sexta-feira, outubro 07, 2011

Reacção dos sindicatos à fusão

O Metro do Porto e a STCP vão passar a ser uma só empresa. A medida, anunciada esta sexta-feira pelo Governo, só vem «juntar mais problemas», na opinião do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos (STRUN). Já outro sindicato admite que a fusão é vai ser «benéfica».
Do lado da STURN, «não sabemos bem o que vai acontecer, mas achamos que é uma desresponsabilização do Governo porque são duas empresa que nada têm em comum», referiu o presidente daquele sindicato, Fernando Oliveira, em declarações à agência Lusa.
«A STCP é uma empresa com preocupações sociais» e faz parte do setor empresarial do Estado, ao passo que a Metro do Porto é «uma empresa semiprivada cujo objectivo é ter lucro», visto que a sua operação e manutenção foi entretanto subconcessionada ao consórcio ViaPorto.
«Para nós é ponto assente que a fusão não dá qualquer garantia de que vai melhorar a mobilidade da população da região do Porto, que por isso não vai ter benefício nenhum» com a medida, acrescentou Fernando Oliveira, frisando, porém, ser a favor de uma «gestão rigorosa» das duas empresas.
STCP «totalmente contra»
A Comissão de Trabalhadores da STCP declarou-se «totalmente contra» a fusão, por serem duas empresas com «realidades diferentes».
«A Metro do Porto já se orienta por linhas de privatização e a STCP não, é uma empresa do sector empresarial do Estado na íntegra», apontou o presidente daquela estrutura, Ricardo Cunha.
«Isto é única e simplesmente, uma privatização à la carte». A decisão «pode pôr em causa postos de trabalho e condicionar direitos dos trabalhadores, o que liminarmente repudiamos».
Ricardo Cunha criticou ainda «o secretário de Estado dos Transportes e o ministro da Economia por denegrirem os trabalhadores» com declarações sobre as «mordomias» que estes terão.
Fusão «benéfica» porquê?
O Sindicato Nacional dos Motoristas, com forte implantação na STCP, admitiu, por sua vez, que a «fusão será benéfica, porque vai criar uma única empresa, com uma única administração».
«Mas não sabemos quais os objectivos concretos pretendidos», ressalvou também o seu presidente, Jorge Costa.
«Vamos ter de aguardar mais uns dias». O responsável lamentou «as declarações que têm vindo a público através de pessoas com algumas responsabilidades sobre as regalias que os trabalhadores possuem, que não correspondem à realidade».
A administração da STCP e da Metro do Porto informaram a agência Lusa, através de fontes oficiais, que «por enquanto» e «oficialmente» nada têm a dizer sobre as intenções governamentais.
PorRedacção  V  2011-10-07 20:40

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