresarial do Estado na íntegra», apontou o presidente daquela estrutura, Ricardo Cunha.
«Isto é única e simplesmente, uma privatização à la carte». A decisão «pode pôr em causa postos de trabalho e condicionar direitos dos trabalhadores, o que liminarmente repudiamos».
Ricardo Cunha criticou ainda «o secretário de Estado dos Transportes e o ministro da Economia por denegrirem os trabalhadores» com declarações sobre as «mordomias» que estes terão.
Fusão «benéfica» porquê?
O Sindicato Nacional dos Motoristas, com forte implantação na STCP, admitiu, por sua vez, que a «fusão será benéfica, porque vai criar uma única empresa, com uma única administração».
«Mas não sabemos quais os objectivos concretos pretendidos», ressalvou também o seu presidente, Jorge Costa.
«Vamos ter de aguardar mais uns dias». O responsável lamentou «as declarações que têm vindo a público através de pessoas com algumas responsabilidades sobre as regalias que os trabalhadores possuem, que não correspondem à realidade».
A administração da STCP e da Metro do Porto informaram a agência Lusa, através de fontes oficiais, que «por enquanto» e «oficialmente» nada têm a dizer sobre as intenções governamentais.
PorRedacção  V  2011-10-07 20:40

Transportes: as fusões que aí vêm

Empresas estão numa situação «insustentável». Governo quer programa de investimentos «responsável»
É mais do que um dois em um: o Governo pretende fundir seis empresas de transportes em três. Metro de Lisboa e Carris passam a ser a Empresa de Transportes de Lisboa, Trantejo e Soflusa passam a integrar uma empresa designada apenas por Transtejo e Metro do Porto e STCP dão lugar à Empresa de Transportes do Porto.
Isso mesmo foi anunciado esta sexta-feira pelo ministro da Economia na Comissão de Economia e Obras Públicas, durante a apresentação das linhas gerais do Plano Estratégico dos Transportes. Neste documento, admitiu, há «medidas impopulares».
Ainda ontem, na TVI24, Marques Mendes antecipou-se ao Governo, adiantando que o Executivo se preparava para efectuar fusões entre algumas destas empresas de transportes.
Hoje, o ministro da Economia acabou por esclarecer quais eram e disse ainda que «importante também, para travar a situação insustentável [em que se encontram estas empresas] é avançar com um programa responsável de investimentos».
Esses investimentos «só avançarão se aumentarem a competitividade» ou se não se fizessem viessem a «comprometer a segurança dos passageiros».
O Metro de Lisboa reagiu a este anúncio comentando apenas que «cumpre as orientações do accionista».
Quanto à fusão entre do Metro do Porto e a STCP, os sindicatos não têm opiniões consensuais.
No caso da Transtejo, o grupo apoia a decisão, enquanto os sindicatos querem mais esclarecimentos.
Transportes marítimos: que medidas?
Em relação ao mar, um «activo estratégico», que representa «72% do comércio internacional», Álvaro Santos Pereira adoptou outro discurso: a ideia é levar avante um «esforço da manutenção do investimento».
E avançou com números: o investimento a realizar «será na ordem dos 2,5 milhões de euros».
Sobre o TGV, o ministro disse que, «mais do que projectos megalómanos sem viabilidade financeira, é muito importante que Portugal tenha uma linha de mercadorias [ligada] à Europa». E é por aí que vai trilhar caminho.
Ficou ainda a garantia de que o novo aeroporto não vai avançar, embora o Governo não descarte que o projecto vá avante no futuro.
E, no que toca às SCUT, Santos Pereira assegurou que todas vão ter portagens até ao final deste mês.
PorRedacção  VC 2011-10-07 17:19

terça-feira, outubro 04, 2011

Mais de 6.300 utilizadores já instalaram o iMetroPorto

Diário Digital

A Metro do Porto anunciou hoje que 6.319 utilizadores já instalaram a aplicação gratuita para telemóveis e “tablets” que permite obter em tempo real informações sobre toda a rede, como preço dos percursos e horários.                                                                          

“O sucesso da aplicação que disponibiliza ‘tudo sobre o metro em todo o lado’ é expresso nos números de downloads que já foram feitos em apenas duas semanas, nos comentários e avaliações positivas dos utilizadores e no carácter inovador do sistema”, refere a empresa em comunicado.

Denominada iMetro, esta aplicação, que está disponível em português e inglês, pode ser descarregada na iTunes Store ou no Android Market.

O iMetroPorto permite consultar horários, preços, estações, percursos e serviços complementares à rede. Através do planeamento de viagem, o utilizador sabe de imediato o custo do título e da assinatura mensal desse percurso, o tempo previsto da viagem e o de espera.

Diário Digital / Lusa

terça-feira, 4 de Outubro de 2011 | 13:49


sábado, outubro 01, 2011

Metro do Porto em Santo Ovídio em meados de Outubro


A Metro do Porto inaugura na segunda semana de Outubro a extensão da linha Amarela até Santo Ovídio, em Gaia, a sua última obra adjudicada, desconhecendo-se quando poderá a empresa lançar novos carris na Área Metropolitana do Porto.
A obra, que representa um investimento global de cerca de 31 milhões de euros e arrancou em finais de 2009, implicou a construção de um túnel a cerca de oito metros de profundidade, sob a rotunda de Santo Ovídio.
De acordo com fonte da empresa, esta sexta-feira reabrem ao trânsito todos os acessos até agora condicionados devido à obra, com excepção da ligação subterrânea da autoestrada A1 (Porto-Lisboa) à rotunda.
É neste túnel que se situa a nova estação do metro - Santo Ovídio -, a primeira subterrânea em Gaia, que através da abertura de 26 clarabóias recebe luz directa, conta com elevadores, escadas rolantes e rampas de acesso.
O túnel acolhe também a circulação rodoviária de ligação da A1 à avenida da República, por baixo da plataforma ferroviária.
Esta ligação rodoviária não está, porém, ainda concluída, faltando apenas colocar alguns equipamentos, como ventilação e videovigilância, acrescentou a fonte da empresa.
A construção deste túnel implicou a utilização de 13.900 metros cúbicos de betão, 1.570 toneladas de ferro e o equivalente a 10 quilómetros em estacas.
No âmbito desta empreitada foi também construída a interface Metro/Bus de D. João II, bem como a pala de cobertura desta estação, melhorando a comodidade e qualidade do serviço nesta linha.
A intervenção do Metro do Porto em Santo Ovídio, que sofreu atrasos de meio ano, envolveu ainda uma requalificação urbanística naquela que é uma das principais portas de entrada do centro de Gaia.
No âmbito da segunda fase de desenvolvimento da rede estava prevista a extensão desta linha a Laborim e a Vila D'Este, mas a crise obrigou a suspender o processo.
A Metro do Porto enviou em Dezembro do ano passado à tutela o processo para o lançamento do concurso público das linhas da segunda fase, mas o anterior governo decidiu suspendê-lo.
Neste pacote de expansão da rede está prevista ainda a construção da nova linha de Campanhã a Valbom (Gondomar), da ligação Matosinhos Sul-Estação de S. Bento (Porto) e da linha Senhora da Hora -Hospital de S. João.
A ligação à Trofa esteve também incluída nesta fase, contudo, o concurso para a sua construção foi anulado em Dezembro de 2010.
2011/09/30

quinta-feira, março 13, 2008

Ryanair oferece viagens a partir do Porto

Turisver


A Ryanair está hoje a oferecer bilhetes para os seus voos à partida do Porto, na estação de Metro da Trindade.
Para ganhar um bilhete grátis para qualquer um dos destinos da companhia a partir do Porto basta dirigir-se à estação de Metro da Trindade, no Porto, ao meio-dia, na zona exterior da entrada principal, com um símbolo de um dos países para onde pretende viajar. Formada uma fila, as primeiras 100 pessoas receberão bilhetes duplos.
A Ryanair oferece o voo, não as taxas, que em qualquer caso não ultrapassam os 64 euros (ida e volta). Madrid, Barcelona-Gerona, Valência, Bristol, Milão-Bergamo, e Dublin, são os destinos da Ryanair a partir do Porto.

2008/03/13

Metro "rouba" passageiros à STCP

Universidade do Porto


STCP apresenta resultado líquido negativo de 26.680 milhões de euros, atingindo situação de falência técnica e com recuperação difícil prevista.

Os proveitos operacionais da STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) no ano de 2007 foram 3% inferiores aos do ano anterior, devido exclusivamente à diminuição das receitas que resultam da prestação de serviços. Os dados foram divulgados esta terça-feira durante a sessão de apresentação do relatório de contas anual da empresa.

A diminuição dos proveitos provenientes da prestação de serviços, que são uma fatia de cerca de 73% do bolo total de receitas, deve-se principalmente a uma quebra da procura resultante da concorrência de outros meios de transportes como o Metro.

Os custos operacionais explicam-se pelo investimento de 23 milhões de euros na nova frota, que conta agora com 80 novos autocarros a gás natural. A remodelação remonta a 1998 e desde então a empresa ja despediu 1.189 trabalhadores que ocupavam empregos agora considerados obsoletos. No ano passado, num esforço de contenção nos custos operacionais, a empresa despediu mais 50 trabalhadores. Quanto aos custos financeiros houve um aumento considerável de 45% que traduz o aumento da dívida de médio e longo prazo, que passou de 111 milhões para 231 milhões.

O ano de 2007 foi um ponto de viragem para a STCP, segundo o relatório de contas. Foram implementadas novas redes de transportes e um novo sistema de venda de bilhetes. Enquanto operador mais importante da Área Metropolitana do Porto, a STCP transporta cerca de 62% dos utentes de transportes públicos. Mais de metade da frota é a gás natural o que resultou numa poupança da 1,8 milhões em 2007 para a empresa e uma diminuição de 10% na emissão de CO2 em relação ao ano anterior.

Prejuízo no serviço social

O insuficiente tarifário social levou a STCP a investir 6,3 milhões de euros. O serviço social consiste nas denominadas linhas Z (serviço nocturno, fins de semana e a rede de madrugada) que apresentam prejuízo. Apesar de a utilização dos transportes públicos na Área Metropolitana do Porto ter crescido 9% nos últimos quatro anos o apoio do Estado continua a ser muito reduzido.



Metro do Porto admite a concurso todas as oito propostas

Dinheiro Digital


As propostas dos oito consórcios que concorreram à construção da linha de Gondomar do Metro do Porto foram todas admitidas, após a análise da comissão constituída para o efeito, disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

A maior parte das empresas que integram os consórcios concorrentes é portuguesa, havendo três constituídos unicamente por empresas nacionais.

É o caso do que integra a Mota-Engil, a Somague e a Soares da Costa (as três maiores empresas nacionais do sector), a Monte Adriano e a Efacec.

Outra proposta junta a Lena, a Abrantina e a Bento Pedroso e o terceiro consórcio nacional integra a Conduril e a Tecnovia.

As espanholas Isolux e Corsan-Corvian concorrem com as nacionais DTS (Domingos da Silva Teixeira) e Alexandre Barbosa Borges (ABB), enquanto a Teixeira Duarte (número quatro do sector em Portugal) se apresenta com a OFM e a francesa Thales.

A Ramalho Rosa, a FDO, a Gabriel Couto e a espanhola FCC aparecem também juntas numa proposta, enquanto a Zagope concorre com a Hagen e a Siemens e a Edifer aparece aliada à Opway.

A linha de Gondomar terá cerca de 6,5 quilómetros de extensão e um total de dez estações, ligando o Estádio do Dragão à Venda Nova, em Rio Tinto, Gondomar.

O prazo de execução é de 21 meses a contar da data de adjudicação e inclui um túnel com 980 metros de extensão.

Saindo do Estádio do Dragão, a linha vai à estação de Contumil da CP, ainda no Porto e toca o Parque Nascente, centro de Rio Tinto e zona da Lourinha.

O início de operações desta linha está previsto para final de 2010 ou início de 2011.

Está estabelecido, nos termos do concurso, que, para o apuramento do consórcio vencedor, o preço terá um factor de ponderação de 40 por cento, tanto quanto o atribuído à qualidade técnica do projecto.

Os restantes 20 por cento vão para o prazo de construção.


Diário Digital / Lusa

11-03-2008 16:04:00

sábado, março 08, 2008

Metro com carruagens mais rápidas

Póvoa Semanário


A Linha de Metro que faz a ligação entre a Póvoa de Varzim e o Porto irá disponibilizar, até ao final deste ano, as novas carruagens que vão conferir mais velocidade ao trajecto e oferecer maior comodidade aos passageiros. A revelação foi feita por Mário Almeida, presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde – e membro do Conselho de Administração da empresa Metro – entidades que ontem estiveram reunidas para fazer um ponto de situação das obras em curso e dos projectos a serem realizados no concelho no âmbito do metropolitano de superfície.

Miguel Pinto