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sexta-feira, outubro 07, 2011
Transportes: as fusões que aí vêm
terça-feira, outubro 04, 2011
Mais de 6.300 utilizadores já instalaram o iMetroPorto
A Metro do Porto anunciou hoje que 6.319 utilizadores já instalaram a aplicação gratuita para telemóveis e “tablets” que permite obter em tempo real informações sobre toda a rede, como preço dos percursos e horários.
“O sucesso da aplicação que disponibiliza ‘tudo sobre o metro em todo o lado’ é expresso nos números de downloads que já foram feitos em apenas duas semanas, nos comentários e avaliações positivas dos utilizadores e no carácter inovador do sistema”, refere a empresa em comunicado.
Denominada iMetro, esta aplicação, que está disponível em português e inglês, pode ser descarregada na iTunes Store ou no Android Market.
O iMetroPorto permite consultar horários, preços, estações, percursos e serviços complementares à rede. Através do planeamento de viagem, o utilizador sabe de imediato o custo do título e da assinatura mensal desse percurso, o tempo previsto da viagem e o de espera.
Diário Digital / Lusa
terça-feira, 4 de Outubro de 2011 | 13:49
sábado, outubro 01, 2011
Metro do Porto em Santo Ovídio em meados de Outubro
quinta-feira, março 13, 2008
Ryanair oferece viagens a partir do Porto
A Ryanair está hoje a oferecer bilhetes para os seus voos à partida do Porto, na estação de Metro da Trindade.
Para ganhar um bilhete grátis para qualquer um dos destinos da companhia a partir do Porto basta dirigir-se à estação de Metro da Trindade, no Porto, ao meio-dia, na zona exterior da entrada principal, com um símbolo de um dos países para onde pretende viajar. Formada uma fila, as primeiras 100 pessoas receberão bilhetes duplos.
A Ryanair oferece o voo, não as taxas, que em qualquer caso não ultrapassam os 64 euros (ida e volta). Madrid, Barcelona-Gerona, Valência, Bristol, Milão-Bergamo, e Dublin, são os destinos da Ryanair a partir do Porto.
2008/03/13
Metro "rouba" passageiros à STCP
STCP apresenta resultado líquido negativo de 26.680 milhões de euros, atingindo situação de falência técnica e com recuperação difícil prevista.
Os proveitos operacionais da STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) no ano de 2007 foram 3% inferiores aos do ano anterior, devido exclusivamente à diminuição das receitas que resultam da prestação de serviços. Os dados foram divulgados esta terça-feira durante a sessão de apresentação do relatório de contas anual da empresa.
A diminuição dos proveitos provenientes da prestação de serviços, que são uma fatia de cerca de 73% do bolo total de receitas, deve-se principalmente a uma quebra da procura resultante da concorrência de outros meios de transportes como o Metro.
Os custos operacionais explicam-se pelo investimento de 23 milhões de euros na nova frota, que conta agora com 80 novos autocarros a gás natural. A remodelação remonta a 1998 e desde então a empresa ja despediu 1.189 trabalhadores que ocupavam empregos agora considerados obsoletos. No ano passado, num esforço de contenção nos custos operacionais, a empresa despediu mais 50 trabalhadores. Quanto aos custos financeiros houve um aumento considerável de 45% que traduz o aumento da dívida de médio e longo prazo, que passou de 111 milhões para 231 milhões.
O ano de 2007 foi um ponto de viragem para a STCP, segundo o relatório de contas. Foram implementadas novas redes de transportes e um novo sistema de venda de bilhetes. Enquanto operador mais importante da Área Metropolitana do Porto, a STCP transporta cerca de 62% dos utentes de transportes públicos. Mais de metade da frota é a gás natural o que resultou numa poupança da 1,8 milhões em 2007 para a empresa e uma diminuição de 10% na emissão de CO2 em relação ao ano anterior.
Prejuízo no serviço social
O insuficiente tarifário social levou a STCP a investir 6,3 milhões de euros. O serviço social consiste nas denominadas linhas Z (serviço nocturno, fins de semana e a rede de madrugada) que apresentam prejuízo. Apesar de a utilização dos transportes públicos na Área Metropolitana do Porto ter crescido 9% nos últimos quatro anos o apoio do Estado continua a ser muito reduzido.
Metro do Porto admite a concurso todas as oito propostas
As propostas dos oito consórcios que concorreram à construção da linha de Gondomar do Metro do Porto foram todas admitidas, após a análise da comissão constituída para o efeito, disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.
A maior parte das empresas que integram os consórcios concorrentes é portuguesa, havendo três constituídos unicamente por empresas nacionais.
É o caso do que integra a Mota-Engil, a Somague e a Soares da Costa (as três maiores empresas nacionais do sector), a Monte Adriano e a Efacec.
Outra proposta junta a Lena, a Abrantina e a Bento Pedroso e o terceiro consórcio nacional integra a Conduril e a Tecnovia.
As espanholas Isolux e Corsan-Corvian concorrem com as nacionais DTS (Domingos da Silva Teixeira) e Alexandre Barbosa Borges (ABB), enquanto a Teixeira Duarte (número quatro do sector em Portugal) se apresenta com a OFM e a francesa Thales.
A Ramalho Rosa, a FDO, a Gabriel Couto e a espanhola FCC aparecem também juntas numa proposta, enquanto a Zagope concorre com a Hagen e a Siemens e a Edifer aparece aliada à Opway.A linha de Gondomar terá cerca de 6,5 quilómetros de extensão e um total de dez estações, ligando o Estádio do Dragão à Venda Nova, em Rio Tinto, Gondomar.
O prazo de execução é de 21 meses a contar da data de adjudicação e inclui um túnel com 980 metros de extensão.
Saindo do Estádio do Dragão, a linha vai à estação de Contumil da CP, ainda no Porto e toca o Parque Nascente, centro de Rio Tinto e zona da Lourinha.
O início de operações desta linha está previsto para final de 2010 ou início de 2011.
Está estabelecido, nos termos do concurso, que, para o apuramento do consórcio vencedor, o preço terá um factor de ponderação de 40 por cento, tanto quanto o atribuído à qualidade técnica do projecto.
Os restantes 20 por cento vão para o prazo de construção.
11-03-2008 16:04:00
sábado, março 08, 2008
Metro com carruagens mais rápidas
A Linha de Metro que faz a ligação entre a Póvoa de Varzim e o Porto irá disponibilizar, até ao final deste ano, as novas carruagens que vão conferir mais velocidade ao trajecto e oferecer maior comodidade aos passageiros. A revelação foi feita por Mário Almeida, presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde – e membro do Conselho de Administração da empresa Metro – entidades que ontem estiveram reunidas para fazer um ponto de situação das obras em curso e dos projectos a serem realizados no concelho no âmbito do metropolitano de superfície.
Miguel Pinto
segunda-feira, março 03, 2008
Exercício da Protecção Civil vai paralisar linha do Aeroporto domingo de manhã
Porto, 29 Fev (Lusa) - O serviço do Metro do Porto vai ser interrompido, domingo de manhã, na Linha E (Linha do Aeroporto), entre as 09:30 e as 12:30, devido à realização de um exercício da Protecção Civil, disse hoje à Lusa fonte da empresa.
O exercício que é realizado em articulação com as forças de Protecção Civil, envolve um simulacro de acidente no túnel que antecede a Estação do Aeroporto, na Linha E (Violeta), acrescentou a fonte da empresa.
Este exercício de Protecção Civil obrigará ao condicionamento da circulação neste mesma linha, entre a Estação dos Verdes e a do Aeroporto, naquele horário.
Durante o decorrer do simulacro, denominado "Exercício Violeta", o Metro do Porto disponibiliza um serviço de transportes alternativos em autocarro, válido para clientes portadores de título Andante.
Este serviço tem paragem nas estações dos Verdes, Botica e Aeroporto, garantindo a mobilidade de todos os clientes do sistema.
De igual modo, estão assegurados todos os mecanismos de informação e encaminhamento.
Este é o nono exercício de Protecção Civil executado na rede do Metro do Porto desde o início da operação experimental, em 2002.
PF.
Lusa/Fim
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-02-29 18:20:01
Metro em S. João da Madeira "é fatal como o destino"
Convidado para falar sobre a mobilidade urbana na Grande Área Metropolitana do Porto na qualidade de vice-presidente da Junta Metropolitana do Porto, Castro Almeida voltou a garantir, na última quinta-feira, que o Metro do Porto chegará a Santa Maria da Feira e S. João da Madeira. Em resposta às vozes que contestam essa expansão, o presidente da câmara disse mesmo “não lhe passar pela cabeça que não haja metro em S. João da Madeira”, reconhecendo, no entanto, que a rede deste não será igual àquela que opera no Porto. “Seria impensável entrar em S. João da Madeira e parar de 800 em 800 metros até ao Porto”, alega Castro Almeida, preocupado em garantir, sim, a conexão entre as duas linhas.
“É fatal como o destino que vai haver metro em S. João da Madeira e Santa Maria da Feira, assim como há a 30 quilómetros a norte do Douro”, vaticinou.
O presidente da câmara falava no Europarque durante um seminário sobre “Mobilidade Sustentável”, organizado pela EDV Energia, onde aproveitou ainda para questionar o atraso no arranque das Autoridades Metropolitanas dos Transportes, previstas para o Porto e Lisboa.
Recorde-se que os geógrafos Álvaro Domingues e Rio Fernandes manifestaram-se recentemente contra a expansão do metro até S. João da Madeira, recomendando antes o recurso a comboios suburbanos. Questionado pelo LABOR, Castro Almeida não esclareceu se aceita ou não a sugestão dos especialistas.
Por: Anabela S. Carvalho
domingo, março 02, 2008
Entre em palco nas Estações do Metro
«Life & Go!»: Entre em palco nas Estações do Metro
O Metro do Porto, em parceria com a Vodafone e com o Rock in Rio Lisboa, leva a música às estações da rede. Na próxima semana, os palcos do Metro estão abertos à participação de todos, com muita música e animação.
Nesta acção «Live & Go!», os clientes são convidados a cantar com a banda Vodafone Música e a poder ganhar bilhetes para o Rock in Rio 2008.
O «Life & Go!» tem três sessões diárias – às 8H30, 13H00 e 18H00 –, em três estações do Metro do Porto: Bolhão (no dia 3 de Março), Campo 24 de Agosto (dia 4 de Março) e Casa da Música (dia 5 de Março).
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Greve das 07:00 às 09:00 entre 2ª e 6ª-feira
A Metro do Porto anunciou hoje que poderão ocorreu «alguns condicionamentos pontuais no serviço» entre segunda e sexta-feira, das 07:00 às 09:00, devido a uma greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Maquinistas do Caminho-de-Ferro (Smaq).
Contactado pela agência Lusa, Ilídio Pinto, do Smaq, referiu que a greve se deve à interrupção pela Trandev, operadora do Metro do Porto, das negociações sobre o acordo de empresa e o regulamento de carreiras.
Ilídio Pinto salientou que a principal reivindicação do sindicato, que a Transdev ainda não aceitou, é o pagamento de subsídio de transporte aos trabalhadores que têm de utilizar automóvel próprio para se deslocar para o trabalho.
«Há maquinistas que têm de se deslocar às 03:30 ou 04:00 de sua casa para o local de trabalho utilizando o carro próprio, porque não têm transporte público», afirmou.
Ilídio Pinto referiu que o sindicato vai contestar o despacho do Governo que decretou os serviços mínimos para esta greve, por considerar que a decisão «não é legal».
«Isto não são serviços mínimos. Na Linha Verde, por exemplo, que tem 10 comboios por hora, obrigam-nos a passar com seis. É mais do que 50 por cento», salientou.O despacho obriga a um mínimo de 36 maquinistas a trabalhar nas duas horas de greve.
Segundo Ilídio Pinto, trabalham no Metro do Porto cerca de 200 maquinistas, dos quais 180 são sindicalizados no Smaq.
25-01-2008 19:46:00
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Metro em Festival de Cinema em Paris
| om a curta-metragem «Homenzinho», de Tiago Guedes |
| O Metro do Porto foi seleccionado para a competição oficial do 16º Festival CinéRail – Festival Internacional de Cinema, Comboios e Metro –, que tem lugar em Paris, França, entre 20 e 26 de Fevereiro. O Metro do Porto apresenta-se nesta prestigiada mostra internacional de cinema promovida pela International Union of Railways – UIC com a curta-metragem «Homenzinho». O filme português a concurso neste certame dedicado ao cinema sobre e com comboios e metros é a curta-metragem «Homenzinho», dirigida por Tiago Guedes, Jorge Coelho e Rita Barbosa, numa co-produção Curtas Vila do Conde e Take it Easy, patrocinada pelo Metro do Porto no âmbito do Festival de Curtas Metragens de Vila do Conde. Com participação de António Durães, Rodrigo Santos e João Maya, a acção de «Homenzinho» decorre quase inteiramente no sistema do Metro do Porto. São 6 minutos e 15 segundos de ficção no espaço das linhas e das estações da rede. O CinéRail 2008 reúne cerca de 50 filmes e documentários originários de 20 países (França, China, Alemanha, Inglaterra, Dinamarca, Itália, Espanha, Canadá, Austrália, Estados Unidos, entre outros). O Metro do Porto é a única representação portuguesa no Festival. Dirigido não apenas a profissionais e especialistas do sector dos transportes e, concretamente, dos comboios e metros, mas ao público em geral, o 16º CinéRail é dos principais acontecimentos culturais agendados para este mês em Paris, integrando, entre os membros do seu júri, nomes relevantes do cinema e das artes francesas. Nesta 16ª edição, o CinéRail atribui prémios nas categorias de Ficção, Documentário e ainda um prémio do público. O 16º CinéRail decorre simultaneamente em dois espaços da capital francesa: no "Les 7 Parnassiens" Cinema Theatre (98, Boulevard du Montparnasse) e na sede da International Union of Railways – UIC (16, Rue Jean Rey). A curta-metragem «Homenzinho», apresentada pelo Metro do Porto, é exibida neste local, na tarde de sexta-feira, dia 22 de Fevereiro. |
| Metro do Porto, 15 de Fevereiro |
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Maquinistas em greve contra interrupção de negociações
( 09:32 / 28 de Janeiro 08 )
Os maquinistas do Metro do Porto paralisaram esta segunda-feira entre as 7:00 e as 9:00 em protesto contra a interrupção das negociações para um Acordo de Empresa e a Regulamentação de Carreiras. Estes funcionários repetem esta greve neste mesmo horário até sexta-feira.
Os maquinistas do Metro do Porto paralisaram durante a manhã desta segunda-feira, entre as 7:00 e as 9:00, em protesto contra a interrupção das negociações sobre o Acordo de Empresa e a Regulamentação de Carreiras.
Ouvido pela TSF, o sindicalista Ilídio Pinto explicou que o acordo de trabalho que os funcionários do Mero portuense pretendem «pressupõe um regime de trabalho, um horário, as entradas e saídas de serviço».
«A Transdev obriga os trabalhadores a entrara a qualquer hora do dia e da noite. Quem assume as custas deste transporte é o trabalhador e o trabalhador quer que a Transdev assuma, se não em todo, parte desses mesmos custos», explicou.
Este sindicalista do Sindicato dos Maquinistas exigiu ainda um Regulamento de Carreiras, onde haja «progressão salarial e promoções equilibradas que não sejam discriminatórias e se perspective um futuro melhor para a empresa e para o trabalhador».
Ilídio Pinto contestou ainda o facto de terem sido estabelecidos serviços mínimos para esta paralisação, serviços mínimos que vão ser contestados em tribunal e que, em alguns serviços, exigiram a presença de cem por cento dos trabalhadores.
«Chamam 70 ou 80 por cento dos trabalhadores para esses efectivos sem determinar exactamente e de forma concreta os trabalhadores que são necessários para os serviços mínimos», acrescentou.
Este sindicalista acusou ainda a empresa operadora do Metro do Porto de se ter aproveitado dos maquinistas contratados a prazo «para atenuar os efeitos da greve, esvaziando-a do seu conteúdo».
«Mas não desmobilizou os trabalhadores, porque eles estão determinados para reclamar o direito à contratação colectiva», concluiu.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Metro do Porto transportou 48 milhões de passageiros em
O metropolitano do Porto transportou 48 milhões de passageiros em 2007, num ganho de 24,7 por cento relativamente a 2006 e que representa a «conquista» de mais 10 milhões de clientes, anunciou hoje a empresa.
Em comunicado, o conselho de administração da Metro do Porto - que aprovou hoje por unanimidade o Relatório e Contas e o Relatório de Sustentabilidade relativos ao exercício de 2007 - destacou a «significativa melhoria» dos resultados operacionais registado no ano passado, graças ao aumento do número de passageiros transportados e da racionalização da oferta.
Segundo a empresa, a taxa de ocupação em 2007 atingiu o valor médio de 16,3 por cento, numa subida de 2 pontos percentuais em relação a 2006.
Dos dados operacionais do exercício, constata-se ainda um aumento da velocidade comercial global do sistema do metro, que se situa agora nos 27,2 quilómetros/hora (mais 1,9 pontos percentuais do que no ano passado), acrescenta.
Conforme adianta ainda a empresa - que divulgará a versão integral das suas contas só após a aprovação dos seus accionistas - a Metro do Porto conseguiu no ano passado uma taxa de cobertura das receitas sobre custos operacionais de 54,6 por cento (mais 7,2 pontos percentuais do que no ano anterior).
«Trata-se de um valor altamente positivo, que não encontra paralelo nas contas de muitas das empresas de serviço público de transporte de passageiros a nível europeu», refere a empresa.
Diário Digital / Lusa
23-01-2008 18:07:00
"Senti o metro passar por cima e esperei que não me matasse"
Carla Cruz
"Tive a perfeita noção de que o metro estava a passar por cima de mim. Fiquei quieto e lembrei-me dos filmes em que um veículo passa e o homem escapa ileso". As palavras de João Almeida, 32 anos, fiscal da empresa Metro do Porto há três, pretendiam, ontem, descrever o que sentiu na noite anterior quando, caído na linha, sentiu uma composição do metropolitano roçar-lhe a roupa até rasgar e magoar-lhe a pele. A história parece filme. Mas não é. Para João "é milagre". Escapou ileso. Tem queimaduras na parte inferior do corpo e muitos hematomas."E tive uma estrelinha a olhar por mim".
João estava com um colega, anteontem, cerca das 19 horas, na estação dos Combatentes (Linha Amarela que liga João de Deus, em Gaia, e o Hospital de S. João, no Porto) a fiscalizar os passageiros que saíam da composição vinda do Marquês. A suspeita de que um rapaz de 15 anos não tinha validado o bilhete levou o colega a agir. O adolescente terá reagido mal à abordagem e empurrou o fiscal, aproveitando para se pôr em fuga. João foi atrás dele, agarrou-o, mas terá sido também empurrado. Para a linha.
"Bati com a cabeça no metro que já estava em andamento. E logo senti que deslizava para a linha entre as duas composições. Fiquei deitado, de costas, no meio dos carris", contou ao JN. "Recordo que tive perfeita noção de que estava o metro a passar por cima de mim. Contraí os músculos o mais que pude e esperei que o veículo passasse sem me matar." A sorte esteve do seu lado.
Na estação, a confusão instalou-se. Chamou-se o INEM para socorrer João Almeida, que chegou a perder os sentidos enquanto procurava estar quieto no meio dos carris. E foi chamada a Polícia para deter o rapaz. Diz quem viu que o adolescente estava em pânico. "Julgava que me tinha matado", relata o fiscal que, com as roupas desfeitas e muitas mossas no corpo, foi levado para o Hospital de S. João, de onde só saiu ontem, cerca das 1.30 horas.
Ontem à tarde, ao lado de João,que está acamado, a mulher Bárbara Guimarães não se cansava de falar em sorte. E até sorriu quando o fiscal teve um minuto para brincar com a situação "A minha mãe diz que estou magrinho. Eu agora até lhe digo que estou muito bem. Pelos vistos, estou no ponto ideal", gracejou.
Três vezes agredido
Este não foi o primeiro incidente em que João Almeida se viu envolvido desde que está a trabalhar para a Metro do Porto, depois de requisitado à empresa de segurança de que faz parte. Só nos últimos três meses foi agredido três vezes no exercício da sua função. E, por isso, pondera mudar de profissão. "Há uns meses, outro adolescente rebentou-me a boca. Fui transportado para o hospital e no mesmo dia em que tive alta levei um soco no nariz. Agora, tive esta queda para a linha. São muitas agressões", considera.
"Há uma enorme falta de respeito por nós. É um trabalho que algumas pessoas, principalmente os jovens, não respeitam. De duas vezes que fui agredido, apresentei queixa e os culpados saíram sempre impunes. Ou são adolescentes ou são coitadinhos e ficam sem qualquer punição", afirma o fiscal.
Desta vez, e porque as consequências poderiam ter sido muito graves, João tenciona apresentar queixa contra o agressor e seguir com o processo até às últimas consequências. A mulher apoia-o "Ele [o rapaz] tem de ter consciência de que poderia matar um homem porque não quis pagar 90 cêntimos".
terça-feira, janeiro 22, 2008
Passagem pela Av. Boavista tem grande potencial
O presidente da comissão executiva da Metro do Porto, Oliveira Marques, afirmou hoje que a passagem do metro na Avenida da Boavista tem um grande potencial de captação de passageiros.
«As conclusões apontam que a Avenida da Boavista é mais eficaz», afirmou Oliveira Marques, que hoje esteve presente na reunião pública do executivo da Câmara do Porto a pedido dos autarcas, explicando o que está previsto e relativamente à expansão da rede do metro.
Segundo referiu, de acordo com o estudo realizado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), a passagem na Avenida da Boavista é, das três opções estudadas, aquela que melhor responde ao objectivo de expandir a rede à zona ocidental do Porto.
Esta alternativa passa por fazer a ligação entre as estações Matosinhos-Sul e Casa da Música, subindo a Avenida da Boavista.
Foram ainda estudadas a hipótese de passagem pela Rua Brito Capelo, em Matosinhos, e Castelo do Queijo, desviando depois para o Campo Alegre, bem como prolongar a Linha Amarela a S. Mamede Infesta (Matosinhos) e depois Senhora da Hora.
«O corredor Campo Alegre é alternativo à Boavista, mas nenhum deles é alternativo a S. Mamede Infesta«, sustentou, acrescentando que, contudo, »todas as opções podem coexistir«.
As opções Boavista e S. Mamede Infesta, acrescentou Oliveira Marques, têm ambas uma valia »semelhante em termos de captação de procura e esforço do projecto, mas Boavista resiste a todas as análises, em termos quer de procura quer de tempos«.
O responsável manifestou-se favorável à passagem do metro pela Avenida da Boavista, mas destacou que a ideia que surgiu no âmbito da realização deste estudo - a criação de uma linha circular - é muito importante.
«Se esta linha circular (subterrânea) existisse o seu impacto seria tremendo», afirmou, acrescentando que «há quem aposte para a duplicação da procura» com esta linha.
Esta linha circular «contribuiria para a sustentabilidade da rede», frisou Oliveira Marques, lembrando, contudo, que a construção deste traçado não consta do protocolo assinado entre o Governo e a Junta Metropolitana do Porto.
Esta linha, que permitirá ligar as cinco linhas actualmente em operação, tem um perímetro previsto de nove quilómetros e poderá ser equipada como veículos totalmente automáticos, sem condutor, em funcionamento ininterrupto.
Oliveira Marques adiantou que «esta linha é, para já, uma ideia», prevendo o desenho preliminar do traçado estações em Campanhã, Areosa, Pólo Universitário, Prelada, Casa da Música, um local entre Praça da Galiza/Hospital Santo António/Palácio de Cristal, terminado em S. bento.
Diário Digital / Lusa
22-01-2008 17:46:00
domingo, dezembro 30, 2007
Metro manda reservar canal para linha S. João/Maia
Hugo Silva
A Empresa do Metro solicitou à Câmara da Maia que reserve canal para a construção da segunda linha no concelho. A carta, incluindo o mapa com o traçado previsto para o prolongamento da Linha Amarela a partir do Hospital de S. João (Porto), chegou à Autarquia no dia 14 do mês passado. Todos os projectos de urbanização e de edificação para as zonas em causa terão de ser remetidos pela Câmara à Metro, para que a empresa dê o seu parecer. A linha já foi colocada no Plano Director Municipal.
Apesar da segunda linha da Maia não ser considerada prioritária nem sequer estar prevista na proposta de alargamento da rede elaborada pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), a sua execução não foi posta de lado. Essa é a convicção de Bragança Fernandes, presidente da Câmara da Maia, perante a missiva enviada pela empresa. Que especifica o canal proposto, incluindo uma alteração ao que estava previsto há já alguns anos agora, a Metro do Porto propõe um desvio para aproveitar parte do ramal ferroviário de Leixões na zona de S. Gemil.
O traçado atravessa as freguesias mais populosas do concelho - Pedrouços, Águas Santas, Milheirós, Gueifães e Maia - e, segundo Bragança Fernandes, servirá uma população entre 60 e 70 mil pessoas. O autarca sublinhou que a elaboração dos estudos para aquela linha está contemplada no memorando de entendimento assinado entre a Junta Metropolitana do Porto (JMP) e o Governo para a segunda fase do metro e recordou que, na última reunião da JMP, ficou assegurada a sua execução, bem como da segunda linha de Gaia.
"Confiamos na Junta Metropolitana, na Administração e na Comissão Executiva da Metro. Se esta linha não se fizesse seria um crime. A Maia foi o concelho que mais cresceu nos últimos anos e não se compreenderia que ficasse de fora da expansão da rede", referiu, ao JN, Bragança Fernandes. O autarca admite, porém, "quando houver dinheiro" e "o Governo assim o entender". E só depois da linha de Gondomar e das extensões das linhas da Trofa e de Gaia.
O estudo elaborado pela Faculdade de Engenharia, coordenado pelo professor catedrático Paulo Pinho, apontou como prioridades para a expansão da rede a linha Matosinhos/Boavista, a linha Senhora da Hora/S. João, a segunda linha de Gaia, uma linha circular subterrânea no Porto e a extensão da Linha Amarela até Vila d'Este. Avança, ainda, com o prolongamento da linha de Gondomar desde a Venda Nova até ao centro do concelho, com um pequeno desvio ao traçado inicialmente previsto.
Bragança Fernandes, que também é presidente da Assembleia Geral da Metro, entende que o estudo é apenas indicativo e que a segunda linha da Maia vai mesmo avançar. O autarca lembrou que através daquela linha será possível uma futura ligação ao concelho de Valongo.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Não será necessário expandir o metro para além das linha
Hugo Silva
Paulo Pinho coordenou o estudo da Faculdade de Engenharia do Porto para a expansão da rede do metro. O professor catedrático admite que a linha circular central proposta será a que maior impacto terá na rede e sublinha que nos pressupostos do estudo também esteve presente a preocupação de reforçar a coesão territorial. Até porque, alerta, as assimetrias no Porto são hoje um problema sério.
Consciente da polémica inerente à sugestão de colocar o metro na ponte da Arrábida, sobre o Douro, Paulo Pinho, professor catedrático da Faculdade de Engenharia do Porto, esclarece que tal projecto só é possível quando estiver pronta a CREP (Circular Regional Externa do Porto) e se houver portagens para afastar o tráfego de atravessamento da actual VCI.
JN|O estudo para a expansão do metro não será demasiado "portocêntrico"?
Paulo Pinho|Tenho consciência de que algumas pessoas vão achar isso, mas é preciso perceber que tipo de área metropolitana temos. Todo o núcleo central está em perda. Sabendo nós que a capacidade de expansão para o exterior está limitada, temos um núcleo central que precisa de ser requalificado. Acontece que este núcleo central é no Porto. Não há nenhuma preocupação em favorecer este ou aquele concelho. Temos uma zona em perda e a vitalidade da área metropolitana depende da força do núcleo central.
Um dos municípios que mais cresceu demograficamente, a Maia, não é contemplado na expansão prevista...
A Maia está servida de metro. Por outro lado, uma das propostas que fazemos, ligando S. Mamede ao núcleo da Asprela e ao Hospital de S. João, vai servir bem a Maia, porque permite rebater e evitar o congestionamento da linha central da rede actual. Fizemos vários estudos, com várias alternativas e, neste momento, a evidência que temos é de que, relativamente a outras soluções que estão na mesa, essa não nos parece ter a mesma importância.
Tecnicamente, qual lhe parece ser a linha prioritária?
Tenho a convicção de que uma das linhas que terá um efeito maior e mais espectacular será a linha circular central. Está concebida para permitir um aumento substancial da flexibilidade no funcionamento de toda a rede e para servir um conjunto de pontos no núcleo central da área metropolitana que têm possibilidades de gerar um volume muito significativo de deslocações. Mas todas as propostas foram concebidas e avaliadas com base nos mesmos critérios onde estavam as pessoas, os empregos, os serviços e o comércio, percebendo que esses são os grandes geradores de deslocações. O metro é um sistema de transportes.
Ou seja, não deverá promover-se, através do metro, a urbanização de novas zonas.
Isso está completamente fora daquilo que é a nossa realidade. O nosso problema actual é saber como vamos encontrar pessoas para povoar as casas que temos. Um outro problema, que tem vindo a agravar-se e tem de ser encarado com seriedade, é a divisão muito significativa da cidade, quase que em duas cidades a ocidental e a oriental. Esta crescente discrepância entre uma zona com mais recursos, com população mais educada, e uma outra zona, em que se vão concentrando problemas económicos e sociais, começa a vir à tona, com problemas de segurança pública e de violência. Um dos aspectos que presidiu à concepção desta rede foi exactamente dar coesão territorial a esse espaço, que é uma condição indispensável para a coesão social.
Se todas as linhas previstas forem feitas ainda há espaço para o metro se expandir?
Com a área metropolitana que agora temos, tenho a sensação que, de facto, não. Não estou a ver necessidade de expandir mais do que este conjunto de propostas que fazemos agora. Pensando a uma escala de cinco/dez anos, esta é a proposta que maximiza a implantação do metro.
Quer explicar melhor a proposta de pôr o metro a circular na ponte da Arrábida?
É uma hipótese que tem de ser vista com cuidado e ponderação. Temos um sistema de circulação em que todo o tráfego de atravessamento, pesado e ligeiro, passa nas cidades do Porto e de Gaia, através da VCI. Uma vez concluída a CREP, e apenas nessa circunstância, temos todas as condições para libertar a VCI desse tráfego. Nessas circunstâncias, e apenas nessas circunstâncias, entendemos que a actual ponte da Arrábida pode ser uma solução. Uma solução que contribua, inclusivamente, para se avançar, depois, com a qualificação de toda a VCI, que poderia tornar-se numa via muito mais urbana. Esta opção só é possível e desejável se e quando a CREP estiver concluída e se houver uma política de portagens que desincentive a entrada no núcleo central da área metropolitana e que mantenha o tráfego pesado fora.
Defende então, portagens à entrada da cidade?
O que defendo é que a política de portagens dê uma indicação clara por onde deve passar o tráfego pesado e ligeiro de atravessamento. Isso deve ser feito no sentido de penalizar a sua entrada no núcleo central da área metropolitana e despenalizar quando circula por fora.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Toda a noite a funcionar
| Passagem de Ano no Metro |
| A Passagem de Ano 2007/08 é no Metro do Porto. O hábito de manter toda a rede em funcionamento durante toda a primeira noite do Ano Novo mantém-se e, como também é da tradição, com um forte reforço da operação. Como sempre, com a maior comodidade, rapidez e segurança. O Metro do Porto recomenda a compra ou o carregamento antecipado dos títulos Andante necessários às suas deslocações. |
| Metro do Porto, 26 de Dezembro |
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Câmara de Gaia apoia extensão até Vila d`Este
O vice-presidente da Câmara de Gaia, Marco António Costa, manifestou-se hoje favorável à extensão da linha do Metro do Porto até à Urbanização de Vila d'Este, que tem mais habitantes que muitas cidades portuguesas.
«Os estudos recentemente divulgados revelam que Gaia é um território fértil para o desenvolvimento do metro. No caso de Vila d'Este, o prolongamento da linha, além de servir a população daquela urbanização, permitirá apoiar o actual e o futuro centro hospitalar e o Média Park, nas instalações da RTP», afirmou o autarca, em declarações à Lusa.
Na perspectiva de Marco António Costa, o prolongamento da Linha Amarela (Hospital S. João/João de Deus) até Vila d'Este resultará «num serviço importante em termos de procura».
A Associação dos Proprietários da Urbanização Vila d'Este, em Gaia, apelou hoje a que a segunda fase do Metro do Porto contemple o prolongamento da linha amarela até esta urbanização.
O apelo surgiu na sequência da apresentação de um estudo sobre a segunda fase do Metro do Porto, que aponta para uma elevada procura deste transporte na extensão a sul da linha amarela, que termina actualmente na estação João de Deus, na Avenida da República, em Gaia.
Nas declarações que prestou à Lusa, o vice-presidente da Câmara de Gaia salientou ainda, relativamente à expansão da rede de metro no concelho, que os estudos divulgados apresentam «índices de procura que asseguram a consistência económica do projecto».
«Gaia é o terceiro concelho mais populoso do país, o que faz com que qualquer extensão do metro seja um serviço público«, frisou.
Marco António Costa revelou, por outro lado, que aguarda para breve a entrega do relatório do estudo que a Parque Expo está a elaborar sobre o futuro Interface de Laborim, que vai integrar a rede do Metro do Porto.
Este interface, que terá estacionamento para veículos de transporte público de passageiros e para veículos privados, além de uma grande estação do metro, vai assumir-se como o principal pólo na parte sul da rede, como contraponto ao papel que a estação da Trindade, no Porto, desempenha na parte norte.
Diário Digital / Lusa
13-12-2007 17:11:00